5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

 5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO
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Em um universo de tantas possibilidades e invenções tecnológicas, algumas se destacam pelo seu potencial de mudar o mundo. Algumas, em particular, são as chamadas tecnologias exponenciais, que permeiam o desenvolvimento de outras tecnologias, e que se multiplicam em direção ao infinito.

São tecnologias fascinantes, que estão presentes em grandes projetos para os próximos anos, e frequentemente compartilham do mesmo ambiente de inovação digital. Estão entre elas: a inteligência artificial, a realidade virtual, as realidades aumentada e diminuída, a computação, a ciência de dados, a biotecnologia, e a neurotecnologia.

O QUE MUDOU?

A velocidade de inovação que temos hoje é sem precedentes, e muito se atribui à Era Digital, que possibilitou a criação de tecnologias poderosas em grande escala. Antes, as invenções tecnológicas existiam, mas de forma majoritariamente linear. Afinal, ainda precisaria de muito para que uma tecnologia impulsionasse a outra: elas ainda eram muito distantes entre si.

O que diferenciou as tecnologias, de fato, foi a possibilidade de geração de valor real de forma rápida e escalável, que antes ainda não era possível sem uma infraestrutura e sem outras tecnologias como base.

Afinal, seria impossível criar uma rede de computação hoje se não tivessem descoberto a eletricidade, né?

E O QUE ESTÁ POR VIR?

Duas das principais promessas da neurotecnologia giram em torno de duas categorias: as interfaces entre cérebro e computador (BCIs) e as interfaces entre ser humano e computador (HCIs).

Ambas são capazes de interpretar comandos cerebrais, mas através de interações diferentes com o nosso corpo. Por exemplo: uma BCI depende de contato com atividade cerebral para funcionar, mas uma HCI pode colher os frutos da atividade cerebral em diversos outros pontos do corpo, desde que também recebam impulsos.

Outra aposta gira em torno da Inteligência Artificial, podendo levar à sistemas de inteligência neuromórfica, como em chatbots; ou também impulsionando a nossa própria performance, como em nossa educação ou em nossas criações artísticas.

5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

1. Interfaces entre cérebro e computador sem fio

Tecnologias que conectam o cérebro humano a um computador já existem há alguns anos, mas muitas ainda são dependentes de fios, e, consequentemente, restritas a laboratórios especializados.

Novas formas de BCIs sem fio estão sendo testadas, mas muitas ainda não dispunham da mesma capacidade das BCIs com fios. A boa notícia é que o primeiro teste de uma BCI sem fio e de capacidade equivalente acabou de acontecer, dia 12 de abril. Com ela, seria possível estender os testes por períodos maiores de tempo, em contextos mais complexos, e também para novas utilidades.

Por assim dizer, a possibilidade de movermos objetos com a mente em nossas casas está próxima.

2. Wearables baseados no pulso

O novo projeto do Facebook Labs é fascinante: um wearable, dispositivo inteligente que podemos vestir, desenvolvido especificamente para o nosso pulso.

Parecido com os relógios de pulso que já estamos acostumados, o intuito do projeto é ser adaptável e personalizado para a nossa rotina, intuitivo, sempre disponível, de fácil usabilidade e confortável. Ou seja, não muito diferente de um smart watch, ou relógio inteligente.

A engenhosidade é que o dispositivo poderia facilmente encaixar em nossa rotina, enquanto seus sensores são capazes de traduzir os nossos sinais elétricos-motores em comandos digitais. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo.

Você gostaria de ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro.

3. A biometria do futuro

Conforme sugerido por uma análise da Gartner, em 2024, as tecnologias biométricas poderão se tornar o padrão para identidade digital, acabando com as senhas.

A biometria já é padrão em alguns bancos brasileiros atualmente, mas estamos falando de dar um passo a mais: realmente substituirmos as análises de código genético pela biometria. Assim, poderíamos utilizá-la para checarmos as nossas predisposições de saúde, ou então resolver crimes que antes seriam resolvidos por código genético, por exemplo.

A visão pode ser encontrada no documentário “The hidden clues that reveal who you are” da BBC, falando principalmente dos rastros que deixamos, e de como podemos ser identificados por eles.

4. Aprendizagem por reforço nas Inteligências Artificiais

Comumente, os robôs são treinados a partir de aprendizagem de máquina, pautada em bancos de dados, semelhanças e probabilidades de acerto. Ou seja, são dadas uma amostra de dados para aprenderem e serem capazes de reproduzir.

Posteriormente, a técnica de deep learning foi implementada em algumas das máquinas para que fossem capazes de extrapolar seus bancos de dados, mas ainda dentro daquele recorte laboratorial. Agora, falamos de uma terceira técnica: o aprendizado por reforço, na qual o algoritmo é treinado tanto de forma laboratorial quanto em ambientes reais, ampliando a sua adaptabilidade e seu repertório.

Neste caso, o feedback é constante, e a máquina reproduz as mesmas tarefas milhões de vezes para obter o máximo de resultados possíveis, sendo capaz de desenvolver mais estratégias do que uma IA comum.

Essa é a maior aposta para o futuro da Inteligência Artificial nos próximos anos, e talvez seja mais um passo em direção à máquinas que superam a nossa própria inteligência. Ainda bem que já estamos acostumados a perder para robôs em jogos.

5. Headsets com IA para melhor performance

Headsets já são conhecidos, especialmente dentro da indústria do entretenimento. indústria do entretenimento.

Até o momento, eles são capazes de ampliar os nossos sentidos e a nossa performance, podendo realizar funções sem que um músculo seja mexido. Foi o caso das corridas de drones controlados pela mente. Mas e se eles pudessem reduzir os nossos sentidos, também?

Alguns headsets e fones de ouvido já estão sendo desenvolvidos visando redução dos estímulos externos para maior performance, mas um merece destaque: a Autistic da Autismo Tech.

Em 2020, o projeto foi desenvolvido em um hackathon visando a neutralização de sons que ativem hipersensibilidade em alguns autistas. Trata-se de um fone de condução óssea sem fio com inteligência artificial, que é capaz de identificar e neutralizar os sons que incomodam cada usuário. Um grande passo para a sua qualidade de vida, né?


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