A NEUROTECNOLOGIA E O MITO DA GENIALIDADE

 A NEUROTECNOLOGIA E O MITO DA GENIALIDADE
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Não se sabe ao certo o que torna os gênios geniais. 

Entre diversas hipóteses, as mais populares são direcionadas ao cérebro: seria uma questão de cérebros maiores? Talvez mais rápidos, com maior volume de sinapses por segundo? Ou será que seria uma questão de estímulo ao longo da vida?

Quando se trata do cérebro, temos muitas questões a serem respondidas.

A verdade é que existem diversas formas de alguém ser considerado genial, podendo variar entre raciocínio lógico, aptidões matemáticas, boa memória, criatividade, e muito mais.

É possível ser um gênio em uma área e ter muita dificuldade em outra. Faz parte da humanidade em todos nós.

É importante lembrar que nem todos os gênios foram bem sucedidos na mesma área.

Ainda bem que existem diversos tipos de inteligência para explorarmos. As grandes descobertas permeiam todas as áreas de conhecimento, e vão muito além da inteligência lógico-matemática.

Para Howard Gardner, psicólogo cognitivo, existem mais algumas possibilidades, incluindo as inteligências: linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal, intrapessoal, naturalista, espiritual, existencial e moral. Todas elas são inatas, apesar de termos uma ou outra mais aflorada.

Mas como alcançar a expressão máxima do nosso potencial?

Para a neurotecnologia, de vez em quando precisamos apenas de um empurrãozinho.

É o que diz o livro “Um salto quântico para a genialidade – todos nascem para se tornarem geniais” de Susan Leibig. A expressão máxima do nosso potencial não é uma questão de reforma do sistema de ensino, de mudanças curriculares, ou da forma como somos avaliados, e sim da forma como absorvemos e organizamos as informações.

Para a autora, mudanças estruturais no sistema mental dos indivíduos é o caminho para que cada um possa expressar sua genialidade pessoal. Só assim poderíamos eliminar as incapacidades de aprendizagem que nos prendem em algumas áreas.

Podemos, então, pensar em um roteiro de vida pautado em alcançar o nosso potencial.

Com uma abordagem diferente do ensino tradicional, o livro compartilha uma perspectiva interessante: o nosso desenvolvimento pode ser estrategicamente pautado em nossas competências, na sustentação da vontade, na autonomia e no prazer pelo conhecimento produtivo. Podemos seguir um roteiro de vida pautado em nosso potencial máximo.

E a ideia não é tão nova assim: A abordagem de Leibig cruza com a visão do psicólogo John Hayes, ainda em 1989, em sua proposta de Regra dos Dez Anos.

Para Hayes, dez anos de dedicação em uma única área seria o suficiente para uma descoberta genial. Independente de capacidades intelectuais, de aptidões lógico-matemáticas ou da quantidade de sinapses por segundo do indivíduo – apenas de seu esforço direcionado a um objetivo.

Outra possibilidade, também, seria através de um toque de tecnologia.

O aumento da demanda por produtividade impulsionou a busca por novos métodos de aprendizagem, com destaque para os dinâmicos e interativos. Para isso, aproximamos a tecnologia da educação, possibilitando que o ensino acompanhasse o ritmo de evolução dos alunos.

Entre as possibilidades, temos a Inteligência Artificial, que pode analisar o engajamento dos alunos com a aula e com os materiais. Podemos pensar em aulas personalizadas para as emoções dos alunos, materiais otimizados para a sua janela de foco, e até identificação certeira de suas dificuldades de aprendizagem.

Outro benefício seria o conhecimento amplamente disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Não apenas por se encaixar tão bem em rotinas dinâmicas, mas por permitir que o aluno possa definir o seu ritmo de estudo e aprendizado.

De certo, os gênios do futuro são os alunos do presente. E, com o investimento certo, todos podem alcançar a sua genialidade.

Esse é o poder da neurotecnologia.


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