A TECNOLOGIA QUE IMITA A VIDA

 A TECNOLOGIA QUE IMITA A VIDA
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Temos muito para falar sobre inteligências artificiais, robôs neuromórficos e tecnologias ciborgues.

Se algumas tecnologias são exponenciais, com certeza as tecnologias digitais estão entre elas. E, com isso, o número de projetos e pesquisas que envolvem o cérebro humano estão em alta. 

Nunca estivemos tão perto de desvendar o nosso cérebro – o que vem com muita expectativa sobre como podemos melhorá-lo. Essas são as maiores possibilidades para a Neurotecnologia dos próximos anos.

Já abordamos chatbots que se assemelham à inteligência humana, tecnologias que potencializam o funcionamento cerebral, e até mesmo robôs cirurgiões

Mas nenhuma delas foi desenvolvida para outros animais. São centradas em seres humanos.

E se…

E se tivéssemos uma tecnologia que não apenas ajudasse seres humanos, mas também outros animais? E se ela pudesse ajudá-los caso perdessem um membro? E se ela pudesse nos ajudar a entendê-los melhor?

Estamos falando da biônica, área de estudo que combina engenharia, biologia e robótica.

Ela é particularmente responsável pelos membros artificiais que podemos utilizar na falta de um, mas tem muitas outras aplicações. Um ótimo exemplo de mercado em expansão.

Em números: Seu valor foi avaliado em US$28,5 bilhões em 2020, com a previsão de que alcance US$ 58,9 bilhões nos cinco anos seguintes. Ou seja, um aumento de 106%.

Uma nova vida

Se um ser humano tem acesso a próteses e órgãos impressos em 3D caso precise, por que não dar o mesmo tratamento a outros animais?

Foi seguindo essa linha de pensamento que diversos pesquisadores se propuseram a ajudar animais resgatados. No Brasil temos até um grupo que se dedica especialmente a isso: os Animal Avengers, ou Vingadores dos Animais.

E não precisa de muito: basta uma impressora 3D e conhecimento de como modelar seus protótipos. Se, por exemplo, você tiver um pet em casa que tenha sofrido um acidente, como uma tartaruga que tenha perdido o casco, você mesmo é capaz de lhe oferecer uma nova vida.

Outras aplicações

Você já viu fotógrafos profissionais que tiram fotos de animais selvagens? Seria uma tarefa muito mais difícil se eles não se misturassem ao ambiente.

A maioria dos animais selvagens nunca tiveram contato com seres humanos, e, se sentissem ameaçados, poderiam se esconder ou atacar os fotógrafos. Mas e se não estivéssemos mais falando de um ser humano, e sim de um animal unicamente responsável por monitorar e fotografar aquele espaço?

Essa foi a ideia por trás da Festo, responsável por uma rede de pesquisa exclusiva sobre a natureza. Através da chamada Bionic Learning Network, ela se dedica a criar animais biônicos que se assemelham a outros animais, e busca entender mais a fundo princípios da natureza para obter novos insights sobre tecnologia e aplicações industriais.

Apesar de pioneira na aplicação dos estudos dos animais para fins industriais, a criação de animais biônicos não é novidade. Aqui você pode assistir 10 animais biônicos que já existem – o canguru e a libélula sendo da própria Festo.

Uma ótima solução para o monitoramento de animais em risco, e uma nova definição para tecnologias que imitam a vida.

Seriam pássaros biónicos o futuro dos drones?


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