ACADEMIA PARA CÉREBROS E O FUTURO DO ESPORTE

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Você é destro, canhoto ou ambidestro? 

A maioria das pessoas é destra. Apenas 10,6% da população é canhota, de acordo com a pesquisa Human handedness: A meta-analysis, e podemos concordar que ser ambidestro seria o melhor cenário para todos nós. 

É estranho pensar que andamos por aí sem saber usar uma das nossas mãos direito.

A (FALTA DE) HABILIDADE COM METADE DO NOSSO CORPO

Não se sabe ao certo o que torna algumas pessoas canhotas. Uma pesquisa da Universidade de Oxford indica que poderia ser genético (descobriram até o gene LRRTM1, que é unicamente responsável pela preferência da mão esquerda), mas também existe uma teoria sobre o nível de testosterona da mãe na gravidez.

O que importa é que a grande maioria das pessoas não domina plenamente metade de seus membros. Incluindo os nossos atletas favoritos, que provam que essa questão não pode ser resolvida com treinamentos físicos: é a forma como o nosso cérebro funciona.

ENTÃO, POR QUE NÃO TREINAR O CÉREBRO?

Essa foi a pergunta feita pelo neurocientista Konstantin Sonkin, que levou à criação de uma plataforma de inteligência artificial que ajuda os atletas a superarem suas limitações físicas através do treinamento de seus músculos cerebrais. Uma verdadeira academia de cérebros.

Dessa forma, é possível inserir o cérebro em contextos específicos do esporte para que ele possa treinar os seus comandos cerebrais ao invés de seu treinamento físico. Muito parecido com uma versão do jogo FIFA que se joga com a mente.

Basta um jogador, um headset sensível à comandos cerebrais e a plataforma desenvolvida por Sonkin. Pronto, já seria possível controlar o jogador virtual com a mente. É possível até escolher a posição a ser jogada, que já vem com um set de ações pré-definidas.

MAIS UM PASSO EM DIREÇÃO AO ENTENDIMENTO DO CÉREBRO

Com essa tecnologia, já é possível entender melhor as atividades cerebrais e tornar o exercício do cérebro uma realidade. Assim, atletas podem melhorar a sua performance física de uma forma inédita.

Diante de um cenário em que os atletas já são treinados e exigidos o máximo possível, temos a oportunidade de melhorá-los além do que já era possível.

E os testes foram bem sucedidos: Entre dois grupos, um com treino regular e outro com o treino regular mais o treino cerebral, o segundo grupo teve um aumento de 35% na precisão de seus chutes e um aumento de 33% na velocidade da bola. Dados impressionantes para qualquer atleta competitivo.

E OS ATLETAS NÃO SERIAM OS ÚNICOS BENEFICIADOS

O mesmo tipo de treinamento não precisa estar restrito ao esporte. Uma tecnologia similar foi desenvolvida por Sonkin para crianças com paralisia cerebral, para que pudessem controlar um robô e interagir com o mundo a sua volta de forma mais independente.

Nesse caso, estamos falando de uma melhor qualidade de vida com uma tecnologia já existente (e revolucionária).

Seria esse o fim do Sudoku como exercício cerebral?


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