AS DEZ PROMESSAS DA NEUROTECNOLOGIA ATÉ 2028

 AS DEZ PROMESSAS DA NEUROTECNOLOGIA ATÉ 2028
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Falar sobre neurotecnologia significa falar sobre tecnologias que interagem com o cérebro com diversos intuitos. Elas são capazes de melhorar e reparar funções cerebrais e até mesmo permitir a compreensão da nossa consciência e do pensamento.

neurotecnologia se desenvolveu exponencialmente nas últimas décadas, mas não é um campo de pesquisa recente. O nosso cérebro ainda representa um dos maiores mistérios da humanidade, e essas descobertas nos levam em direção ao conhecimento da mente e de seus segredos. Sim: estamos cada vez mais perto.

Com a interação com essas atividades cerebrais, somos capazes de: ampliar as nossas capacidades motoras; realizar tratamentos médicos com baixas taxas de rejeição pelo corpo; monitorar atividades cerebrais para identificar anomalias com agilidade; ou até mesmo impulsionar a nossa performance, entre muitos outros exemplos.

NEUROTECNOLOGIA = QUALIDADE DE VIDA

Novos dispositivos estão sendo testados e desenvolvidos a todo instante. Fizemos uma lista com as dez promessas da neurotecnologia até 2028. Aqui, temos acessórios tecnológicos, novidades e lançamentos que prometem ser as novas tecnologias do futuro – algumas até mesmo do presente.

LISTA DAS 10 PROMESSAS DE TECNOLOGIAS DO FUTURO

1. Drones controlados pela mente

O controle de robôs com a mente é uma das principais apostas para o futuro. Um time de pesquisadores da Universidade da Flórida já conseguiu desenvolver um drone controlado por ondas cerebrais, dependendo apenas de um dispositivo parecido com um capacete que mediasse a interação.

Mas e uma corrida de drones? Parece muito distante? Pois, em 2016, a mesma universidade conduziu uma corrida a partir das ondas cerebrais de 16 pilotos, unindo dois grandes fenômenos: corridas de drones e interfaces entre cérebros e computadores.

Desde então, as expectativas sobre o controle de drones com a mente crescem cada vez mais.

2. Próteses inteligentes

A habilidade de ampliar as nossas capacidades físicas, para poder fazer mais, mais rápido e melhor, está se aproximando.

A indústria das próteses, que é capaz de recuperar membros deficientes, é uma das grandes apostas para essa década. Não apenas recuperando, mas extrapolando as possibilidades humanas. Estamos caminhando para a popularização das próteses, e estamos diante de grandes oportunidades.

Afinal, McLuhan, filósofo canadense que já entendia as tecnologias como “próteses técnicas”, poderia estar mais certo do que imaginava.

3. Telefones wearables

“O novo iPhone vai ser uma interface cérebro-computador não invasiva” – Rafael Yuste, catedrático da Universidade Columbia

O fenômeno dos wearables tende a crescer nos próximos anos, junto com a popularização da Internet das coisas (IoT) e da neurotecnologia. Estamos falando desde fones de ouvido inteligentes até mesmo implantes cibernéticos, o que já rendeu muito buzz na indústria com o evento da Neuralink.

Lançamentos como óculos inteligentes apontam na mesma direção de dispositivos conectados à internet, mas ainda não estão amplamente disponíveis. Ao unir wearables à telefonia, surgem grandes expectativas para um novo patamar tecnológico.

4. Assistentes tecnológicos

Para os leitores de revistas em quadrinhos e fãs do universo Marvel, a J.A.R.V.I.S (inteligência artificial criada por Tony Stark) ainda gera um grande fascínio. Uma das grandes apostas da neurotecnologia diz respeito não a um dispositivo, mas às inteligências artificiais que nos cercam.

Até 2028, esperamos que os assistentes tecnológicos façam parte da nossa rotina cada vez mais. Entre os mais populares, temos a Siri (da Apple), o Google (do Android) e a Alexa (da Amazon), que agora não habitam apenas o nosso celular, como também as nossas casas.

Temos também robôs inteligentes que ajudam com a limpeza da casa, e o extremo dessa adaptação, que são as casas inteligentes que interagem com os nossos comandos.

Imagina pedir para o seu robô assistente pegar um copo de água para você? Talvez em dez anos.

5. Implantes de realidade virtual

Parte das expectativas também diz respeito ao nosso entretenimento. Esperamos pelo uso recreativo das tecnologias (que ainda estão por vir).

Por meio da realidade virtual, especialmente através de óculos ou headsets, é possível ver cenários incríveis, interagir com eles e imergir em um ambiente completamente novo.

Mas e quando não precisarmos mais de óculos de realidade virtual? E quando a realidade puder ser alterada pelo próprio cérebro?

Talvez dentro dessa mesma década possamos simular a realidade à nossa volta. Quem sabe a Neuralink já está por trás desse lançamento.

6. Supervisão

Aos que esperam ansiosamente pelos óculos inteligentes (ou implantes de realidade virtual), a supervisão é promissora para a próxima década.

De acordo com a OMS, 2,2 bilhões de pessoas não enxergam direito no mundo, com pelo menos algum déficit na visão. Mas a supervisão não beneficia apenas estes, mas, sim, a todos que buscam expandir seus horizontes. Agora, além de corrigir déficits, podemos ir além.

Algumas das expectativas giram em torno de experiências de entretenimento mais imersivas , mas também existe a expectativa de interagirmos com o mundo ao nosso redor com um toque a mais de tecnologia.

Já pensou em sensores térmicos, zoom integrado ou classificadores de humor diante de seus olhos? Ou ainda drones como realidade aumentada? A neurotecnologia, sim, já imaginou.

7. Robôs colegas-de-trabalho

Se a quarta tendência envolvia robôs dentro de casa, imagina só o efeito deles no mercado de trabalho pela próxima década. Já falamos de uma transformação digital que cruza com inteligência artificial e aprendizado de máquina, mas o que nos aguarda em 2028?

Contrastando com a estimativa de 2018 de que teríamos 10 robôs a cada 10 mil funcionários no Brasil, podemos estimar que temos, atualmente, 43 robôs para cada 10 mil funcionários no país. Com eles, podemos nos desprender de tarefas analíticas, dispendiosas e até mesmo repetitivas, com mais performance e taxas de sucesso.

A expectativa é que as empresas sejam cada vez mais receptivas às inteligências artificiais em suas análises de dados, que podem ser sua maior vantagem competitiva na Era de Big Data.

Sua empresa já está preparada?

8. Chatbots autônomos

Cada vez mais, os consumidores buscam experiências personalizadas. E, cada vez menos, temos mão de obra humana disponível. Temos um conflito.

Surgem, então, os chatbots, que conseguem atender os consumidores de forma automatizada. Mas alguns consumidores não querem apenas respostas, querem interações personalizadas, querem se sentir especiais e bem atendidos.

O próximo passo, então, são os chatbots autônomos. Muito parecidos com as assistentes pessoais, esses chatbots extrapolaram a sua própria programação.

São capazes de aprender, de arriscar e de propor novas respostas para as mesmas perguntas. Essa aposta da neurotecnologia é o que chamamos de computação neuromórfica, que muito se assemelha ao cérebro humano e muito promete para 2028.

9. Fones de ouvido inteligentes

Para as pessoas com dificuldade de se concentrar, essa promessa da neurotecnologia pode ser uma de suas preferidas.

Lembra de quando falamos sobre fones de ouvido inteligentes? Que tal fones de ouvido que te ajudam a se concentrar e a absorver informação mais rápido?

Estamos diante de grandes lançamentos que ajudam de uma forma ou de outra em nossa concentração, alguns com promessas de cancelamento de ruído, outros com promessas de treinamento neurológico (EEG Neurofeedback).

Outra forma de controlar o mundo à nossa volta será por meio de fones de ouvido inteligentes. Quem não se interessaria em ser mais produtivo fazendo o mesmo esforço?

10. Headsets para pesquisa cerebral

Você sabia que os dispositivos que captam ondas cerebrais já estão à venda pela internet?

Esta promessa da neurotecnologia diz respeito ao aumento do uso de brainwear headsets, ou dispositivos que captam ondas cerebrais. Com o aumento das pesquisas ao redor de neurotecnologia, temos também um aumento de dispositivos capazes de coletar os dados cerebrais – os neurodados.

Os headsets podem ser usados de forma acadêmica, como nas pesquisas com drones realizadas pela Universidade da Flórida, como também dentro de empresas e dentro de sua própria casa.

Aumentos em bem-estar no ambiente de trabalho, segurança e produtividade estão presentes na lista de expectativas.

Você produziria mais se pudesse controlar seus níveis de estresse e atenção? É o que nos aguarda até 2028.


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