BIOMETRIA: O TESTE DE DNA DO FUTURO

 BIOMETRIA: O TESTE DE DNA DO FUTURO
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Com que frequência você deleta o seu histórico de Internet? 

Ou melhor, com que frequência você utiliza janelas de navegação anônima? 

Se você respondeu alguma frequência além de “nenhuma” para alguma dessas perguntas, isso indica que você se preocupa com a sua segurança. Ou talvez você tenha assistido à Black Mirror e agora tampa até a câmera do computador, o que dá quase na mesma.

E é justificado, diante de uma explosão do uso de dados e tracking cookies.

Você provavelmente também sabe que é impossível apagar algo da Internet depois que é postado. Claro, você pode apagar a postagem, mas nunca vai conseguir apagar os seus registros. Tudo deixa uma pegada digital, o que permite que todos os sites possam formar um perfil de probabilidades sobre você. 

Então, qual é a probabilidade disso ser uma coisa boa?

Surpreendentemente, alta, mas, óbvio, depende de um regulamento apropriado.

O que importa não é o dado em si, e sim para o que ele pode ser usado. Essa é a principal regra sobre análise de dados. E, então, para o que a biometria pode ser usada?

De acordo com uma previsão para 2024 da Gartner, as tecnologias biométricas têm potencial de se tornarem o padrão para a identidade digital, acabando com as senhas. E alguns de nós já têm feito isso, desde casas inteligentes desbloqueadas por voz, até celulares desbloqueados por câmera. Talvez a era das senhas tenha chegado ao fim.

Por que biometria?

Qualquer pessoa que tenha visto você digitar no seu celular ou no teclado pode descobrir a sua senha, sendo ainda mais arriscado reciclar uma senha entre diferentes plataformas.

É possível alguém tentar se passar por você através de uma senha, mas não através de uma foto ou digital. O seu corpo é unicamente seu, e muito mais difícil de replicar. Esse é o começo de uma tecnologia touch-free, que logo sucedeu o bombardeio de tecnologias touchscreen da última década.

Alguns bancos já usam a biometria da mão para validar o acesso às contas dos usuários, mas esse seria só o primeiro passo. Afinal, se fosse possível avaliar o código genético pela biometria, não seria mais fácil do que através de uma agulha e um demorado exame de sangue?

Se fosse usado para checarmos predisposições de saúde, a tecnologia poderia ser revolucionária. E ela não para por aqui.

Quais devem ser os cuidados

O consentimento e a transparência devem pautar todas as coletas e utilizações de dados, e essa é uma regra desde a utilização dos cookies digitais. Se o usuário não é capaz de compreender, ele tampouco é capaz de consentir, e esse não é o futuro que desejamos.

Também, a segurança e a privacidade dos usuários deve ser pensada desde a estaca 0, considerando a criptografia como uma poderosa ferramenta para o armazenamento e a transição desses dados.

A possibilidade de deletar os dados do sistema também deve ser uma prioridade para as empresas que decidirem adotar a biometria, da mesma forma como podemos se desinscrever de uma newsletter com apenas um clique. As pessoas devem ter controle de seus próprios dados.

Por fim, a assinatura de termos de consentimento e responsabilidade por ambas as partes pode ser uma adição interessante, ao menos para comunicar ao usuário o que será coletado e para qual fim, e seguir com esse compromisso. Mas apenas se for de forma clara e compreensível a todos.

Você imagina um futuro no qual as pessoas podem entrar em suas casas através de uma análise de suas íris?

Pelo menos, é difícil perder a íris por aí. Já a chave…


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