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O PASSO MAIS IMPORTANTE DA CIBERSEGURANÇA

A chave para uma empresa segura pode não ser o acesso aos melhores recursos do mercado.  Para alguns investimentos, é verdade que o momento de ação influencia diretamente o resultado final. Quando se trata de cibersegurança, isso também se aplica. Empresas que se protegem de riscos durante momentos de crise escolheram uma abordagem muito diferente de empresas que investem em sua segurança desde o passo 0, e elas podem experienciar resultados diferentes a longo prazo. Com isso em mente, uma reputação pela segurança excessiva é mais valiosa do que uma reputação pelo descaso com a segurança, mas a primeira exige planejamento, compromisso e alocação de recursos valiosos.  O que faz tudo isso valer a pena? MUITO ALÉM DE ANTIVÍRUS E FIREWALL O primeiro passo para uma boa estratégia de segurança é o combate à desinformação. Empresas que não sabem o suficiente sobre cibersegurança podem se considerar seguras apenas investindo em antivírus e firewall, enquanto ainda estão vulneráveis a diversos riscos que desconhecem. Potencialmente, isso pode levar a perda de dados, custos financeiros e manchas na reputação da marca. Ainda bem que esse cenário pode ser evitado. Além do investimento em antivírus e firewall, a proteção contra ataques internos e externos deve ser uma preocupação contínua. O monitoramento das redes conciliado à realização de testes frequentes pode tornar o ambiente mais seguro, mas também deve vir junto com um plano de resposta a incidentes e recuperação de desastres. Todos esses cuidados se resumem a uma única coisa: uma Cultura de Segurança Empresarial. CULTURA DE SEGURANÇA EMPRESARIAL A empresa que nutre uma cultura de segurança entre todos os seus colaboradores reforça a importância de ações individuais para o bem de todos – incluindo a reputação da empresa. Esforços contínuos devem ser feitos para garantir que todos compartilhem dos mesmos valores e saibam como abordar a segurança no dia a dia, podendo acontecer através de treinamentos e lembretes periódicos. Também, todos devem estar cientes do mesmo plano de resposta a incidentes e aptos para notarem os sinais de ameaças de cibersegurança. Como parte de um todo, é fundamental que os próprios colaboradores tenham ciência da sua responsabilidade individual com a segurança da empresa. Mas, isso não é tudo. A terceirização dos serviços de segurança pode ser um recurso interessante para a garantia de proteção, considerando um cenário com ameaças cada vez mais avançadas, conforme apontado pelos especialistas da Kaspersky. Todos esses esforços se resumem a uma simples pergunta: qual é o valor dos dados para o seu negócio? O investimento com segurança deve ser proporcional.

A IMPORTÂNCIA DA CIBERSEGURANÇA PARA DADOS SENSÍVEIS

Se estamos no caminho de compreender a fundo o cérebro humano, devemos muito desse progresso aos dados. Diante da era do Big Data, o seu valor é inestimável – e as possibilidades infinitas. Muito mais do que a compreensão do nosso cérebro, podemos pensar na maximização do nosso potencial. Então, um futuro em que temos dados em tempo real sobre a nossa saúde deixa de ser fantasia, da mesma forma em que a escrita com a mente torna-se possível e doenças degenerativas tornam-se coisa do passado. Os dados nos ajudam a revolucionar até mesmo a indústria do entretenimento, que agora pode contar com experiências completamente imersivas e personalizadas. É aqui que o princípio do Peter Parker, ou Homem-Aranha, ganha um novo significado: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Dados inestimáveis pedem por uma segurança excepcional. MUDANÇA DE MINDSET Segundo a Kaspersky, empresa de cibersegurança, 40% dos brasileiros estão dispostos a expor dados sensíveis para obter vantagens, como descontos ou serviços personalizados. Isso significa que, primeiramente, as pessoas devem ser conscientizadas sobre o poder dos dados, a importância da privacidade e a responsabilidade que está em suas mãos. Por outro lado, as empresas devem ter consciência sobre o material que têm disponível e devem dispor dos recursos necessários para protegê-los. Por trás dos dados estão pessoas, e é imprescindível que esse conjunto de informações seja utilizado pelo propósito pelo qual foi coletado. Para isso, a cibersegurança é uma ferramenta fundamental: impede o vazamento dos dados. POR QUE CIBERSEGURANÇA? Por definição, a cibersegurança é o conjunto de práticas, técnicas e normas direcionadas à proteção de informações sensíveis ao negócio, estejam elas armazenadas, sendo processadas ou sendo transmitidas. Seja qual for o contexto, as informações sensíveis devem estar seguras. Mas não é sempre que isso acontece. Um outro estudo da Kaspersky indica que ataques cibernéticos direcionados atingiram 27% das empresas, incluindo os setores público, tecnológico e financeiro. Desses, 10% podem ser considerados graves, ocasionando a perda de recursos corporativos ou uso indevido de dados. O maior perigo para as pessoas é o uso indevido de dados. Para evitar isso, uma organização que não se protege de ataques, quaisquer que sejam, não deve ser qualificada para armazenar dados pessoais – muito menos dados sensíveis. Pensando que a tendência, com a popularização dos dispositivos de IoT e de neurotecnologia, é que cada vez mais dados sensíveis sejam coletados e armazenados por diversas empresas. Então, o investimento em cibersegurança é fundamental. Os especialistas da Kaspersky também descobriram que os ataques virtuais estão cada vez mais complexos, aprendendo a driblar a detecção das soluções de segurança com técnicas avançadas. Então, esse investimento deve ser duradouro, crescendo junto com o volume dos dados sob responsabilidade da organização. Considerando a magnitude e o poder desses dados, o ideal é a terceirização dessa segurança com empresas especializadas. O investimento também deve considerar tecnologias de segurança que continuem a se defender de novas formas de ataques, junto com a conscientização de todas as pessoas que entrem em contato com esses dados. Como diz a sabedoria popular: é melhor prevenir do que remediar.

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A IMPORTÂNCIA DE DIZER “NÃO”: ENTENDENDO OS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Especialistas alertam sobre os efeitos prejudiciais à saúde mental quando se evita dizer “não” nas situações cotidianas, enfatizando a relevância de se estabelecer limites saudáveis nas interações sociais e afetivas.Maycon Rodrigo Torres, psicólogo e professor, destaca a carga emocional associada à negação, indicando que a preocupação com a percepção alheia pode ser um fator impeditivo ao expressar uma recusa. Já a psicóloga especialista em emoções, Luana Ganzert, ressalta que a aceitação social é uma necessidade básica que pode ser ameaçada pela negativa a pedidos e favores.A prática constante de priorizar os desejos dos outros em detrimento dos próprios, segundo os especialistas, pode resultar em um “apagamento” dos limites pessoais, conduzindo a sobrecargas mentais e, em alguns casos, a problemas crônicos de saúde mental, como a ansiedade. Os impactos podem permeiar diferentes áreas da vida do indivíduo, afetando o sono, o desempenho profissional e acadêmico, e até mesmo resultando em relacionamentos prejudiciais.Luana aponta que o receio de dizer “não” muitas vezes é impulsionado pela insegurança ou pela tentativa de evitar conflitos e desconfortos. “Ao consentir continuamente, você negligencia o cuidado consigo mesmo. Aceitar tudo é, em certo sentido, um silenciamento emocional”, alerta a especialista, destacando que este comportamento pode conduzir a cenários de sofrimento silencioso e, em algumas instâncias, prejuízos financeiros.A psicóloga Gislene Erbs, em seu novo livro “Sim ou Não – A difícil arte de colocar-se em primeiro lugar na sua vida”, explora a jornada para a prática do autoconhecimento e a importância de estabelecer limites, ofertando ao leitor ferramentas e reflexões acerca da capacidade de negação assertiva.Gislene argumenta que é fundamental respeitar-se e, por vezes, optar pela própria saúde mental e bem-estar ao responder aos pedidos alheios. “Sua felicidade começa pelo respeito a si mesmo”, enfatiza.A autora oferece diversas abordagens e técnicas para quem busca reforçar sua habilidade em dizer “não”, ao mesmo tempo mantendo relacionamentos saudáveis e construtivos. Ela destaca a valorização pessoal e a autoestima como pilares para decisões assertivas e positivas, tanto para si quanto para os envolvidos.Dessa forma, o ato de dizer “não” emerge não apenas como uma expressão de negação, mas como uma prática de afirmação do próprio valor, força e, inesperadamente, como um meio de fomentar relações mais honestas e saudáveis.

COMO WEARABLES PODEM IMPULSIONAR A PERFORMANCE DE ATLETAS

Você já ouviu falar sobre performance data, ou dados de performance? Com a popularização de wearables e dispositivos de IoT, passamos a coletar muito mais dados sobre o nosso cotidiano. Com apenas um toque, é possível descobrir a duração e a qualidade do nosso sono, a quantidade de passos dados durante o dia, a média e os picos dos nossos batimentos cardíacos, entre muitos outros dados.  Aproximando essas capacidades analíticas do universo esportivo, é possível calcular dados muito mais precisos sobre a performance dos atletas e planejar treinos mais eficazes, evitando, assim, o cansaço excessivo e o desperdício de esforços. Um grande exemplo é o software Sonra 3.0, lançado em 2020. Com ele, é possível visualizar dados em tempo real em dispositivos como o iPad ou o Apple Watch, permitindo que a performance dos atletas possa ser avaliada mesmo durante um torneio. COMO MAXIMIZAR OS ESFORÇOS DO ATLETA Dentro de uma indústria competitiva, cada segundo conta. Os atletas miram na perfeição, e dedicam longas horas em seus treinos para alcançarem a sua melhor performance. Neste sentido, dispositivos capazes de coletar dados de performance são adições valiosas para seus esforços, possibilitando a mensuração dos efeitos dos treinos no corpo do atleta. Além da mensuração, a adaptação das estratégias para maximizar os esforços do atleta também se torna possível. Esse aspecto pressiona outros atletas a adotarem as mesmas tecnologias para maximizarem a sua performance, tornando os dispositivos cada vez mais populares e eficazes em suas funções. UTILIZAÇÃO DOS DADOS NA PANDEMIA A incerteza de retorno das competições exigiu novas medidas para que a performance dos atletas não ficasse para trás. Nesse momento, a utilização dos dados foi a peça-chave para a mensuração dos resultados. Assim, treinadores e profissionais foram capazes de comparar a sua performance antes e durante a pandemia, trazendo consistência para os seus resultados. Para uma indústria que pode chegar a $4,6 bilhões em 2025, de acordo com a Grand View Research, as capacidades analíticas do esporte devem continuar crescendo nos próximos anos. Da mesma forma, a utilização de inteligência artificial para o treinamento do cérebro dos atletas também é uma excelente estratégia para a superação de limitações físicas. Dessa forma, permitindo melhores resultados do que os treinamentos físicos convencionais. O FUTURO DO ESPORTE Ao que tudo indica, o futuro do esporte é tecnológico. A aproximação de wearables, dispositivos de IoT e até mesmo inteligência artificial permite que os atletas tenham acesso à tecnologias de ponta e, consequentemente, alcancem resultados que não eram possíveis anteriormente. Os benefícios dos dados no esporte devem continuar dando frutos nos próximos anos, e podemos esperar por uma indústria ainda mais competitiva, composta por superatletas. Com a crescente adoção das tecnologias, elas também devem se tornar mais acessíveis ao público. Atletas amadores e até mesmo crianças podem se beneficiar dessas tecnologias, podendo comparar os seus resultados com os seus amigos e até mesmo jogadores profissionais.

5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

Em um universo de tantas possibilidades e invenções tecnológicas, algumas se destacam pelo seu potencial de mudar o mundo. Algumas, em particular, são as chamadas tecnologias exponenciais, que permeiam o desenvolvimento de outras tecnologias, e que se multiplicam em direção ao infinito. São tecnologias fascinantes, que estão presentes em grandes projetos para os próximos anos, e frequentemente compartilham do mesmo ambiente de inovação digital. Estão entre elas: a inteligência artificial, a realidade virtual, as realidades aumentada e diminuída, a computação, a ciência de dados, a biotecnologia, e a neurotecnologia. O QUE MUDOU? A velocidade de inovação que temos hoje é sem precedentes, e muito se atribui à Era Digital, que possibilitou a criação de tecnologias poderosas em grande escala. Antes, as invenções tecnológicas existiam, mas de forma majoritariamente linear. Afinal, ainda precisaria de muito para que uma tecnologia impulsionasse a outra: elas ainda eram muito distantes entre si. O que diferenciou as tecnologias, de fato, foi a possibilidade de geração de valor real de forma rápida e escalável, que antes ainda não era possível sem uma infraestrutura e sem outras tecnologias como base. Afinal, seria impossível criar uma rede de computação hoje se não tivessem descoberto a eletricidade, né? E O QUE ESTÁ POR VIR? Duas das principais promessas da neurotecnologia giram em torno de duas categorias: as interfaces entre cérebro e computador (BCIs) e as interfaces entre ser humano e computador (HCIs). Ambas são capazes de interpretar comandos cerebrais, mas através de interações diferentes com o nosso corpo. Por exemplo: uma BCI depende de contato com atividade cerebral para funcionar, mas uma HCI pode colher os frutos da atividade cerebral em diversos outros pontos do corpo, desde que também recebam impulsos. Outra aposta gira em torno da Inteligência Artificial, podendo levar à sistemas de inteligência neuromórfica, como em chatbots; ou também impulsionando a nossa própria performance, como em nossa educação ou em nossas criações artísticas. 5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO 1. Interfaces entre cérebro e computador sem fio Tecnologias que conectam o cérebro humano a um computador já existem há alguns anos, mas muitas ainda são dependentes de fios, e, consequentemente, restritas a laboratórios especializados. Novas formas de BCIs sem fio estão sendo testadas, mas muitas ainda não dispunham da mesma capacidade das BCIs com fios. A boa notícia é que o primeiro teste de uma BCI sem fio e de capacidade equivalente acabou de acontecer, dia 12 de abril. Com ela, seria possível estender os testes por períodos maiores de tempo, em contextos mais complexos, e também para novas utilidades. Por assim dizer, a possibilidade de movermos objetos com a mente em nossas casas está próxima. 2. Wearables baseados no pulso O novo projeto do Facebook Labs é fascinante: um wearable, dispositivo inteligente que podemos vestir, desenvolvido especificamente para o nosso pulso. Parecido com os relógios de pulso que já estamos acostumados, o intuito do projeto é ser adaptável e personalizado para a nossa rotina, intuitivo, sempre disponível, de fácil usabilidade e confortável. Ou seja, não muito diferente de um smart watch, ou relógio inteligente. A engenhosidade é que o dispositivo poderia facilmente encaixar em nossa rotina, enquanto seus sensores são capazes de traduzir os nossos sinais elétricos-motores em comandos digitais. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo. Você gostaria de ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro. 3. A biometria do futuro Conforme sugerido por uma análise da Gartner, em 2024, as tecnologias biométricas poderão se tornar o padrão para identidade digital, acabando com as senhas. A biometria já é padrão em alguns bancos brasileiros atualmente, mas estamos falando de dar um passo a mais: realmente substituirmos as análises de código genético pela biometria. Assim, poderíamos utilizá-la para checarmos as nossas predisposições de saúde, ou então resolver crimes que antes seriam resolvidos por código genético, por exemplo. A visão pode ser encontrada no documentário “The hidden clues that reveal who you are” da BBC, falando principalmente dos rastros que deixamos, e de como podemos ser identificados por eles. 4. Aprendizagem por reforço nas Inteligências Artificiais Comumente, os robôs são treinados a partir de aprendizagem de máquina, pautada em bancos de dados, semelhanças e probabilidades de acerto. Ou seja, são dadas uma amostra de dados para aprenderem e serem capazes de reproduzir. Posteriormente, a técnica de deep learning foi implementada em algumas das máquinas para que fossem capazes de extrapolar seus bancos de dados, mas ainda dentro daquele recorte laboratorial. Agora, falamos de uma terceira técnica: o aprendizado por reforço, na qual o algoritmo é treinado tanto de forma laboratorial quanto em ambientes reais, ampliando a sua adaptabilidade e seu repertório. Neste caso, o feedback é constante, e a máquina reproduz as mesmas tarefas milhões de vezes para obter o máximo de resultados possíveis, sendo capaz de desenvolver mais estratégias do que uma IA comum. Essa é a maior aposta para o futuro da Inteligência Artificial nos próximos anos, e talvez seja mais um passo em direção à máquinas que superam a nossa própria inteligência. Ainda bem que já estamos acostumados a perder para robôs em jogos. 5. Headsets com IA para melhor performance Headsets já são conhecidos, especialmente dentro da indústria do entretenimento. indústria do entretenimento. Até o momento, eles são capazes de ampliar os nossos sentidos e a nossa performance, podendo realizar funções sem que um músculo seja mexido. Foi o caso das corridas de drones controlados pela mente. Mas e se eles pudessem reduzir os nossos sentidos, também? Alguns headsets e fones de ouvido já estão sendo desenvolvidos visando redução dos estímulos externos para maior performance, mas um merece destaque: a Autistic da Autismo Tech. Em 2020, o projeto foi desenvolvido em um hackathon visando a neutralização de sons que ativem hipersensibilidade em alguns autistas. Trata-se de um fone de condução óssea sem fio com inteligência artificial, que é capaz de identificar e neutralizar os sons que incomodam cada usuário. Um grande passo para a sua qualidade de vida, né?

A REABILITAÇÃO DEPOIS DO COVID-19 ATRAVÉS DE JOGOS

“Essa dor de cabeça é de sono, cansaço ou desidratação?” Esse pensamento familiar para todos nós ganhou um novo significado após a pandemia da Covid-19. E tudo porque a grande maioria das pessoas que contraíram o vírus sobreviveram, mas não sem sequelas. O número é assustador: 80% das 185 pessoas analisadas pelo InCor manifestaram alguma sequela cognitiva, como perda de memória, desatenção ou dificuldade de raciocínio. Muitas das pessoas também relatam dores de cabeça, perda de olfato e/ou paladar, fadiga ou cansaço.  Se, por acaso, você sentiu dificuldades com alguma tarefa que antes era rotineira, esse artigo é para você. TREINO DA MENTE Já falamos sobre a possibilidade de treino cerebral voltado ao esporte, mas existe também uma alternativa mais caseira: exercícios de memória, raciocínio ou terapias ocupacionais. Para os mais manuais, hobbies como tricô e crochê também ajudam. É possível que a Covid-19 tenha efeitos de longo prazo nos neurônios – que não se reproduzem, apenas se substituem –, e no padrão de conectividade funcional do cérebro. Pelo menos, é o que indica a pesquisa da Universidade Estadual de Campinas. Ou seja, o cérebro passa a funcionar de novas formas, ativando ou talvez sobrecarregando áreas que não deveria, e essa pode ser a explicação de muitas das dores de cabeça. Enquanto não existe nenhum tratamento específico para as sequelas, o indicado é tratá-las como qualquer outra disfunção cognitiva: se desafiando mentalmente. USO DE APLICATIVOS Como já falamos anteriormente, existem aplicativos especialmente criados para transmitir bem-estar. Esse é o caso do MentalPlus, um jogo digital criado em 2010 que ajuda no tratamento de problemas cognitivos, como os listados anteriormente. Ele não é apenas capaz de testar e avaliar o cérebro, como também é capaz de reabilitar algumas funções e capacidades através de suas fases. Promissor, né? E boas notícias: ele já está sendo repensado para incluir exercícios exclusivos para sintomas pós-Covid, em parceria com a Organização Mundial da Saúde. Outros aplicativos, como de meditação e mindfulness, podem ser utilizados no dia a dia para momentos de descanso e concentração. Por fim, não deixem de beber água. Vai que aquela dor de cabeça era desidratação mesmo.