NOTÍCIAS

EXPLORANDO NOVAS FRONTEIRAS NO TRATAMENTO DO PARKINSON COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Nos últimos anos, testemunhamos avanços notáveis na aplicação da inteligência artificial (IA) no campo da saúde, e o tratamento do Parkinson não é exceção. Um recente artigo do Olhar Digital revelou que a IA está acelerando a busca por tratamentos para essa doença neurodegenerativa, oferecendo uma perspectiva promissora para pacientes em todo o mundo. A capacidade da IA de processar grandes volumes de dados e identificar padrões complexos tem sido fundamental para impulsionar essa mudança. Ao analisar dados de pacientes e estudos clínicos, os algoritmos de IA conseguem identificar conexões e insights que podem passar despercebidos pelos métodos tradicionais. Como resultado, a busca por tratamentos para o Parkinson tornou-se até 10 vezes mais rápida, abrindo novas possibilidades de intervenção e gerando esperança para milhões de pessoas afetadas por essa condição. Esses avanços não apenas aceleram a descoberta de novos tratamentos, mas também personalizam a abordagem terapêutica para cada paciente. Com a IA, os médicos podem oferecer opções de tratamento mais precisas e adaptadas às necessidades individuais, aumentando as chances de sucesso e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. À medida que continuamos a desvendar as complexidades do Parkinson e outras doenças neurológicas, a IA emerge como uma ferramenta indispensável na busca por soluções eficazes. Estamos testemunhando uma verdadeira revolução na medicina, impulsionada pela combinação de tecnologia avançada e dedicação à saúde humana. No Fórum “Engenharia da Mente”, que em breve será realizado, especialistas discutirão esses avanços e desafios na interface entre tecnologia e neurociência. É uma oportunidade imperdível para a comunidade médica, pesquisadores e entusiastas da tecnologia se reunirem, compartilharem conhecimentos e traçarem o futuro do tratamento do Parkinson e outras condições neurológicas. Junte-se a nós

SAIBA COMO O USO EXCESSIVO DAS TELAS AFETA O CÉREBRO

A modernidade trouxe consigo inúmeras facilidades, com destaque para os dispositivos eletrônicos. Os telefones celulares, computadores e televisores tornaram-se indispensáveis em nossas rotinas. No entanto, apesar das inegáveis vantagens, o uso excessivo dessas tecnologias também apresenta uma série de riscos à saúde cerebral.Desregulação dos ritmos circadianosOs ritmos circadianos, que representam nossos ciclos biológicos de 24 horas, são influenciados pela exposição à luz. A luz emitida pelas telas, especialmente durante a noite, pode desequilibrar esse ritmo. Dados do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais dos Estados Unidos (Nigms) mostram que essa alteração pode causar distúrbios do sono, levando a problemas mais sérios como obesidade, diabetes e depressão. Além disso, o tempo que passamos na frente das telas muitas vezes substitui atividades físicas, essenciais para um sono de qualidade.Efeitos sobre o sistema de recompensa cerebralVictoria Dunckley, em material publicado pela Universidade do Estado de Nova York, alerta sobre os perigos do uso excessivo das telas no sistema de recompensa do cérebro. Jogos eletrônicos e redes sociais liberam dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer. No entanto, a superestimulação desse sistema pode torná-lo menos responsivo, necessitando de cada vez mais estímulo para gerar a mesma sensação de bem-estar.Impacto no desenvolvimento cognitivoEstudos recentes indicam que o excesso de tempo de tela tem efeitos diretos no desenvolvimento cerebral, especialmente em adolescentes e jovens adultos. Conforme pesquisa publicada no Journal of Integrative Neuroscience, esse hábito pode prejudicar a atenção, concentração, aprendizagem, memória, regulação emocional, saúde física e até mesmo predispor ao desenvolvimento de distúrbios mentais.Risco elevado de AlzheimerO mesmo jornal traz um alerta ainda mais grave: a exposição precoce e excessiva às telas pode aumentar o risco de Alzheimer e outras demências na vida adulta. Se os circuitos neurais essenciais para a inteligência e adaptabilidade são comprometidos durante a juventude, essas alterações podem persistir na idade adulta e tornar o cérebro mais suscetível a doenças neurodegenerativas.Em suma, é vital que as pessoas se conscientizem sobre os riscos associados ao uso excessivo das telas. Enquanto os dispositivos eletrônicos são ferramentas valiosas, é fundamental que seu uso seja equilibrado com atividades que promovam a saúde física e mental.

A IMPORTÂNCIA DE DIZER “NÃO”: ENTENDENDO OS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Especialistas alertam sobre os efeitos prejudiciais à saúde mental quando se evita dizer “não” nas situações cotidianas, enfatizando a relevância de se estabelecer limites saudáveis nas interações sociais e afetivas.Maycon Rodrigo Torres, psicólogo e professor, destaca a carga emocional associada à negação, indicando que a preocupação com a percepção alheia pode ser um fator impeditivo ao expressar uma recusa. Já a psicóloga especialista em emoções, Luana Ganzert, ressalta que a aceitação social é uma necessidade básica que pode ser ameaçada pela negativa a pedidos e favores.A prática constante de priorizar os desejos dos outros em detrimento dos próprios, segundo os especialistas, pode resultar em um “apagamento” dos limites pessoais, conduzindo a sobrecargas mentais e, em alguns casos, a problemas crônicos de saúde mental, como a ansiedade. Os impactos podem permeiar diferentes áreas da vida do indivíduo, afetando o sono, o desempenho profissional e acadêmico, e até mesmo resultando em relacionamentos prejudiciais.Luana aponta que o receio de dizer “não” muitas vezes é impulsionado pela insegurança ou pela tentativa de evitar conflitos e desconfortos. “Ao consentir continuamente, você negligencia o cuidado consigo mesmo. Aceitar tudo é, em certo sentido, um silenciamento emocional”, alerta a especialista, destacando que este comportamento pode conduzir a cenários de sofrimento silencioso e, em algumas instâncias, prejuízos financeiros.A psicóloga Gislene Erbs, em seu novo livro “Sim ou Não – A difícil arte de colocar-se em primeiro lugar na sua vida”, explora a jornada para a prática do autoconhecimento e a importância de estabelecer limites, ofertando ao leitor ferramentas e reflexões acerca da capacidade de negação assertiva.Gislene argumenta que é fundamental respeitar-se e, por vezes, optar pela própria saúde mental e bem-estar ao responder aos pedidos alheios. “Sua felicidade começa pelo respeito a si mesmo”, enfatiza.A autora oferece diversas abordagens e técnicas para quem busca reforçar sua habilidade em dizer “não”, ao mesmo tempo mantendo relacionamentos saudáveis e construtivos. Ela destaca a valorização pessoal e a autoestima como pilares para decisões assertivas e positivas, tanto para si quanto para os envolvidos.Dessa forma, o ato de dizer “não” emerge não apenas como uma expressão de negação, mas como uma prática de afirmação do próprio valor, força e, inesperadamente, como um meio de fomentar relações mais honestas e saudáveis.

ENTENDENDO O ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO ATRAVÉS DE EXAMES CEREBRAIS

Após uma experiência traumática, a maioria das pessoas se recupera normalmente. Porém, de 2% a 10% delas acabam desenvolvendo transtorno de estresse pós-traumático TEPT, (Em inglês: Posttraumatic Stress Disorder PTSD) uma condição que pode causar ansiedade intensa devido a um desequilíbrio emocional. O TEPT pode aparecer em até 40% das vítimas logo após o trauma, mas se manifesta totalmente em apenas um pequeno grupo. É fundamental identificar essas pessoas cedo, tanto para tratamento imediato quanto para prevenção. Uma pesquisa recente, realizada por Israel Liberzon, MD, na Universidade Texas A&M, buscou fazer exatamente isso. No estudo, os cientistas realizaram exames cerebrais em 104 sobreviventes de traumas, na maioria das vezes acidentes de carro, em 3 momentos diferentes: 1, 6 e 14 meses após o acidente. O objetivo era identificar, através da atividade cerebral, quem tinha maior risco de desenvolver TEPT crônico. Os resultados mostraram que uma maior atividade na região direita do giro frontal inferior, uma área do cérebro ligada à regulação emocional, indicava uma melhor recuperação dos sintomas de TEPT. Dr. Liberzon destacou a importância desta região cerebral no controle do medo e no desenvolvimento do TEPT. Mais do que isso, os pesquisadores observaram que a atividade cerebral dos pacientes mudava ao longo do tempo, indicando um processo contínuo e talvez patológico. Em resumo, entender as áreas cerebrais associadas ao desenvolvimento do TEPT ajuda a compreender a evolução da doença e pode guiar tratamentos precoces mais eficazes. Assim, é possível que, no futuro, médicos possam identificar e tratar pacientes com maior risco de desenvolver TEPT crônico logo após o trauma. Texto de Referência: https://neurosciencenews.com/ptsd-neuroimaging-trauma-23963/

PSICODÉLICOS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA MENTE

Você já ouviu falar sobre psicodélicos? Psicodélicos, podemos dizer que são alucinógenos, como cogumelos com psilocibina e ayahuasca. Elas foram usadas inicialmente por culturas indígenas há milênios para rituais e cura. No contexto moderno, o LSD (dietilamina de ácido lisérgico). foi sintetizada em 1938 pelo químico Albert Hofmann. Na década de 1950 e 1960, houve um interesse em usar psicodélicos para tratar condições de saúde mental. Contudo, controvérsias e associações com a contracultura interromperam a pesquisa até o século 21. Nos últimos anos, a ciência tem reavaliado o papel dos psicodélicos no tratamento de doenças mentais. O modo como essas substâncias operam no cérebro é complexo, mas em termos gerais, elas parecem promover uma maior conectividade entre diferentes regiões cerebrais e permitir que os pacientes enfrentem traumas e pensamentos negativos de maneiras novas e construtivas. Um estudo da Universidade de Helsinque trouxe novas informações sobre um mecanismo molecular através do qual as drogas psicodélicas LSD e psilocina afetam o corpo e aliviam sintomas depressivos. A psilocina é um metabólito que medeia os efeitos da psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos. O estudo foi realizado em culturas celulares e em ratos. “Esses achados podem ajudar no desenvolvimento de novos compostos para tratar a depressão em seres humanos sem causar as alucinações típicas dos psicodélicos”, afirma o diretor de pesquisa Eero Castrén. Anteriormente, mostrou-se que antidepressivos convencionais se ligam no cérebro a um receptor para o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), conhecido como TrkB, resultando em seus efeitos na neuroplasticidade. Agora, descobriu-se que o LSD e a psilocina se ligam fortemente a esse receptor TrkB, até mil vezes mais eficaz que antidepressivos convencionais. Esta ligação impulsionou o efeito da proteína BDNF, aumentando as conexões entre neurônios. Pesquisadores enfatizam que os achados ainda são experimentais e mais pesquisas são necessárias. Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience. Na incessante busca por soluções eficazes, os avanços na pesquisa dos psicodélicos abrem um caminho de esperança para aqueles que anseiam por alívio e cura na jornada da saúde mental. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades! Referência: University Of Helsinki e Nature Neuroscience

NEURALINK BUSCA PACIENTES COM PARALISIA PARA TESTAR INTERFACE CÉREBRO-COMPUTADOR

A startup de neurotecnologia de Elon Musk, a Neuralink, está avançando no desenvolvimento de implantes cerebrais. A empresa anunciou que está recrutando pacientes com paralisia para testar seu implante cerebral experimental, chamado “Estudo Prime.” Este estudo visa permitir que as pessoas controlem um computador com seus pensamentos. O implante da Neuralink, do tamanho de uma moeda, não é visível e registra atividade cerebral usando 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios. Um robô cirúrgico o implanta na parte do cérebro responsável pelo movimento, e os sinais cerebrais são transmitidos sem fio para um aplicativo que decodifica a intenção de movimento. A Neuralink procura participantes com quadriplegia devido a lesões na medula espinhal ou ELA, com pelo menos 22 anos de idade. O estudo incluirá nove visitas em casa e na clínica ao longo de 18 meses, e a empresa prevê que o estudo levará seis anos para ser concluído. Embora a empresa tenha mencionado a possibilidade de ajudar pessoas com paralisia a controlar dispositivos tecnológicos e restaurar a visão em apresentações anteriores, essa divulgação não incluiu informações detalhadas sobre a região exata do cérebro onde o implante será inserido ou o número total de participantes. A Neuralink faz parte de um pequeno grupo de empresas que competem para levar interfaces cérebro-computador ao mercado, mas esses dispositivos ainda não estão disponíveis comercialmente. Outras pesquisas permitiram que pessoas paralisadas controlem computadores e membros protéticos com seus pensamentos em configurações de laboratório. Referência: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2023/09/19/neuralink-empresa-de-chips-cerebrais-de-elon-musk-abre-inscricoes-para-testes-em-humanos.ghtml

A REABILITAÇÃO DEPOIS DO COVID-19 ATRAVÉS DE JOGOS

“Essa dor de cabeça é de sono, cansaço ou desidratação?” Esse pensamento familiar para todos nós ganhou um novo significado após a pandemia da Covid-19. E tudo porque a grande maioria das pessoas que contraíram o vírus sobreviveram, mas não sem sequelas. O número é assustador: 80% das 185 pessoas analisadas pelo InCor manifestaram alguma sequela cognitiva, como perda de memória, desatenção ou dificuldade de raciocínio. Muitas das pessoas também relatam dores de cabeça, perda de olfato e/ou paladar, fadiga ou cansaço.  Se, por acaso, você sentiu dificuldades com alguma tarefa que antes era rotineira, esse artigo é para você. TREINO DA MENTE Já falamos sobre a possibilidade de treino cerebral voltado ao esporte, mas existe também uma alternativa mais caseira: exercícios de memória, raciocínio ou terapias ocupacionais. Para os mais manuais, hobbies como tricô e crochê também ajudam. É possível que a Covid-19 tenha efeitos de longo prazo nos neurônios – que não se reproduzem, apenas se substituem –, e no padrão de conectividade funcional do cérebro. Pelo menos, é o que indica a pesquisa da Universidade Estadual de Campinas. Ou seja, o cérebro passa a funcionar de novas formas, ativando ou talvez sobrecarregando áreas que não deveria, e essa pode ser a explicação de muitas das dores de cabeça. Enquanto não existe nenhum tratamento específico para as sequelas, o indicado é tratá-las como qualquer outra disfunção cognitiva: se desafiando mentalmente. USO DE APLICATIVOS Como já falamos anteriormente, existem aplicativos especialmente criados para transmitir bem-estar. Esse é o caso do MentalPlus, um jogo digital criado em 2010 que ajuda no tratamento de problemas cognitivos, como os listados anteriormente. Ele não é apenas capaz de testar e avaliar o cérebro, como também é capaz de reabilitar algumas funções e capacidades através de suas fases. Promissor, né? E boas notícias: ele já está sendo repensado para incluir exercícios exclusivos para sintomas pós-Covid, em parceria com a Organização Mundial da Saúde. Outros aplicativos, como de meditação e mindfulness, podem ser utilizados no dia a dia para momentos de descanso e concentração. Por fim, não deixem de beber água. Vai que aquela dor de cabeça era desidratação mesmo.

ACADEMIA PARA CÉREBROS E O FUTURO DO ESPORTE

Você é destro, canhoto ou ambidestro?  A maioria das pessoas é destra. Apenas 10,6% da população é canhota, de acordo com a pesquisa Human handedness: A meta-analysis, e podemos concordar que ser ambidestro seria o melhor cenário para todos nós.  É estranho pensar que andamos por aí sem saber usar uma das nossas mãos direito. A (FALTA DE) HABILIDADE COM METADE DO NOSSO CORPO Não se sabe ao certo o que torna algumas pessoas canhotas. Uma pesquisa da Universidade de Oxford indica que poderia ser genético (descobriram até o gene LRRTM1, que é unicamente responsável pela preferência da mão esquerda), mas também existe uma teoria sobre o nível de testosterona da mãe na gravidez. O que importa é que a grande maioria das pessoas não domina plenamente metade de seus membros. Incluindo os nossos atletas favoritos, que provam que essa questão não pode ser resolvida com treinamentos físicos: é a forma como o nosso cérebro funciona. ENTÃO, POR QUE NÃO TREINAR O CÉREBRO? Essa foi a pergunta feita pelo neurocientista Konstantin Sonkin, que levou à criação de uma plataforma de inteligência artificial que ajuda os atletas a superarem suas limitações físicas através do treinamento de seus músculos cerebrais. Uma verdadeira academia de cérebros. Dessa forma, é possível inserir o cérebro em contextos específicos do esporte para que ele possa treinar os seus comandos cerebrais ao invés de seu treinamento físico. Muito parecido com uma versão do jogo FIFA que se joga com a mente. Basta um jogador, um headset sensível à comandos cerebrais e a plataforma desenvolvida por Sonkin. Pronto, já seria possível controlar o jogador virtual com a mente. É possível até escolher a posição a ser jogada, que já vem com um set de ações pré-definidas. MAIS UM PASSO EM DIREÇÃO AO ENTENDIMENTO DO CÉREBRO Com essa tecnologia, já é possível entender melhor as atividades cerebrais e tornar o exercício do cérebro uma realidade. Assim, atletas podem melhorar a sua performance física de uma forma inédita. Diante de um cenário em que os atletas já são treinados e exigidos o máximo possível, temos a oportunidade de melhorá-los além do que já era possível. E os testes foram bem sucedidos: Entre dois grupos, um com treino regular e outro com o treino regular mais o treino cerebral, o segundo grupo teve um aumento de 35% na precisão de seus chutes e um aumento de 33% na velocidade da bola. Dados impressionantes para qualquer atleta competitivo. E OS ATLETAS NÃO SERIAM OS ÚNICOS BENEFICIADOS O mesmo tipo de treinamento não precisa estar restrito ao esporte. Uma tecnologia similar foi desenvolvida por Sonkin para crianças com paralisia cerebral, para que pudessem controlar um robô e interagir com o mundo a sua volta de forma mais independente. Nesse caso, estamos falando de uma melhor qualidade de vida com uma tecnologia já existente (e revolucionária). Seria esse o fim do Sudoku como exercício cerebral?

BIOMETRIA: O TESTE DE DNA DO FUTURO

Com que frequência você deleta o seu histórico de Internet?  Ou melhor, com que frequência você utiliza janelas de navegação anônima?  Se você respondeu alguma frequência além de “nenhuma” para alguma dessas perguntas, isso indica que você se preocupa com a sua segurança. Ou talvez você tenha assistido à Black Mirror e agora tampa até a câmera do computador, o que dá quase na mesma. E é justificado, diante de uma explosão do uso de dados e tracking cookies. Você provavelmente também sabe que é impossível apagar algo da Internet depois que é postado. Claro, você pode apagar a postagem, mas nunca vai conseguir apagar os seus registros. Tudo deixa uma pegada digital, o que permite que todos os sites possam formar um perfil de probabilidades sobre você.  Então, qual é a probabilidade disso ser uma coisa boa? Surpreendentemente, alta, mas, óbvio, depende de um regulamento apropriado. O que importa não é o dado em si, e sim para o que ele pode ser usado. Essa é a principal regra sobre análise de dados. E, então, para o que a biometria pode ser usada? De acordo com uma previsão para 2024 da Gartner, as tecnologias biométricas têm potencial de se tornarem o padrão para a identidade digital, acabando com as senhas. E alguns de nós já têm feito isso, desde casas inteligentes desbloqueadas por voz, até celulares desbloqueados por câmera. Talvez a era das senhas tenha chegado ao fim. Por que biometria? Qualquer pessoa que tenha visto você digitar no seu celular ou no teclado pode descobrir a sua senha, sendo ainda mais arriscado reciclar uma senha entre diferentes plataformas. É possível alguém tentar se passar por você através de uma senha, mas não através de uma foto ou digital. O seu corpo é unicamente seu, e muito mais difícil de replicar. Esse é o começo de uma tecnologia touch-free, que logo sucedeu o bombardeio de tecnologias touchscreen da última década. Alguns bancos já usam a biometria da mão para validar o acesso às contas dos usuários, mas esse seria só o primeiro passo. Afinal, se fosse possível avaliar o código genético pela biometria, não seria mais fácil do que através de uma agulha e um demorado exame de sangue? Se fosse usado para checarmos predisposições de saúde, a tecnologia poderia ser revolucionária. E ela não para por aqui. Quais devem ser os cuidados O consentimento e a transparência devem pautar todas as coletas e utilizações de dados, e essa é uma regra desde a utilização dos cookies digitais. Se o usuário não é capaz de compreender, ele tampouco é capaz de consentir, e esse não é o futuro que desejamos. Também, a segurança e a privacidade dos usuários deve ser pensada desde a estaca 0, considerando a criptografia como uma poderosa ferramenta para o armazenamento e a transição desses dados. A possibilidade de deletar os dados do sistema também deve ser uma prioridade para as empresas que decidirem adotar a biometria, da mesma forma como podemos se desinscrever de uma newsletter com apenas um clique. As pessoas devem ter controle de seus próprios dados. Por fim, a assinatura de termos de consentimento e responsabilidade por ambas as partes pode ser uma adição interessante, ao menos para comunicar ao usuário o que será coletado e para qual fim, e seguir com esse compromisso. Mas apenas se for de forma clara e compreensível a todos. Você imagina um futuro no qual as pessoas podem entrar em suas casas através de uma análise de suas íris? Pelo menos, é difícil perder a íris por aí. Já a chave…

Mais Comentados

COMO WEARABLES PODEM IMPULSIONAR A PERFORMANCE DE ATLETAS

Você já ouviu falar sobre performance data, ou dados de performance? Com a popularização de wearables e dispositivos de IoT, passamos a coletar muito mais dados sobre o nosso cotidiano. Com apenas um toque, é possível descobrir a duração e a qualidade do nosso sono, a quantidade de passos dados durante o dia, a média e os picos dos nossos batimentos cardíacos, entre muitos outros dados.  Aproximando essas capacidades analíticas do universo esportivo, é possível calcular dados muito mais precisos sobre a performance dos atletas e planejar treinos mais eficazes, evitando, assim, o cansaço excessivo e o desperdício de esforços. Um grande exemplo é o software Sonra 3.0, lançado em 2020. Com ele, é possível visualizar dados em tempo real em dispositivos como o iPad ou o Apple Watch, permitindo que a performance dos atletas possa ser avaliada mesmo durante um torneio. COMO MAXIMIZAR OS ESFORÇOS DO ATLETA Dentro de uma indústria competitiva, cada segundo conta. Os atletas miram na perfeição, e dedicam longas horas em seus treinos para alcançarem a sua melhor performance. Neste sentido, dispositivos capazes de coletar dados de performance são adições valiosas para seus esforços, possibilitando a mensuração dos efeitos dos treinos no corpo do atleta. Além da mensuração, a adaptação das estratégias para maximizar os esforços do atleta também se torna possível. Esse aspecto pressiona outros atletas a adotarem as mesmas tecnologias para maximizarem a sua performance, tornando os dispositivos cada vez mais populares e eficazes em suas funções. UTILIZAÇÃO DOS DADOS NA PANDEMIA A incerteza de retorno das competições exigiu novas medidas para que a performance dos atletas não ficasse para trás. Nesse momento, a utilização dos dados foi a peça-chave para a mensuração dos resultados. Assim, treinadores e profissionais foram capazes de comparar a sua performance antes e durante a pandemia, trazendo consistência para os seus resultados. Para uma indústria que pode chegar a $4,6 bilhões em 2025, de acordo com a Grand View Research, as capacidades analíticas do esporte devem continuar crescendo nos próximos anos. Da mesma forma, a utilização de inteligência artificial para o treinamento do cérebro dos atletas também é uma excelente estratégia para a superação de limitações físicas. Dessa forma, permitindo melhores resultados do que os treinamentos físicos convencionais. O FUTURO DO ESPORTE Ao que tudo indica, o futuro do esporte é tecnológico. A aproximação de wearables, dispositivos de IoT e até mesmo inteligência artificial permite que os atletas tenham acesso à tecnologias de ponta e, consequentemente, alcancem resultados que não eram possíveis anteriormente. Os benefícios dos dados no esporte devem continuar dando frutos nos próximos anos, e podemos esperar por uma indústria ainda mais competitiva, composta por superatletas. Com a crescente adoção das tecnologias, elas também devem se tornar mais acessíveis ao público. Atletas amadores e até mesmo crianças podem se beneficiar dessas tecnologias, podendo comparar os seus resultados com os seus amigos e até mesmo jogadores profissionais.

ROBÔS HUMANOIDE: A PRÓXIMA REVOLUÇÃO EM SERVIÇOS INTELIGENTES

Na recente Conferência Mundial de Robôs de 2023 (WRC), em Pequim, robôs humanoides mostraram habilidades surpreendentes, desde dançar até preparar café com maestria. Estes avanços são graças ao desenvolvimento de modelos fundamentais de IA, que estão aprimorando a tomada de decisões autônomas dessas máquinas. Um destaque foi o robô Cloud Ginger, equipado com mais de 30 articulações flexíveis e capaz de executar complexas coreografias chinesas. Outro, o robô panda Youyou da UBTECH, demonstrou habilidades semânticas, compreendendo e executando comandos como “Estou com sede”. Estima-se que, até 2030, o mercado global de robôs humanoides chegará a impressionantes 1,9 trilhão de yuan (aproximadamente 263,9 bilhões de dólares), com a China desempenhando um papel significativo nesse crescimento. Conforme a tecnologia avança, especialistas preveem um futuro onde robôs humanoides se integrarão ainda mais ao nosso cotidiano, desde escolas e hotéis até lares e fazendas. Referência: https://abcnews.go.com/International/video/super-lifelike-humanoid-robots-show-china-102366974 https://english.news.cn/20230823/1e0e784b8c9342e1a48006a46d980c10/c.html

FATO OU FAKE: ROBÔS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

Fake: Entre tudo que já conseguimos ensinar aos robôs, sentimentos ainda não estão na lista.  Tudo porque sentimentos e abstrações não são binários. Para um sistema operacional que foi criado para entender o mundo através de zeros e uns, entender as abstrações em nossas falas não é uma tarefa fácil, apesar de ser fácil para nós. E, se os robôs não têm sentimentos, eles têm dificuldade em compreendê-los. Falamos através de metáforas, analogias e inferências, e elas enriquecem a nossa comunicação com outros seres humanos. Com elas, criamos conexões mais profundas com os nossos pares, e aumentamos as nossas possibilidades de diálogos.  Nos tornamos mais interessantes, mas também mais complexos. Complexos demais para alguns sistemas.  E aí, Siri Se você já costuma realizar buscas por voz, você já deve ter reparado que os robôs são mais propensos a procurar as nossas dúvidas nas ferramentas de busca do que a respondê-las sozinho, certo? Respondê-las exigiria certa autonomia. Tecnologia que, apesar de já existente, ainda está restrita aos laboratórios. Entretanto, nós finalmente conseguimos ensinar muito do nosso universo de significados aos robôs ao implementarmos algoritmos de preenchimento automático, tecnologia desenvolvida em 2016. A partir desse momento, as máquinas se tornaram mais aptas a compreender a forma como estruturamos as frases, as perguntas mais relevantes sobre cada item pesquisado e as respostas que melhor respondem àquela busca. Ou seja, um grande passo para a compreensão do nosso universo simbólico. O próximo passo Cinco anos após a implementação dos algoritmos de preenchimento automático, podemos pensar em máquinas que não apenas compreendem o que queremos dizer com as nossas falas, mas que também produzem as suas próprias e interagem conosco. O que exigiria uma bela dose de empatia. Esses estudos já estão em desenvolvimento, e se utilizam de indicativos verbais, visuais e psicológicos para analisar o estado emocional da pessoa. Assim, aos poucos, a máquina é capaz de aprender o que evoca uma certa emoção, diferencia o que é bem recebido e o que não é, e se ajusta ao nosso comportamento. Nos próximos anos, podemos pensar em máquinas com inteligência emocional. Algumas até superiores do que nós, capazes de nos atender em sessões de terapia se fosse o caso. Com isso, os robôs poderiam nos atender de forma mais natural e eficiente, simpatizando conosco, e caminhando para um futuro em que somos um só. Talvez até impacte o tempo que perdemos escolhendo filmes nos streamings.

PARCERIA COM INFLUENCIADORES DE M[IDIAS SOCIAIS PARA MELHORAR A SAÚDE MENTAL

Parceria com Influenciadores de Mídias Sociais para Melhorar a Saúde Mental Nos últimos oito meses, influenciadores de mídias sociais com milhões de seguidores têm se conectado com especialistas da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan com o objetivo de aprimorar o conteúdo online relacionado à saúde mental. Um artigo do New York Times de 16 de outubro descreveu o esforço em detalhes, destacando o trabalho de Amanda Yarnell, diretora sênior do Centro de Comunicação em Saúde, e seus colegas, que buscaram cultivar conexões com influenciadores online, pois é onde as pessoas procuram por conteúdo. “As pessoas estão em busca de informações, e o que elas estão assistindo são o TikTok, o Instagram e o YouTube”, disse Yarnell ao Times. “Quem são os gatekeepers de mídia nessas áreas? São esses criadores. Então estávamos analisando como nos ajustar a essa nova realidade.” Ela e sua equipe identificaram cerca de 100 influenciadores de mídias sociais que produzem trabalhos de qualidade com grande alcance. Segundo Yarnell, esses criadores “têm desempenhado um papel fundamental em convencer as pessoas a discutir diferentes preocupações com a saúde mental. Eles são parceiros de tradução perfeitos.” Foi feito um experimento para verificar se os influenciadores poderiam ser direcionados a compartilhar informações baseadas em evidências. Metade do grupo inicial de 100 influenciadores serviu como grupo de controle, e a outra metade fez parte do experimento. Dos que participaram do experimento, cerca da metade recebeu kits de ferramentas digitais sobre temas como a ligação entre mente e corpo e ansiedade climática. Deste grupo, 25 foram convidados para fóruns virtuais, receberam acesso a um canal de comunicação no Slack e foram convidados para participar de uma cúpula em agosto, na qual os professores compartilharam evidências científicas sobre tópicos relacionados à saúde mental. Yarnell e outros pesquisadores descobriram que os 42 influenciadores que receberam os kits de ferramentas digitais tinham 3% mais probabilidade de postar conteúdo baseado em evidências – o que significou que esse conteúdo foi visto 800.000 vezes, um alcance muito maior do que um estudo típico teria. Embora as interações com os professores de Harvard Chan não parecessem ter um efeito adicional, Yarnell disse que isso foi uma boa notícia porque os kits de ferramentas digitais são baratos e fáceis de escalar. Além disso, relacionamentos contínuos foram estabelecidos entre os pesquisadores da Escola Harvard Chan e os criadores de conteúdo, promovendo o avanço contínuo da conscientização sobre saúde mental. Site de referência:https://www.businessinsider.com/interest-neuralink-human-trial-patient-elon-musk-brain-implant-report-2023-11