CHATBOTS E IA: A REPRODUÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA EM SERVIDORES

 CHATBOTS E IA: A REPRODUÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA EM SERVIDORES
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Estamos caminhando em direção a um futuro em que as máquinas se aproximam dos seres humanos cada vez mais. Pelo menos é o que diziam os filmes futurísticos, as previsões para este milênio e as apostas para a próxima década. Também é o que diz Ray Kurkweil, o escritor do livro “A singularidade está próxima”.

Para Ray, em sua reflexão sobre a singularidade tecnológica, em 2029 a humanidade já terá os recursos de inteligência artificial necessários “para que máquinas atinjam a inteligência humana, inclusive a inteligência emocional”. 

E sua visão já parece se concretizar: algumas empresas já estão apostando as suas fichas em projetos de inteligência artificial. E algumas delas estão se sobressaindo.

MAS O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA?

O desenvolvimento de robôs com inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquina (ML) não são recentes, tendo começado no século passado. Algumas delas já ocupam espaço no mercado de trabalho, enquanto outras fazem parte das estratégias das marcas de atendimento de clientes: os chatbots.

Pelo menos parte das previsões já foi concretizada: os robôs estão se aproximando dos seres humanos. Em parte porque eles começaram a fazer parte do nosso cotidiano, em nossos celulares, trabalhos e casas; e em parte porque eles se assemelham à nossa própria inteligência, resultando até mesmo em discussões sobre sua criatividade.

COMO RAY APONTA, O PRÓXIMO PASSO SERIA ROBÔS COM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Até o momento, chatbots já estão sendo amplamente integrados nas estratégias das empresas. Temos até alguns cases de sucesso, como a BIA do Bradesco e o canal da Uber pelo Facebook Messenger. O que ainda não foi popularizado são chatbots espontâneos, que se comportam de maneira neuromórfica.

Alguns projetos já estão sendo desenvolvidos, como a Meena do Google, mas ainda não foram disponibilizados ao público. E estes são a maior aposta de chatbots para experiências mais personalizadas: robôs que interagem conosco de forma espontânea e que aprendem (e continuarão aprendendo) de forma exponencial.

ESSE É O CONCEITO DE SINGULARIDADE TECNOLÓGICA

Nós criamos inteligências artificiais que, ao alcançarem o nosso intelecto, serão capazes de criar as suas próprias inteligências, que criarão as suas próprias, e assim por diante. É a previsão de Ray quando ele fala sobre “máquinas das quais o intelecto será enormemente superior aos humanos em todas as áreas” e que dividirão e disputarão espaço conosco. Talvez esse seja o maior receio quando abordamos as inteligências artificiais.

Projetos como a Meena são interessantes porque apontam para um futuro de conversas fluídas, com inteligências que não são mais humanas. De certo são reproduções das nossas próprias capacidades, mas são outra coisa. Um outro projeto.

POSSIVELMENTE, NO FUTURO, NÃO SEREMOS MAIS CAPAZES DE DISTINGUIR COM QUEM FALAMOS

Os chatbots são ferramentas poderosas para escalabilizar o atendimento ao público sem sobrecarregar uma equipe. Entretanto, talvez não atendam às demandas futuras se não oferecerem experiências fluídas. Marcas de luxo que oferecem experiências personalizadas não poderiam aderir a chatbots automáticos sem prejudicar a sua proposta de valor, por exemplo.

E foi isso o que levou ao desenvolvimento de projetos mais autônomos, dando mais um passo em direção a inteligências artificiais que reproduzem a nossa – e que possam substituí-la em certas ocasiões.

OS ROBÔS OFERECEM UM ELEMENTO-CHAVE PARA AS EMPRESAS: A ESCALABILIDADE

A habilidade de processar mais dados por segundo e de transmitir informações diferem os seres humanos dos robôs, por enquanto. Até o momento em que possamos implantar dispositivos que nos permitem ampliar as nossas capacidades cerebrais, estamos limitados por nossas capacidades cerebrais. Mas não os robôs.

Poder adicionar servidores a uma máquina e torná-la mais potente é um grande diferencial de performance. Digamos que uma pessoa consegue atender até cinco pessoas simultaneamente. O chatbot é escalável e consegue atender mais e mais pessoas sem perder a qualidade do atendimento. É uma perspectiva incrível para as empresas.

Este é um exemplo do que Ray quis dizer quando falou sobre máquinas que dividirão e disputarão espaço conosco. De certo, as máquinas poderão alcançar o nosso intelecto em algum momento. Mas, por enquanto, ainda dependemos da inteligência emocional humana aqui e ali.


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