ENTENDENDO O ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO ATRAVÉS DE EXAMES CEREBRAIS

 ENTENDENDO O ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO ATRAVÉS DE EXAMES CEREBRAIS
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Após uma experiência traumática, a maioria das pessoas se recupera normalmente. Porém, de 2% a 10% delas acabam desenvolvendo transtorno de estresse pós-traumático TEPT, (Em inglês: Posttraumatic Stress Disorder PTSD) uma condição que pode causar ansiedade intensa devido a um desequilíbrio emocional.

O TEPT pode aparecer em até 40% das vítimas logo após o trauma, mas se manifesta totalmente em apenas um pequeno grupo. É fundamental identificar essas pessoas cedo, tanto para tratamento imediato quanto para prevenção.

Uma pesquisa recente, realizada por Israel Liberzon, MD, na Universidade Texas A&M, buscou fazer exatamente isso. No estudo, os cientistas realizaram exames cerebrais em 104 sobreviventes de traumas, na maioria das vezes acidentes de carro, em 3 momentos diferentes: 1, 6 e 14 meses após o acidente. O objetivo era identificar, através da atividade cerebral, quem tinha maior risco de desenvolver TEPT crônico.

Os resultados mostraram que uma maior atividade na região direita do giro frontal inferior, uma área do cérebro ligada à regulação emocional, indicava uma melhor recuperação dos sintomas de TEPT. Dr. Liberzon destacou a importância desta região cerebral no controle do medo e no desenvolvimento do TEPT.

Mais do que isso, os pesquisadores observaram que a atividade cerebral dos pacientes mudava ao longo do tempo, indicando um processo contínuo e talvez patológico.

Em resumo, entender as áreas cerebrais associadas ao desenvolvimento do TEPT ajuda a compreender a evolução da doença e pode guiar tratamentos precoces mais eficazes. Assim, é possível que, no futuro, médicos possam identificar e tratar pacientes com maior risco de desenvolver TEPT crônico logo após o trauma.

Texto de Referência: https://neurosciencenews.com/ptsd-neuroimaging-trauma-23963/


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