ERROS DE DIGITAÇÃO? NUNCA MAIS.

 ERROS DE DIGITAÇÃO? NUNCA MAIS.
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O que a Bíblia, o The New York Times e o seu livro favorito têm em comum? 

Todos tiveram erros de digitação em alguma de suas edições. Até a Bíblia, o livro mais vendido de todos os tempos.

Já aconteceu de uma edição do The New York Times ter sido publicada com um erro em sua própria capa, trocando a palavra “resposta” por “reposta”; e já aconteceu também da Bíblia ter sido impressa com uma falta de apóstrofe em “God sake”, que deveria ter sido “God’s sake”.

Se ambas edições, revisadas dezenas de vezes, tiveram erros de digitação, imaginem só um livro publicado sem tanta pressão. Imaginem só os nossos próprios textos.

No final das contas, errar é humano.

Em 2014, a Wired, revista estadunidense sobre tecnologia, ciência e entretenimento, entre outros, publicou um artigo sobre os erros de digitação. Mais especificamente, sobre a nossa facilidade em encontrarmos erros nos textos dos outros mas muito mais dificuldade em encontrarmos erros em nossos próprios.

E aqui houve uma descoberta interessante: existe um erro de digitação na própria descrição da Wired no Google, na qual falta um “c” em “respetiva influência”.

E isso acontece, de acordo com o psicólogo Tom Stafford, porque o nosso cérebro se ocupa tentando passar uma mensagem, deixando passar alguns detalhes. Afinal, escrever uma mensagem significativa vai muito além de combinar palavras escritas corretamente.

E isso as máquinas ainda não são capazes de fazer.

É possível treinar uma máquina virtual para absorver o conteúdo de centenas de peças e escrever uma própria baseada no que ela aprendeu. Mas será que a mensagem dessa peça transmitiria tanta emoção quanto uma peça escrita por alguém que entende a nossa rede de signos e significados?

Com certeza seria mais desafiador.

Ao discutirmos sobre o que nunca poderíamos ensinar às máquinas, uma das conclusões do texto foi de que as inteligências artificiais podem servir como um grande apoio em nossas criações – especialmente quando falamos de verificação automática da ortografia. Talvez elas ainda não tenham alcançado um momento de transmitir suas próprias mensagens e significados, mas com certeza ganham de nós em sua precisão.

Talvez troquemos letras ao escrever um manifesto ou uma carta aberta à uma figura polêmica, mas com certeza ainda somos capazes de evocar respostas.

E se tivéssemos como melhorar?

Podemos concordar que errar é o que nos torna humanos (e o que nos dá a oportunidade de melhorarmos), mas pode ser inconveniente. Especialmente quando saí na capa do The New York Times.

E, para isso, o Facebook Labs já está estudando uma alternativa: wearables baseados no pulso que são capazes de captar os sinais elétricos-motores que enviamos às mãos. Elas sendo precisamente os instrumentos que mais utilizamos para interagir com o mundo, e também o nosso maior meio de digitar (e cometer erros de digitação).

E seria possível converter esses sinais em comandos digitais, tornando possível interagir com o mundo com muito menos esforço físico. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo.

O ambicioso projeto da digitação com a mente

Para que um dispositivo que interagisse com o mundo por nós funcionasse, ele precisaria se adaptar ao nosso dia a dia, ser seguro, personalizável, intuitivo, conectado à Internet, e, acima de tudo, confortável. E os relógios de pulso já se provaram perfeitamente adaptáveis à nossa rotina estando localizados no pulso.

Mas agora, um dispositivo que pudesse se adaptar à forma como interagimos com o mundo, e a forma como utilizamos as nossas mãos, isso sim é novidade.

E o toque de tecnologia significa que ele pode ser de fato calibrado aos nossos hábitos, reduzindo significantemente a taxa de erros ao executarmos tarefas. E sim, reduzindo a taxa de erros de digitação que cometemos quando não nos adaptamos bem a alguns teclados.

Esse dispositivo pode ser lançado ainda nos próximos anos, representando um impulso em nossa produtividade de forma pouco invasiva.

Afinal, ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros te instiga?

Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro.


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