FARMÁCIA DIGITAL: EXPLORANDO O POTENCIAL DOS APLICATIVOS

Você já foi um jogador ávido de Candy Crush?
É provável que sim, já que o jogo chegou a alcançar 500 milhões de usuários ativos em seu ápice, e ainda está em 2º lugar na App Store na categoria “Casual”, nove anos depois do seu lançamento.
Podemos citar muitas razões pelas quais o aplicativo virou uma febre em 2013, mas uma merece destaque: concluir tarefas libera endorfina, o hormônio do bem-estar, em nosso cérebro. Então, um jogo no qual as fases podem ser completadas em três minutos tem um enorme potencial de transmitir sensações de bem-estar, conforto e alegria.
Nutrição digital
O potencial dos aplicativos de provocarem sensações em nosso cérebro é tão grande que, em 2018, Michael Phillips Moskowitz, CEO da Moodrise, e Hans Ringertz, PhD em Biofísica, propuseram a inclusão de “nutrição digital” na lista de pilares do desenvolvimento humano em seu artigo conjunto.
Em outras palavras, os autores da pesquisa entendem a nutrição digital como uma necessidade humana tanto quanto uma boa dieta, rotina de exercícios, boas noites de sono, relacionamentos interpessoais e uma vocação (ou hobbies).
E não é à toa: estamos falando do consumo de conteúdos que evoquem emoções como bem-estar, foco, motivação, calma e conexão. Todos essenciais para a nossa qualidade de vida. Somos apenas responsáveis por consumir conteúdos positivos, visando aliviar o estresse emocional ou maximizar o potencial humano.
Investimento em bem-estar
Existem plataformas e soluções digitais especialmente criadas para transmitir bem-estar – e não estamos falando dos aplicativos de jogos viciantes.
Só no final de 2020, o aplicativo Calm, de meditação guiada, conquistou 100 milhões de usuários, um aumento de 185% em relação a 2018. E temos também o Zenklub, aplicativo de terapia online que une psicólogos a pacientes de forma segmentada e acessível, mediando 50 mil atendimentos por mês em 2020.
Mas existe um ainda mais certeiro: O aplicativo Moodrise (fundado pelo mesmo Michael Phillips Moskowitz), que foi especialmente desenvolvido para ativar as sensações de prazer e relaxamento em nosso cérebro, totalmente sem o uso de medicamentos. E ele funciona de forma bem similar ao Candy Crush: existem desafios que unem elementos como imagens, sons e cores que ativam essas sensações.
Falando em farmácias digitais
Não podemos falar do potencial dos aplicativos em nosso cérebro – uma verdadeira farmácia digital – sem falarmos de perfumaria, também.
E, para isso, temos o produto perfeito: O “Multiscent 20”, da Noar, start-up de digital scent tech, que nada mais é do que um aparelho controlado por aplicativo que te permite sentir cheiros de forma digital.
O produto foi especialmente desenvolvido para solucionar as dores dos vendedores de cosméticos no formato de venda direta, como: a mistura dos cheiros dos produtos; falta de higiene nos catálogos; e falta de sustentabilidade na utilização de tantos papéis.
De forma única, inovadora e sustentável, é possível transmitir cheiros sem liberar resíduos ou gotas de perfume no ambiente. Assim, permitindo que catálogos de produtos possam ser experimentados sem confundir o cérebro, mas também sem poluir o planeta, de forma ilimitada e integrada. E tudo controlado na palma da mão do usuário.
Será que o próximo passo seriam celulares e televisores que são capazes de emitir cheiros?
O mercado publicitário aguarda ansiosamente.