FATO OU FAKE #2: TEMOS NEURÔNIOS NO CORPO TODO

 FATO OU FAKE #2: TEMOS NEURÔNIOS NO CORPO TODO
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Fato! Os neurônios são as células responsáveis por transmitir os nossos impulsos nervosos. Eles são particularmente associados ao cérebro, já que são as células que nos permitem assimilar informações e ter um raciocínio lógico, mas podem ser encontradas por todo o nosso sistema nervoso. Da cabeça aos pés.

Temos os neurônios sensoriais, que são os que recebem as informações externas à nós e as levam ao cérebro; e temos os neurônios motores, que são os que levam comandos do nosso cérebro aos nossos membros. E surpresa: ambas correspondem a cerca de 10% do tecido nervoso.

A IMPORTÂNCIA DAS REDES DE NEURÔNIOS

Para que a informação seja transmitida, um neurônio depende de outro. Certo? Um que transmita e um que receba a informação (e todos são capazes de cumprir ambos papéis). Em grande escala, estamos falando de redes de neurônios, que garante que mais de uma mensagem seja transmitida simultaneamente.

Aqui temos uma reflexão importante: o fato de termos redes de neurônios significa que o mesmo neurônio está em contato com inúmeros outros, e que existem diversos caminhos para que a mesma função seja realizada. É por isso que não sentimos diferença quando um neurônio morre – o que acontece a todo momento – e também somos capazes de compensar danos cerebrais utilizando outras partes do cérebro.

Afinal, as células cerebrais não são capazes de se reproduzir ou se regenerar depois do nosso nascimento. Estamos apenas compensando células mortas através das existentes.

FORMAS DE COMPENSARMOS DANOS CELULARES

Duas tecnologias estão sendo aprimoradas: neurônios produzidos em laboratório, desenvolvidos pela paulista Margaret Magdesian no Instituto de Neurociências de Montreal; e a tecnologia de mesh electronics, ou malha eletrônica, que é uma rede de eletrodos que simulam a estrutura celular de neurônios.

Sobre as suas aplicações, os neurônios produzidos em laboratório cumprem uma função importante na indústria cosmética: possibilitam a sensibilidade em peles artificiais e atuam como alternativa aos testes cosméticos em animais. E, sobre a mesh electronics, são redes de eletrodos capazes de serem aplicadas em tecidos humanos para estudos e, futuramente, para recuperarem ou impulsionarem as capacidades cerebrais.

Já que as células cerebrais não são capazes de se regenerar, temos uma outra solução: a substituição de tecidos orgânicos pelos laboratoriais. Mas só quando for seguro.

EXPECTATIVAS PARA AS NOVAS TECNOLOGIAS

Uma das expectativas é que os tecidos possam ajudar na produção de próteses (como de órgãos ou tecidos), e possam ajudar na restauração de sentidos de forma menos invasiva do que uma cirurgia. Podemos pensar, até mesmo, em próteses de retina, que ainda não eram uma realidade até o desenvolvimento de tecidos laboratoriais.

Até onde você iria para recuperar uma habilidade?

Você aceitaria passar por uma cirurgia arriscada e invasiva? Se sim, temos ótimas notícias para o futuro.


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