FATO OU FAKE #4: ROBÔS PODERÃO SENTIR CHEIROS?

 FATO OU FAKE #4: ROBÔS PODERÃO SENTIR CHEIROS?
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Fato! A tecnologia de cheiros digitais começou a ser explorada na década de 1950, tendo sido aprimorada até finalmente se tornar uma realidade. 

Hoje, cheiros digitais são capazes de proporcionar experiências mais imersivas no entretenimento, como através dessa plataforma que pode ser adicionada a headsets de realidade virtual.

Ao cruzarmos essa tecnologia com inteligência artificial, somos capazes de obter resultados ainda mais impressionantes em nossos robôs, permitindo que eles consigam identificar cheiros, sintetizá-los artificialmente e nos alertar em emergências, entre muitas outras aplicações.

COMO REPLICAR O OLFATO HUMANO

Se você gosta do cheiro de carro novo, livros, ou comida recém-preparada, as possibilidades dessa tecnologia podem ser ainda mais emocionantes para você.

Ao longo dos últimos anos, fomos capazes de replicar essencialmente a forma como o olfato humano funciona. Pelo menos, essa é a visão de Sam Guillaume, CEO da Aryballe, startup que conecta inteligência artificial e tecnologia olfativa digital para possibilitar essa conquista.

O nosso olfato funciona através da liberação de moléculas por – quase – todos os objetos, tanto orgânicos quanto inorgânicos. Ao respirarmos essas moléculas, elas estimulam os nossos neurônios e bulbos olfativos, coletamos outras informações e processamos tudo isso em nosso cérebro.

Para o caso de robôs que reproduzem essa habilidade, bastam um biossensor para coletar os dados e uma inteligência artificial capaz de processá-los – tendo sido treinada com muitos outros odores para ter referência.

Assim, somos capazes de acionar esses dados de formas inéditas.

USOS PRÁTICOS PARA OS DADOS OLFATIVOS

Nem todas as pessoas têm o seu olfato apurado, e esse número de pessoas só aumentou com as sequelas da Covid-19. Para muitas dessas pessoas, isso pode significar menos paladar, menos memórias afetivas e até mesmo um risco para a sua saúde, pensando em vazamento de gás.

Porém, temos em mãos uma tecnologia capaz de reproduzir esse sentido, reconhecendo cheiros e nos alertando em casos de emergência. Talvez esse olfato digital não contribua para o paladar dessas pessoas, mas pode contribuir com suas memórias afetivas e com a sua segurança, o que já seriam grandes contribuições.

Para as empresas, existem oportunidades em todas as áreas. Por exemplo: a indústria automotiva pode desenvolver o perfeito cheiro de carro novo; a indústria alimentícia pode prever quais alimentos são os mais frescos ou quais passaram da validade; e a indústria cosmética pode garantir que as fragrâncias de seus produtos durem por muito mais tempo.

Essas tecnologias poderiam ser adicionadas a diferentes dispositivos, como assistentes digitais ou relógios inteligentes, mas também poderíamos pensar em um dispositivo próprio para isso, que é a visão da Aryballe.

Se pensarmos longe, podemos imaginar também um aplicativo que não apenas processa esses cheiros como também os sintetiza, similar ao funcionamento do Multiscent 20 da Noar.

Que cheiro você gostaria de ter consigo a todo momento?

Conta para a gente!


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