FATO OU FAKE: ROBÔS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

 FATO OU FAKE: ROBÔS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS
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Fake: Entre tudo que já conseguimos ensinar aos robôs, sentimentos ainda não estão na lista. 

Tudo porque sentimentos e abstrações não são binários.

Para um sistema operacional que foi criado para entender o mundo através de zeros e uns, entender as abstrações em nossas falas não é uma tarefa fácil, apesar de ser fácil para nós. E, se os robôs não têm sentimentos, eles têm dificuldade em compreendê-los.

Falamos através de metáforas, analogias e inferências, e elas enriquecem a nossa comunicação com outros seres humanos. Com elas, criamos conexões mais profundas com os nossos pares, e aumentamos as nossas possibilidades de diálogos. 

Nos tornamos mais interessantes, mas também mais complexos. Complexos demais para alguns sistemas. 

E aí, Siri

Se você já costuma realizar buscas por voz, você já deve ter reparado que os robôs são mais propensos a procurar as nossas dúvidas nas ferramentas de busca do que a respondê-las sozinho, certo?

Respondê-las exigiria certa autonomia. Tecnologia que, apesar de já existente, ainda está restrita aos laboratórios.

Entretanto, nós finalmente conseguimos ensinar muito do nosso universo de significados aos robôs ao implementarmos algoritmos de preenchimento automático, tecnologia desenvolvida em 2016.

A partir desse momento, as máquinas se tornaram mais aptas a compreender a forma como estruturamos as frases, as perguntas mais relevantes sobre cada item pesquisado e as respostas que melhor respondem àquela busca. Ou seja, um grande passo para a compreensão do nosso universo simbólico.

O próximo passo

Cinco anos após a implementação dos algoritmos de preenchimento automático, podemos pensar em máquinas que não apenas compreendem o que queremos dizer com as nossas falas, mas que também produzem as suas próprias e interagem conosco. O que exigiria uma bela dose de empatia.

Esses estudos já estão em desenvolvimento, e se utilizam de indicativos verbais, visuais e psicológicos para analisar o estado emocional da pessoa. Assim, aos poucos, a máquina é capaz de aprender o que evoca uma certa emoção, diferencia o que é bem recebido e o que não é, e se ajusta ao nosso comportamento.

Nos próximos anos, podemos pensar em máquinas com inteligência emocional. Algumas até superiores do que nós, capazes de nos atender em sessões de terapia se fosse o caso.

Com isso, os robôs poderiam nos atender de forma mais natural e eficiente, simpatizando conosco, e caminhando para um futuro em que somos um só.

Talvez até impacte o tempo que perdemos escolhendo filmes nos streamings.


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