IA E O SISTEMA IMUNOLÓGICO EM 2050: A MODULAÇÃO DA IMUNIDADE

 IA E O SISTEMA IMUNOLÓGICO EM 2050: A MODULAÇÃO DA IMUNIDADE
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Como você imagina o mundo em 2050?

Ao que tudo indica, ele seria bem mais populado. Pelo menos é o que o Fórum Econômico Mundial aponta: devemos atingir a marca de nove bilhões de pessoas até 2050, com índices inéditos de envelhecimento da população.

Para as próximas décadas, a população global acima dos 60 anos sofrerá um aumento de 13 p.p., pulando dos 7% atuais para estimados 20%. E temos também outro dado interessante: o número de idosos acima de 65 anos dobrará, alcançando 1,6 bilhão de pessoas.

Só no Brasil, já contamos com 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos, de acordo com o IBGE. 

Só de pensar que em 1960 a expectativa de vida brasileira era de 48 anos, né?

Como a medicina evoluiu nas últimas décadas

Desde que conseguimos sequenciar o genoma humano vinte anos atrás, notamos grandes avanços nas possibilidades da medicina. Por exemplo, agora sabemos que a composição genética varia, em média, entre 1 a 2% para cada pessoa, e é justo nessa variação que estão as informações mais importantes.

Agora, uma simples amostra de saliva consegue ser usada para descobrirmos predisposições para certas doenças – algo que seria muito mais difícil e custoso de ser feito décadas atrás.

Finalmente estamos caminhando para o momento em que análises de saliva seriam capazes de apontar doenças já existentes, de forma rápida e acessível.

Mais uma pitada de tecnologia

Podemos concordar que atender às demandas de uma população mais velha será um desafio, e a tecnologia será um grande aliado. Afinal, não existe escalabilidade na forma como formamos profissionais de saúde, mas a população cresce de forma exponencial.

As tecnologias precisarão ser escaláveis, e, consequentemente, acessíveis. E podemos contar com todo o apoio tecnológico nessa reinvenção da medicina.

A perspectiva de termos cirurgias realizadas por robôs já é um grande avanço, mas com certeza a utilização de inteligências artificiais na medicina ainda não alcançou a todos.

O que está por vir

Se continuarmos buscando soluções para problemas de saúde, como implantes cerebrais para doenças neurodegenerativas, a neurotecnologia pode se provar revolucionária na medicina das próximas décadas.

Para 2050, a expectativa é de que testes genéticos tenham muito maior penetração, permitindo tratamentos personalizados para cada pessoa. Imaginem só tratamentos desenvolvidos para cada sistema imunológico?

Entre os ganhos possíveis, poderíamos ter taxas de sucesso muito maiores em transplantes, identificação de tumores muito mais rápida, e o gerenciamento de doenças autoimunes. Até mesmo a solução, se sonharmos alto.


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