NEUROGEEK: O FUTURO DA REALIDADE VIRTUAL

 NEUROGEEK: O FUTURO DA REALIDADE VIRTUAL
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Quem assistiu ao clássico “De Volta Para o Futuro” já está mais do que familiarizado com as expectativas de tecnologias para as próximas décadas. Entre ideias como hoverboards, hologramas em 3D, portas com acesso por biometria, roupas autoajustáveis e assistentes virtuais, diversas delas já são realidade, mas uma em especial: headsets de realidade virtual.

E desde o lançamento do headset Sega VR, da Sega, em 1993, existe uma relação muito próxima entre a realidade virtual e o mundo dos jogos, afinal, a experiência imersiva dos óculos oferece uma adrenalina adicional ao universo do entretenimento.

Uma indústria especialmente promissora dentro do universo de jogos é a indústria de E-Sports, que movimentou US $1,1 bilhão em 2019 e teve uma estimativa de US $1,5 bilhão para 2020, de acordo com a revista ISTOÉ.

CÉREBRO + TECNOLOGIA

Agora nos perguntamos: Quais são as expectativas ao unirmos o universo de jogos online com dispositivos de realidade virtual?

Para Gabe Newell, cofundador e diretor de projetos da Valve Corporation, em entrevista para o jornal 1 NEWS, as interfaces que unem o cérebro humano a tecnologias permitirão videogames muito além do que ‘periféricos de carne’ humanos podem compreender.

De acordo com Gabe, o futuro da indústria são jogos que utilizam dados cerebrais dos jogadores para aprimorar a experiência de uso. E mais: os desenvolvedores de jogos estariam cometendo um erro ao não ter pelo menos um dispositivo em teste até 2022.

A maior vantagem aqui é a possibilidade do dispositivo determinar as emoções do jogador, e utilizar esses dados no próprio jogo. Emoções como tédio, surpresa, medo e ânimo podem ser ferramentas para um jogo realmente imersivo e personalizado, que interage com as suas emoções em tempo real.

O funcionamento do dispositivo depende apenas de adições de sensores nos headsets, que estariam responsáveis por interpretar as ondas cerebrais e comunicá-las para o jogo. A Valve Corporation tem até um design de headset chamado Galea, que trabalharia em conjunto com os headsets de realidade virtual, como o Index da própria empresa.

Com algumas poucas mudanças – e muita tecnologia – seria possível revolucionar a experiência de jogos e o valor entregue aos jogadores. Num contexto em que a personalização é valorizada e os períodos de atenção são cada vez menores, a imersão em um jogo adaptado às suas emoções parece bem promissor. Afinal, como se distrair em um jogo que consegue aumentar a sua própria dificuldade assim que lê o seu tédio?

A EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA DE REALIDADE VIRTUAL

O primeiro grande exemplo da indústria de dispositivos de realidade virtual foi o Sensorama, uma cabine desenvolvida por Morton Heilig que unia filmes 3D, som estéreo, vibrações mecânicas, aromas e ventiladores já em 1962. Ou seja, 23 anos antes do lançamento do “De Volta Para o Futuro”. Apesar da engenhosa ideia, o projeto nunca encontrou investidores, sendo esquecido com o lançamento de novos produtos.

A próxima grande ideia foi o headset da Sega, o primeiro exemplo da realidade virtual já pensada para o mundo dos jogos, anunciado em 1993. Este não chegou a ser disponibilizado ao público, mas podia ser encontrado em arcades. O lançamento logo foi seguido pelo Nintendo Virtual Boy da concorrente Nintendo, em 1995, e pelo VFX1 Headgear da Forte Tecnologies no mesmo ano.

Um dos maiores passos da indústria de realidade virtual foi em 2012, com o lançamento do Oculus Rift pela empresa Oculus VR. O projeto se tornou viável apenas por meio de doações pela plataforma Kickstarter, mas logo chamou a atenção de uma das empresas mais conhecidas do mundo, a Facebook, Inc, que adquiriu a Oculus VR em 2014. Dois anos mais tarde, os óculos já eram disponibilizados para o público, contando com o seu maior pico de buscas no Brasil entre 25 e 31 de dezembro de 2016.

Desde então, a busca por “realidade virtual” agora gera cerca de 39.700.000 resultados obtidos pelo Google, e os principais produtos disponíveis são óculos e headsets, que podem variar entre R$ 50 a R$ 4.500 em uma rápida busca na plataforma. A oportunidade de negócio já foi notada por gigantes como Google e Facebook, e os lançamentos acontecem muito mais rápido do que no século passado, afinal, agora têm investimentos pesados.

Referência: biometricupdate.com/valve-sees-brain-computer-interfaces-as-the-future-of-gaming


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