NOVA TÉCNICA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IDENTIFICA SINAIS CEREBRAIS ASSOCIADOS À RECUPERAÇÃO DA DEPRESSÃO

 NOVA TÉCNICA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IDENTIFICA SINAIS CEREBRAIS ASSOCIADOS À RECUPERAÇÃO DA DEPRESSÃO
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Pesquisadores têm recorrido, em determinados momentos, à inteligência artificial (IA) para identificar um sinal cerebral associado à recuperação da depressão em pessoas tratadas com estimulação cerebral profunda (DBS). A DBS é uma técnica que utiliza eletrodos implantados no cérebro para emitir pulsos elétricos que alteram a atividade neural.
Um novo estudo, publicado na revista Nature em 20 de setembro, trouxeram resultados promissores após monitorar 10 pacientes com depressão severa. “Se esses resultados forem confirmados em amostras maiores, poderá representar uma revolução no modo como tratamos a depressão”, diz Paul Holtzheimer, neurocientista na Escola de Medicina Geisel em Dartmouth, que não participou da pesquisa.
Um dos desafios no tratamento da depressão com DBS é que os médicos geralmente têm apenas dados autorrelatados para avaliar se a estimulação está sendo efetiva. No entanto, com o uso de IA, o estudo liderado pela neurologista Helen Mayberg desenvolveu um dispositivo DBS que, além de emitir estímulos, também mede a atividade cerebral.
Após 24 semanas de tratamento, nove dos dez participantes apresentaram melhoria significativa em seus sintomas, com sete deles cumprindo os critérios de remissão da doença.
Utilizando um modelo de IA, os pesquisadores identificaram padrões cerebrais associados à depressão severa. Mais impressionante ainda, o modelo foi capaz de diferenciar entre estados de depressão e recuperação com uma precisão superior a 90%.
No futuro, essas descobertas podem ter implicações não apenas para tratamentos com DBS, mas também para outras abordagens menos invasivas. Holtzheimer aponta que muitos pacientes podem não querer um eletrodo implantado em seu cérebro, mas se for possível identificar o sinal cerebral associado à recuperação por métodos menos invasivos, a descoberta poderia ser ainda mais benéfica para um público mais amplo.
Esta pesquisa traz esperança para a comunidade médica e para pacientes que buscam tratamentos mais eficazes e objetivos para a depressão. E com a ajuda da IA, o futuro parece promissor na batalha contra esta doença.


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