O DIA EM QUE A INTELIGÊNCIA DOS ROBÔS SUPERARÁ A NOSSA

 O DIA EM QUE A INTELIGÊNCIA DOS ROBÔS SUPERARÁ A NOSSA
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Existe um conceito físico que ganhou força nas últimas décadas: a singularidade. A ideia por trás dos buracos negros, na qual a densidade da matéria é tão grande que não conseguimos mais prever a sua natureza. 

Podemos pensar, aqui, na gravidade. Somos constantemente atraídos para o centro do planeta, e, quanto mais próximos, maior a sua atração. 

Quando crianças perguntam por que a água do planeta não escorre pelo universo, falamos sobre a gravidade e explicamos que a sua força nos atrai à Terra e impede a água de vazar por aí. Ela é uma força conhecida e previsível, e sabemos como ela se comporta.

A SINGULARIDADE? NEM TANTO. NÃO SABEMOS O QUE ESTÁ POR VIR.

O filme Interstellar é um belo exemplo para quem se interessar pelo conceito de singularidade física e buracos negros, mas traremos aqui uma aplicação desse mesmo conceito: a singularidade tecnológica.

Da mesma forma como a atração gravitacional se multiplica rumo a um ponto abstrato, as inovações tecnológicas também. Eis a singularidade.

O ser humano, com a sua capacidade intelectual, foi capaz de reproduzi-la em servidores. Criamos inteligências artificiais que cada vez mais se assemelham à nossa própria, e que cada vez mais se aproximam do nosso comportamento.

MAS A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NÃO PARARIA QUANDO OS ROBÔS PENSASSEM COMO NÓS

Não estamos no caminho de criar robôs que pensam como nós: queremos robôs que extrapolem as nossas capacidades. Queremos mais, mais rápido e melhor.

Para Ray Kurzweil, autor dos livros “A Era das Máquinas Espirituais” e “A Singularidade Está Próxima”, não deixa dúvidas de que a inteligência dos robôs superará a nossa.

O cérebro humano possui uma capacidade de cerca de 1.026 cálculos por segundo (CPS), que não deve sofrer grandes alterações nas próximas décadas, ao contrário dos robôs. Por volta de 2040, Ray prevê inteligências não-biológicas que serão um bilhão de vezes mais rápidas do que a nossa limitação de 1.026 cálculos por segundo.

E A TENDÊNCIA É QUE ESSA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CRIE A SUA PRÓPRIA, COMO NÓS FIZEMOS

Em algum momento da história, decidimos contar com as máquinas para realizar tarefas que não precisavam ser feitas por um ser humano. Algumas de caráter repetitivo, como nas indústrias, e outras de caráter analítico, como as ferramentas de análise de dados.

Pelo menos na sociedade que construímos as tarefas são exponenciais, mas não damos conta de atendê-las perfeitamente sozinhos. Então, programamos robôs para nos ajudar de forma cotidiana, como os chatbots, que atendem os nossos clientes com demandas mais simples.

Talvez as inteligências artificiais do futuro resolvam problemas mais complexos, com as suas capacidades mais complicadas. Mas ela também criaria o seu próprio projeto artificial. E isso vai gerar uma sucessão que tende ao infinito. Tão imprevisível quanto buracos negros.

Não sabemos ao certo o que está por vir, mas, ao que tudo indica, a inteligência é uma força exponencial. E tudo começou com um projeto de inteligência artificial no século passado.

Digno de um episódio de Black Mirror.


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