O PODER DE RETENÇÃO DAS ATIVIDADES IMERSIVAS

 O PODER DE RETENÇÃO DAS ATIVIDADES IMERSIVAS
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Existe certa mágica em experiências imersivas.

Pelo menos, é por isso que somos fascinados por parques de diversões, festas à fantasia, shows musicais e filmes de terror. Tanto, que as sensações se estendem por horas após o evento, e as memórias ficam por anos, se não para sempre.

A indústria do entretenimento explora esses sentimentos há muito tempo, de infinitas formas diferentes: desde a comercialização de saltos de paraquedas, até os desenvolvimentos mais recentes das tecnologias de Realidade Virtual. O que não faltam são opções imersivas para nos oferecer uma dose extra de adrenalina.

Em alguns casos, o nosso desejo é de vivenciar menos a realidade, extraindo elementos que não nos agradem. Em outros, buscamos vivenciá-la ao máximo, explorando o potencial dos estímulos externos. E, ao que tudo indica, a personalização veio para ficar.

O fim da desatenção

Para a maioria das pessoas, um jogo de videogame ou um filme retém mais a sua atenção do que um professor numa sala de aula. E existe uma explicação razoável: prestamos mais atenção em experiências imersivas, que influenciam as nossas emoções e nos incluam na história. Que nos façam sentir, em outras palavras.

A escuta passiva nem sempre é a mais interessante.

Se, por exemplo, os treinamentos de incêndio fossem expositivos ao invés de imersivos, tenderíamos a nos esquecer dos ensinamentos em poucas horas. Ou seja, nada como um susto para acionar a nossa memória.

Então, nos últimos anos, os professores buscaram reinventar as suas aulas exibindo filmes, trazendo convidados e incentivando o debate. Com certeza essas aulas são mais memoráveis do que uma aula expositiva que aconteceu anos atrás – mas sempre têm como melhorar.

A realidade virtual na educação

Basta olharmos para as possibilidades de aplicações de realidade virtual na educação para encontrarmos muitas oportunidades – especialmente quando falamos de aulas virtuais.

Inclusive, os museus já estão dando seus primeiros passos para oferecerem experiências mais imersivas aos visitantes, garantindo experiências mais memoráveis.

Uma adoção simples e prática em tempos de aulas pelo Zoom é a utilização de planos de fundo pela câmera que se relacionem com a matéria da aula. Prática que rende pontos extras para os professores que as troquem durante a aula para invocarem surpresa nos alunos.
Também, a indicação de vídeos e filmes no material da aula são importantes para diversificar o material. Se forem bem utilizados e metrificados, é possível até mesmo descobrir em que trecho os alunos estão mais fechando o vídeo, ou qual seria a duração ideal do material.

Nesse sentido, os dados podem ser grandes aliados quando falamos de experiências imersivas de sucesso.

Um passo além

Outra aplicação interessante seria a utilização de óculos de realidade virtual em sala de aula, permitindo que os alunos sejam transportados para um momento histórico, uma localização específica ou interaja com uma grande personalidade, por exemplo.

Existem muitas possibilidades a serem exploradas – até mesmo em avaliações, que podem acontecer de forma gamificada em um universo digital.

A aplicação da realidade virtual em sala de aula não exige muito. Basta, até mesmo, um plano de fundo em uma imagem.

Com certeza a aula será lembrada por mais tempo.


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