O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS DADOS

 O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS DADOS
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Dados nada mais são do que informações acionáveis sobre um recorte da realidade. 

Diferentemente de uma informação, com eles podemos chegar ao conhecimento de algo, compreendendo mais a fundo o contexto do qual ele foi extraído e podendo tomar decisões mais embasadas na realidade.

O seu potencial é impressionante, e as empresas de todo o mundo já estão se movimentando para coletá-los e acioná-los o mais rápido possível. Afinal, dados podem se tornar uma vantagem competitiva quando tempo é dinheiro – e ganha quem for mais eficaz em sua estratégia.

Tendo isso dito, dados são apenas isso: um recorte de um contexto.

Não à toa, o insight que obtemos através dos dados muitas vezes é traduzido para “percepção”, retomando a ideia de uma parte de um todo.

DADOS COM PROPÓSITO CLARO

De acordo com a IDC, teremos produzido 175 zettabytes de dados até 2025, o que corresponde a 175.000.000.000.000.000.000.000.000 bytes. Pensando que em 1956 a IBM lançou um supercomputador para a época, com um disco rígido de 5MB e que pesava mais de uma tonelada, o número é até assustador.

Mas quantos desses dados será que foram coletados para um propósito? E quantos deles será que serão atribuídos um propósito já depois de terem sido coletados?

Nesse sentido, dados que são coletados sem um propósito claro podem acabar respondendo às perguntas erradas. Ou, sob outra perspectiva, não respondendo às perguntas certas.

Afinal, se o dado representa uma parte de um todo, o que sobra ao o retirarmos desse contexto?

De um lado teríamos empresas que desperdiçaram recursos ao resolver o problema errado, e de outro teríamos pessoas cujos dados saíram de contexto.

Como podemos evitar esse cenário?

O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS DADOS

Se tudo o que fazemos na internet gera dados, podemos pensar que dados são gerados por comportamentos, e, portanto, por pessoas. E elas devem ter controle sobre os seus dados.

Na Neurotecnologia, isso não é diferente.

Quando falamos sobre dados mais pessoais, como neurodados, o cuidado para não tirá-los de contexto deve ser redobrado. Apesar do seu potencial de nos ajudar a compreender melhor a mente humana, dados como esses são sensíveis e precisam ser tratados com segurança a partir do passo 0.

Como qualquer outro dado, eles são apenas uma parte de um todo. Devem ser coletados com um propósito, e esse propósito deve ser respeitado durante todo o processo. Senão, estaríamos correndo o risco de responder às perguntas erradas.

Pior, estaríamos tirando o controle das pessoas sobre os seus dados.

DADOS PARA A NEUROÉTICA

A Neuroética defende a devolução desse controle às pessoas, permitindo que elas possam participar de forma segura de algo muito maior: a compreensão e a expansão da mente humana.

Isso não pode acontecer sem responsabilidade e segurança.

Então, o primeiro passo deve ser a compreensão de que por trás dos dados estão as pessoas, seguido pela definição de propósito para a sua coleta.

Afinal, dados que respondem às perguntas erradas não são inovadores.

Pessoas são.


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