POR QUE LEMBRAMOS MAIS DE TEXTOS IMPRESSOS?

LEITURA DIGITAL X IMPRESSA
Com a consolidação do digital consolidação do digital em nossos cotidianos, nós passamos cada vez mais tempo olhando para telas. Não apenas trabalhando ou consumindo mídia, como também lendo em todas as plataformas.
Se por um lado o digital torna possível a variação de conteúdos em um curto período de tempo – que é o caso das redes sociais –, por outro nós estamos nos acostumando cada vez mais a dedicar menos atenção aos conteúdos que consumimos.
E qual seria o efeito disso em nossa retenção de longo prazo?
Como indica o livro “How We Read Now: Strategic Choices for Print, Screen, and Audio” da Naomi S. Baron, o efeito é prejudicial – pelo menos pensando na quantidade de informações que retemos.
POR QUE RETEMOS MENOS INFORMAÇÕES NO DIGITAL
Tanto a leitura digital quanto a impressa cumprem propósitos diferentes em nosso cérebro – e ele não é tão bom em identificar os textos que gostaríamos de reter nos meios digitais. Assim, dedicando menos esforço mental por padrão e perdendo informações importantes no processo.
E por que isso acontece?
Majoritariamente, pela falta de informações adicionais. Afinal, ler não é só escanear uma superfície com os olhos.
Nós lemos ao folhear as páginas, ao segurar um livro, ao sentir o peso do papel, ao tocar a textura das superfícies, entre muitas outras observações. Tudo isso colabora para o nosso cérebro realizar associações e reter as informações por mais tempo, e não temos essas associações ao lermos um PDF, por exemplo.
Na verdade, alunos que estão mais familiarizados com o digital acreditam que vão pontuar mais nas provas após lerem materiais online, mas o oposto é verdadeiro. Os alunos pontuam melhor em provas tendo lido materiais impressos.
O PODER DO ELEMENTO DA SURPRESA
A leitura de textos importantes de forma impressa pode auxiliar na retenção das informações, mas isso não é tudo: a utilização de atividades imersivas também pode ser uma grande aliada.
Afinal, a surpresa auxilia o nosso cérebro a sair do automático e a observar o mundo à nossa volta com mais atenção. Esse é o caso de músicas e vídeos, entre muitos outros formatos de mídia, mas também da utilização de cores para destacarmos as informações importantes em um texto.
O que importa é sinalizar ao cérebro que aquilo não é rotineiro, e que devemos prestar atenção.
Esse pensamento inspirou a criação de tecnologias incrivelmente úteis, como o Post-It ou o Marca Texto, e pode ajudar qualquer pessoa a lembrar de suas leituras com mais facilidade.
Já repensou a compra daquele Kindle?