PSICODÉLICOS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA MENTE

 PSICODÉLICOS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA MENTE
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Você já ouviu falar sobre psicodélicos?

Psicodélicos, podemos dizer que são alucinógenos, como cogumelos com psilocibina e ayahuasca. Elas foram usadas inicialmente por culturas indígenas há milênios para rituais e cura.

No contexto moderno, o LSD (dietilamina de ácido lisérgico). foi sintetizada em 1938 pelo químico Albert Hofmann. Na década de 1950 e 1960, houve um interesse em usar psicodélicos para tratar condições de saúde mental. Contudo, controvérsias e associações com a contracultura interromperam a pesquisa até o século 21.

Nos últimos anos, a ciência tem reavaliado o papel dos psicodélicos no tratamento de doenças mentais. O modo como essas substâncias operam no cérebro é complexo, mas em termos gerais, elas parecem promover uma maior conectividade entre diferentes regiões cerebrais e permitir que os pacientes enfrentem traumas e pensamentos negativos de maneiras novas e construtivas.

Um estudo da Universidade de Helsinque trouxe novas informações sobre um mecanismo molecular através do qual as drogas psicodélicas LSD e psilocina afetam o corpo e aliviam sintomas depressivos. A psilocina é um metabólito que medeia os efeitos da psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos.

O estudo foi realizado em culturas celulares e em ratos.

“Esses achados podem ajudar no desenvolvimento de novos compostos para tratar a depressão em seres humanos sem causar as alucinações típicas dos psicodélicos”, afirma o diretor de pesquisa Eero Castrén.

Anteriormente, mostrou-se que antidepressivos convencionais se ligam no cérebro a um receptor para o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), conhecido como TrkB, resultando em seus efeitos na neuroplasticidade. Agora, descobriu-se que o LSD e a psilocina se ligam fortemente a esse receptor TrkB, até mil vezes mais eficaz que antidepressivos convencionais. Esta ligação impulsionou o efeito da proteína BDNF, aumentando as conexões entre neurônios.

Pesquisadores enfatizam que os achados ainda são experimentais e mais pesquisas são necessárias. Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience.

Na incessante busca por soluções eficazes, os avanços na pesquisa dos psicodélicos abrem um caminho de esperança para aqueles que anseiam por alívio e cura na jornada da saúde mental.

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Referência: University Of Helsinki e Nature Neuroscience


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