SAIBA COMO O USO EXCESSIVO DAS TELAS AFETA O CÉREBRO

 SAIBA COMO O USO EXCESSIVO DAS TELAS AFETA O CÉREBRO
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A modernidade trouxe consigo inúmeras facilidades, com destaque para os dispositivos eletrônicos. Os telefones celulares, computadores e televisores tornaram-se indispensáveis em nossas rotinas. No entanto, apesar das inegáveis vantagens, o uso excessivo dessas tecnologias também apresenta uma série de riscos à saúde cerebral.
Desregulação dos ritmos circadianos
Os ritmos circadianos, que representam nossos ciclos biológicos de 24 horas, são influenciados pela exposição à luz. A luz emitida pelas telas, especialmente durante a noite, pode desequilibrar esse ritmo. Dados do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais dos Estados Unidos (Nigms) mostram que essa alteração pode causar distúrbios do sono, levando a problemas mais sérios como obesidade, diabetes e depressão. Além disso, o tempo que passamos na frente das telas muitas vezes substitui atividades físicas, essenciais para um sono de qualidade.
Efeitos sobre o sistema de recompensa cerebral
Victoria Dunckley, em material publicado pela Universidade do Estado de Nova York, alerta sobre os perigos do uso excessivo das telas no sistema de recompensa do cérebro. Jogos eletrônicos e redes sociais liberam dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer. No entanto, a superestimulação desse sistema pode torná-lo menos responsivo, necessitando de cada vez mais estímulo para gerar a mesma sensação de bem-estar.
Impacto no desenvolvimento cognitivo
Estudos recentes indicam que o excesso de tempo de tela tem efeitos diretos no desenvolvimento cerebral, especialmente em adolescentes e jovens adultos. Conforme pesquisa publicada no Journal of Integrative Neuroscience, esse hábito pode prejudicar a atenção, concentração, aprendizagem, memória, regulação emocional, saúde física e até mesmo predispor ao desenvolvimento de distúrbios mentais.
Risco elevado de Alzheimer
O mesmo jornal traz um alerta ainda mais grave: a exposição precoce e excessiva às telas pode aumentar o risco de Alzheimer e outras demências na vida adulta. Se os circuitos neurais essenciais para a inteligência e adaptabilidade são comprometidos durante a juventude, essas alterações podem persistir na idade adulta e tornar o cérebro mais suscetível a doenças neurodegenerativas.
Em suma, é vital que as pessoas se conscientizem sobre os riscos associados ao uso excessivo das telas. Enquanto os dispositivos eletrônicos são ferramentas valiosas, é fundamental que seu uso seja equilibrado com atividades que promovam a saúde física e mental.


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