O FUTURO DA MEDICINA É IMPLANTÁVEL

 O FUTURO DA MEDICINA É IMPLANTÁVEL
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A realização de exames de rotina talvez esteja com os seus dias contados. 

Visando obter mais informações e insights sobre o corpo humano, uma das grandes apostas da biomedicina poderão ser biossensores implantáveis capazes de diagnosticar doenças no corpo humano sem exigir exames periódicos.

Uma verdadeira vitória para quem tem medo de agulhas (muitas pessoas).

A visão de Aaron Morris, professor assistente de Engenharia Biomédica da Universidade de Michigan, em seu TED traz mais detalhes sobre a sua visão sobre o assunto, chamado “Como o nosso corpo pode se tornar o seu próprio laboratório diagnóstico“.

Em outras palavras, como podemos projetar um dispositivo responsável por analisar a nossa saúde de forma contínua?

A resposta veio da Biomedicina.

MUDANÇAS INVISÍVEIS DO CORPO

Biossensores podem ser definidos como pequenos dispositivos que analisam reações biológicas para detectar um determinado alvo, podendo ser implantáveis ou não.

E o seu mercado é valioso: avaliado em US$ 25,5 bilhões em 2021 e podendo alcançar US$ 36,7 bilhões em 2026. Um crescimento de mais de 43% em apenas cinco anos.

Entre as suas diversas aplicações, eles nos permitem medir o nível de glicose continuamente em indivíduos com diabetes. Também possibilita a replicação do olfato humano em um dispositivo, identificando cheiros da mesma forma que fazemos naturalmente. E, enquanto um biossensor implantável, pode ser capaz de identificar mudanças sutis em nosso organismo.

De acordo com Aaron em seu TED, são essas mudanças invisíveis que causam doenças. Existe uma diferença entre o que sabemos, o que está acontecendo com o paciente e o que somos capazes de extrair dos exames, o que propicia o desenvolvimento de diversas doenças.

BIOSSENSORES IMPLANTÁVEIS

A visão de Aaron é de dispositivos de biomaterial implantados logo abaixo da pele. Assim, capazes de abrigar as células responsáveis pelas reações naturais do nosso corpo, formando um tecido. Quando o disco tiver células imunes integradas, elas já podem ser utilizadas nos diagnósticos.

Tudo isso porque os tecidos desenvolvidos contêm informações que não estão presentes no sangue, permitindo acesso à informação molecular e celular sobre tecidos adoecidos. Em outras palavras, tornando possíveis diagnósticos proativos.

Permitindo também a identificação de tratamentos que funcionem em um paciente, esses dispositivos tem tudo a ver com a modulação dos nossos sistemas imunológicos.

UM TOQUE DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Após a coleta desse material, o passo seguinte deve ser a sua análise.

De forma não invasiva, podemos pensar na implementação de inteligência artificial nos próximos anos para mediar essa análise, também compartilhando conosco essas descobertas de forma simples, como um aplicativo no celular.

Com a rápida convergência entre tecnologias, esse cenário está mais perto do que imaginamos.

Da mesma forma, essa convergência também poderia impulsionar o desenvolvimento de algoritmos de IA responsáveis pela análise dessas anormalidades médicas.

Ao que tudo indica, o futuro da medicina é implantável.


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