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NEUROTECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: TRANSFORMANDO A FORMA DE APRENDER!

A Neurociência com a educação tem revelado novas possibilidades para aprimorar a aprendizagem. Com a ajuda da tecnologia, pesquisas têm sido realizadas para entender melhor o cérebro e otimizar os processos educacionais. Aqui está uma análise das descobertas, implicações e ferramentas tecnológicas: 1. NeuroEducação: A Ciência da Aprendizagem – Pesquisas em neurociência têm revelado insights valiosos sobre como o cérebro funciona e aprende. Estudos mostram que repetir o estudo com intervalos é mais eficaz do que estudar tudo de uma vez. Além disso, atividades como aprender música ou um segundo idioma têm impactos positivos no desenvolvimento cerebral. Essas descobertas têm o potencial de remodelar currículos e métodos de ensino. 2. Ferramentas Tecnológicas na Educação Várias ferramentas tecnológicas estão sendo implementadas nas escolas para melhorar o aprendizado: ·         Plataformas de Aprendizagem Adaptativa: Softwares que se adaptam ao ritmo e estilo de aprendizagem do aluno, oferecendo conteúdo personalizado. ·         Realidade Virtual e Aumentada: Usadas para criar experiências imersivas, permitindo que os alunos explorem ambientes e conceitos de maneira interativa. ·         Laboratórios de Robótica: Permitem que os alunos aprendam programação e mecânica de forma prática, incentivando o pensamento lógico e a resolução de problemas. ·         Aplicativos de Organização e Produtividade: Ferramentas como calendários, gerenciadores de tarefas e plataformas colaborativas ajudam os alunos a gerenciar seu tempo e trabalhos. 3. Monitoramento da Concentração com Tecnologia A China tem explorado a tecnologia para melhorar a concentração dos alunos. Faixas de cabeça equipadas com Inteligência Artificial são usadas para monitorar a concentração dos alunos. No Brasil, a SOMOS Educação utilizou o dispositivo “headband” em uma pesquisa similar, com os dados sendo compilados na plataforma BrainEdu. 4. Desafios e Precauções na Implementação da Tecnologia: A UNESCO alerta para os riscos associados ao uso da tecnologia na educação, como vazamentos de dados e desigualdades no acesso à educação digital. Conclusão: A combinação de pesquisa em neurociência e a implementação de ferramentas tecnológicas inovadoras prometem revolucionar a educação. No entanto, é essencial que essas inovações sejam adotadas de forma responsável, garantindo acesso igualitário e protegendo a privacidade e segurança dos alunos. Referência: https://www.ourkids.net/blog/brain-power-ways-neuroscience-will-change-education-21334 https://www.ecr.co.za/shows/carolofori/china-uses-ai-headbands-monitor-students-concentration/ https://news.un.org/en/story/2023/07/1139122

A NEUROTECNOLOGIA E O MITO DA GENIALIDADE

Não se sabe ao certo o que torna os gênios geniais.  Entre diversas hipóteses, as mais populares são direcionadas ao cérebro: seria uma questão de cérebros maiores? Talvez mais rápidos, com maior volume de sinapses por segundo? Ou será que seria uma questão de estímulo ao longo da vida? Quando se trata do cérebro, temos muitas questões a serem respondidas. A verdade é que existem diversas formas de alguém ser considerado genial, podendo variar entre raciocínio lógico, aptidões matemáticas, boa memória, criatividade, e muito mais. É possível ser um gênio em uma área e ter muita dificuldade em outra. Faz parte da humanidade em todos nós. É importante lembrar que nem todos os gênios foram bem sucedidos na mesma área. Ainda bem que existem diversos tipos de inteligência para explorarmos. As grandes descobertas permeiam todas as áreas de conhecimento, e vão muito além da inteligência lógico-matemática. Para Howard Gardner, psicólogo cognitivo, existem mais algumas possibilidades, incluindo as inteligências: linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal, intrapessoal, naturalista, espiritual, existencial e moral. Todas elas são inatas, apesar de termos uma ou outra mais aflorada. Mas como alcançar a expressão máxima do nosso potencial? Para a neurotecnologia, de vez em quando precisamos apenas de um empurrãozinho. É o que diz o livro “Um salto quântico para a genialidade – todos nascem para se tornarem geniais” de Susan Leibig. A expressão máxima do nosso potencial não é uma questão de reforma do sistema de ensino, de mudanças curriculares, ou da forma como somos avaliados, e sim da forma como absorvemos e organizamos as informações. Para a autora, mudanças estruturais no sistema mental dos indivíduos é o caminho para que cada um possa expressar sua genialidade pessoal. Só assim poderíamos eliminar as incapacidades de aprendizagem que nos prendem em algumas áreas. Podemos, então, pensar em um roteiro de vida pautado em alcançar o nosso potencial. Com uma abordagem diferente do ensino tradicional, o livro compartilha uma perspectiva interessante: o nosso desenvolvimento pode ser estrategicamente pautado em nossas competências, na sustentação da vontade, na autonomia e no prazer pelo conhecimento produtivo. Podemos seguir um roteiro de vida pautado em nosso potencial máximo. E a ideia não é tão nova assim: A abordagem de Leibig cruza com a visão do psicólogo John Hayes, ainda em 1989, em sua proposta de Regra dos Dez Anos. Para Hayes, dez anos de dedicação em uma única área seria o suficiente para uma descoberta genial. Independente de capacidades intelectuais, de aptidões lógico-matemáticas ou da quantidade de sinapses por segundo do indivíduo – apenas de seu esforço direcionado a um objetivo. Outra possibilidade, também, seria através de um toque de tecnologia. O aumento da demanda por produtividade impulsionou a busca por novos métodos de aprendizagem, com destaque para os dinâmicos e interativos. Para isso, aproximamos a tecnologia da educação, possibilitando que o ensino acompanhasse o ritmo de evolução dos alunos. Entre as possibilidades, temos a Inteligência Artificial, que pode analisar o engajamento dos alunos com a aula e com os materiais. Podemos pensar em aulas personalizadas para as emoções dos alunos, materiais otimizados para a sua janela de foco, e até identificação certeira de suas dificuldades de aprendizagem. Outro benefício seria o conhecimento amplamente disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Não apenas por se encaixar tão bem em rotinas dinâmicas, mas por permitir que o aluno possa definir o seu ritmo de estudo e aprendizado. De certo, os gênios do futuro são os alunos do presente. E, com o investimento certo, todos podem alcançar a sua genialidade. Esse é o poder da neurotecnologia.

COMO O BRASIL PODE SE TORNAR UMA POTÊNCIA EM NEUROTECNOLOGIA

A corrida espacial do século passado tem muito a nos ensinar sobre estratégia e inovação. Pouco mais de 60 anos atrás, em 12 de abril de 1961, a Rússia saiu na frente da corrida espacial com Iuri Gagarin, na espaçonave Vostok 1. Esse dia ficou marcado na história como o começo da nossa exploração espacial, tornando Iuri o primeiro ser humano a viajar pelo espaço. Entretanto, é em Neil Armstrong que pensamos quando o assunto é exploração espacial, tendo sido o primeiro ser humano a pisar na Lua em 21 de julho de 1969. Neil não foi o primeiro ser humano a viajar pelo espaço, mas foi o símbolo de uma causa maior, imortalizada pelas palavras do presidente estadunidense John Kennedy: “nós escolhemos ir para a Lua”. Curiosamente, a busca pelo nome de Iuri no Google retorna apenas 1.420.000 resultados, enquanto a busca por Neil Armstrong gera 74.900.000 resultados. Então, podemos pensar que ser o pioneiro em algo não é um atestado de sucesso. Talvez o desenvolvimento da ciência e da tecnologia através de um símbolo seja mais comovente. Então, não se trata do que conquistamos. Trata-se do que superamos para conquistá-lo. Trata-se de um leap of faith, ou salto de fé. PRECISAMOS DE UM GRANDE SALTO Grandes desafios são grandes impulsionadores do desenvolvimento da ciência e da tecnologia em uma nação. Pelo menos, é o que podemos extrair dos resultados da corrida espacial e da popularização de dinâmicas pautadas em desafios nos últimos anos, como Hackathons, métodos de Sprint ou Design Thinking. Aqui, a colaboração faz a força. Mas ainda enfrentamos um desafio: os últimos 200 anos de desenvolvimento tecnológico e científico brasileiro foram caracterizados não por grandes saltos, mas por pulos. Ou seja, avanços tímidos e pontuais que carecem de uma grande estratégia nacional, de acordo com o sociólogo, professor e diretor do Ateliê de Humanidades, André Magnelli. NÃO FALTA INVESTIMENTO, FALTA ESTRATÉGIA Quando o assunto é investimento em inovação, o Brasil figura em nono no ranking mundial do Fórum Econômico Mundial, levando em consideração o volume total de capital investido. O que, em outras palavras, nos posiciona entre os dez países que mais investem em inovação no mundo. O real desafio dos anos 2000 é a busca pelo salto tecnológico, após os últimos 200 anos de pulos tímidos. E, para Magnelli, “Toda infraestrutura tecno-científica do Brasil está construída, mas é necessário desenvolver e ampliar”.O salto tecnológico, ainda segundo Magnelli, “agora depende de construir um ecossistema de inovação inclusivo e democrático, que abandone o imediatismo de pensar que o país tem como única vocação a exportação agrária”. Mais do que exportador de commodities, podemos pensar no Brasil como um exportador de inovação. Um dos maiores do mundo, e em apenas alguns anos. Para Domingos Monteiro, presidente da Neurotech, o cenário nunca foi tão favorável para uma nova mentalidade por parte das empresas. Através de uma ampla disponibilidade de tecnologias de ponta, enorme quantidade de dados de negócios disponíveis e maior busca por personalização e velocidade por parte dos consumidores, estamos prontos para o próximo passo. Retomando a ideia de um grande salto através de um propósito, Monteiro reforça o seu posicionamento quando diz que “Temos uma dívida histórica em inovação, mas nunca tivemos tantos habilitadores para fazer a conexão com um propósito relevante e fazer esses saltos”. ATENDENDO AOS NOSSOS DESAFIOS Para Silvio Meira, cientista, professor, empreendedor brasileiro e também um dos fundadores do Porto Digital em Recife, superar os desafios que impedem o desenvolvimento tecnológico e científico do Brasil passa por um esforço amplo, que deve incluir a criação de uma cultura de inovação genuína, que atenda aos nossos desafios. Nesse sentido, o conhecimento e a colaboração precisam acontecer de forma integrada, desde o planejamento até as ações, visando o desenvolvimento da nação além do desenvolvimento científico e tecnológico. Esse é o nosso propósito. Finalmente, segundo Diego Puerta, Presidente da Dell Brasil, “Eu tenho certeza que o potencial existe. Todas as vezes que nós conseguimos dar condições para que as pessoas desenvolvam o seu talento, o Brasil é destacado. A gente consegue produzir, a gente consegue gerar resultado. Só que nós temos que facilitar o acesso de mais pessoas nesse processo e de mais empresas no ambiente de inovação”. Temos tudo o que é preciso para ganharmos a nossa própria corrida espacial. Juntos podemos dar um grande salto.

O PODER DE RETENÇÃO DAS ATIVIDADES IMERSIVAS

Existe certa mágica em experiências imersivas. Pelo menos, é por isso que somos fascinados por parques de diversões, festas à fantasia, shows musicais e filmes de terror. Tanto, que as sensações se estendem por horas após o evento, e as memórias ficam por anos, se não para sempre. A indústria do entretenimento explora esses sentimentos há muito tempo, de infinitas formas diferentes: desde a comercialização de saltos de paraquedas, até os desenvolvimentos mais recentes das tecnologias de Realidade Virtual. O que não faltam são opções imersivas para nos oferecer uma dose extra de adrenalina. Em alguns casos, o nosso desejo é de vivenciar menos a realidade, extraindo elementos que não nos agradem. Em outros, buscamos vivenciá-la ao máximo, explorando o potencial dos estímulos externos. E, ao que tudo indica, a personalização veio para ficar. O fim da desatenção Para a maioria das pessoas, um jogo de videogame ou um filme retém mais a sua atenção do que um professor numa sala de aula. E existe uma explicação razoável: prestamos mais atenção em experiências imersivas, que influenciam as nossas emoções e nos incluam na história. Que nos façam sentir, em outras palavras. A escuta passiva nem sempre é a mais interessante. Se, por exemplo, os treinamentos de incêndio fossem expositivos ao invés de imersivos, tenderíamos a nos esquecer dos ensinamentos em poucas horas. Ou seja, nada como um susto para acionar a nossa memória. Então, nos últimos anos, os professores buscaram reinventar as suas aulas exibindo filmes, trazendo convidados e incentivando o debate. Com certeza essas aulas são mais memoráveis do que uma aula expositiva que aconteceu anos atrás – mas sempre têm como melhorar. A realidade virtual na educação Basta olharmos para as possibilidades de aplicações de realidade virtual na educação para encontrarmos muitas oportunidades – especialmente quando falamos de aulas virtuais. Inclusive, os museus já estão dando seus primeiros passos para oferecerem experiências mais imersivas aos visitantes, garantindo experiências mais memoráveis. Uma adoção simples e prática em tempos de aulas pelo Zoom é a utilização de planos de fundo pela câmera que se relacionem com a matéria da aula. Prática que rende pontos extras para os professores que as troquem durante a aula para invocarem surpresa nos alunos.Também, a indicação de vídeos e filmes no material da aula são importantes para diversificar o material. Se forem bem utilizados e metrificados, é possível até mesmo descobrir em que trecho os alunos estão mais fechando o vídeo, ou qual seria a duração ideal do material. Nesse sentido, os dados podem ser grandes aliados quando falamos de experiências imersivas de sucesso. Um passo além Outra aplicação interessante seria a utilização de óculos de realidade virtual em sala de aula, permitindo que os alunos sejam transportados para um momento histórico, uma localização específica ou interaja com uma grande personalidade, por exemplo. Existem muitas possibilidades a serem exploradas – até mesmo em avaliações, que podem acontecer de forma gamificada em um universo digital. A aplicação da realidade virtual em sala de aula não exige muito. Basta, até mesmo, um plano de fundo em uma imagem. Com certeza a aula será lembrada por mais tempo.

ESTUDANTES COMO ESPECTADORES: LUTANDO CONTRA A DESATENÇÃO EM CENÁRIOS REMOTOS

Não é preciso dizer que a internet revolucionou a forma como realizamos tarefas, pesquisamos e nos relacionamos. Ferramentas como o Google e as redes sociais trouxeram praticidade e agilidade – o que também implica em uma imensidão de conteúdos disponíveis. A cada segundo, em média, 3.003.905 e-mails são enviados; 90.182 buscas são realizadas pelo Google; 88.528 vídeos são visualizados pelo Youtube; 9.376 publicações são feitas no Twitter; e 1.056 fotos são publicadas pelo Instagram. Somando o conteúdo consumido pelo mundo todo, utilizamos 112.680 GB de internet a cada segundo, tudo de acordo com o site Internet Live Stats. Os números são chocantes, mas nos levam a um resultado mais familiar: mais de 60% dos 2.500 entrevistados pela Webtrate disseram que abandonavam sua linha de pensamentos para responder um email ou comentar nas redes sociais enquanto trabalhavam ou escreviam textos que exigiam concentração máxima. MUITOS AMBIENTES, POUCA ATENÇÃO É difícil de compreendermos a quantidade de interações que são realizadas por segundo, mas, quando falamos de distrações e interrupções, estamos mais familiarizados. Estamos cada vez mais buscando gratificação rápida e dividindo a nossa atenção entre diversas plataformas. Mas isso não acontece por acaso. A neurociência dos últimos anos demonstra que sentimos dor física ao sermos excluídos de um certo ambiente ou círculo social. E para estarmos presentes em todos os ambientes digitais, não conseguimos depositar grandes quantidades de atenção em nenhum deles. UM CLIQUE AQUI, OUTRO ALI… Sentimos sede constante por novos estímulos, e ela é facilmente saciada com uma simples troca de aba em nosso navegador ou um rápido acesso a uma rede social. Essa realidade se tornou especialmente clara quando enfrentamos a adaptação de ambientes presenciais, como trabalhos, escolas e faculdades, para o ambiente digital em poucos dias. A nossa dificuldade em nos concentrarmos em algo por mais de alguns minutos se tornou parte do cotidiano remoto, e tarefas que antes eram familiares se tornaram muito mais difíceis e demoradas. Entretanto, nem tudo está perdido. Se o consumo de conteúdos de forma passiva leva à distração, o incentivo à atividade pode recuperar a atenção dos alunos. Atividades dinâmicas como enquetes, perguntas sobre o conteúdo ou debates abertos são ferramentas poderosas contra a dispersão. Também, a variedade de conteúdos é essencial. O equilíbrio entre materiais com diferentes dificuldades, formatos e durações podem motivar os alunos através de seu senso de gratificação. PAUSAS TAMBÉM SÃO IMPORTANTES PARA ALTOS NÍVEIS DE PRODUTIVIDADE A Técnica Pomodoro desenvolvida nos anos 80 ainda pode ser muito útil aos estudantes. Para cada 25 minutos de trabalho ininterrupto, os 5 minutos seguintes devem ser de pausa. E, a cada quatro ciclos, a pausa pode ser de 15 ou 20 minutos. Assim, dividindo o nosso fluxo de trabalho em blocos, conseguimos conquistar mais foco (e ativar o nosso sistema de gratificação com mais frequência). As pausas podem ser pensadas tanto por quem produz o conteúdo como por quem o consome, desde que não sejam longas demais. Por fim, outra solução fascinante é produzida pela BrainCo, direto da China. Tiaras aplicadas nas escolas são capazes de ler as ondas cerebrais dos alunos e indicar aos professores seu nível de concentração. Com o aumento das pesquisas ao redor de neurotecnologias e mais investimento, é possível pensarmos em um futuro em que as tiaras sejam utilizadas em benefício dos alunos de todo o mundo. A transformação dos estudantes a espectadores não será a única grande transformação digital, que agora dispõe de infinitos recursos tecnológicos para reter a atenção dos alunos. Agora as instituições de ensino estão cientes da importância da resiliência e devem continuar buscando seu espaço em cenários digitais. O futuro nos aguarda com novas soluções, dispositivos e ferramentas para ensinos mais inteligentes e acessíveis, mas ainda luta pelas janelas de atenção dos alunos. Neste embate, ganha quem tiver a proposta mais interessante de conteúdo. – Referência: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/01/economia/1412178663_011451.html

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EXPLORANDO NOVAS FRONTEIRAS NO TRATAMENTO DO PARKINSON COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Nos últimos anos, testemunhamos avanços notáveis na aplicação da inteligência artificial (IA) no campo da saúde, e o tratamento do Parkinson não é exceção. Um recente artigo do Olhar Digital revelou que a IA está acelerando a busca por tratamentos para essa doença neurodegenerativa, oferecendo uma perspectiva promissora para pacientes em todo o mundo. A capacidade da IA de processar grandes volumes de dados e identificar padrões complexos tem sido fundamental para impulsionar essa mudança. Ao analisar dados de pacientes e estudos clínicos, os algoritmos de IA conseguem identificar conexões e insights que podem passar despercebidos pelos métodos tradicionais. Como resultado, a busca por tratamentos para o Parkinson tornou-se até 10 vezes mais rápida, abrindo novas possibilidades de intervenção e gerando esperança para milhões de pessoas afetadas por essa condição. Esses avanços não apenas aceleram a descoberta de novos tratamentos, mas também personalizam a abordagem terapêutica para cada paciente. Com a IA, os médicos podem oferecer opções de tratamento mais precisas e adaptadas às necessidades individuais, aumentando as chances de sucesso e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. À medida que continuamos a desvendar as complexidades do Parkinson e outras doenças neurológicas, a IA emerge como uma ferramenta indispensável na busca por soluções eficazes. Estamos testemunhando uma verdadeira revolução na medicina, impulsionada pela combinação de tecnologia avançada e dedicação à saúde humana. No Fórum “Engenharia da Mente”, que em breve será realizado, especialistas discutirão esses avanços e desafios na interface entre tecnologia e neurociência. É uma oportunidade imperdível para a comunidade médica, pesquisadores e entusiastas da tecnologia se reunirem, compartilharem conhecimentos e traçarem o futuro do tratamento do Parkinson e outras condições neurológicas. Junte-se a nós

FATO OU FAKE: ROBÔS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

Fake: Entre tudo que já conseguimos ensinar aos robôs, sentimentos ainda não estão na lista.  Tudo porque sentimentos e abstrações não são binários. Para um sistema operacional que foi criado para entender o mundo através de zeros e uns, entender as abstrações em nossas falas não é uma tarefa fácil, apesar de ser fácil para nós. E, se os robôs não têm sentimentos, eles têm dificuldade em compreendê-los. Falamos através de metáforas, analogias e inferências, e elas enriquecem a nossa comunicação com outros seres humanos. Com elas, criamos conexões mais profundas com os nossos pares, e aumentamos as nossas possibilidades de diálogos.  Nos tornamos mais interessantes, mas também mais complexos. Complexos demais para alguns sistemas.  E aí, Siri Se você já costuma realizar buscas por voz, você já deve ter reparado que os robôs são mais propensos a procurar as nossas dúvidas nas ferramentas de busca do que a respondê-las sozinho, certo? Respondê-las exigiria certa autonomia. Tecnologia que, apesar de já existente, ainda está restrita aos laboratórios. Entretanto, nós finalmente conseguimos ensinar muito do nosso universo de significados aos robôs ao implementarmos algoritmos de preenchimento automático, tecnologia desenvolvida em 2016. A partir desse momento, as máquinas se tornaram mais aptas a compreender a forma como estruturamos as frases, as perguntas mais relevantes sobre cada item pesquisado e as respostas que melhor respondem àquela busca. Ou seja, um grande passo para a compreensão do nosso universo simbólico. O próximo passo Cinco anos após a implementação dos algoritmos de preenchimento automático, podemos pensar em máquinas que não apenas compreendem o que queremos dizer com as nossas falas, mas que também produzem as suas próprias e interagem conosco. O que exigiria uma bela dose de empatia. Esses estudos já estão em desenvolvimento, e se utilizam de indicativos verbais, visuais e psicológicos para analisar o estado emocional da pessoa. Assim, aos poucos, a máquina é capaz de aprender o que evoca uma certa emoção, diferencia o que é bem recebido e o que não é, e se ajusta ao nosso comportamento. Nos próximos anos, podemos pensar em máquinas com inteligência emocional. Algumas até superiores do que nós, capazes de nos atender em sessões de terapia se fosse o caso. Com isso, os robôs poderiam nos atender de forma mais natural e eficiente, simpatizando conosco, e caminhando para um futuro em que somos um só. Talvez até impacte o tempo que perdemos escolhendo filmes nos streamings.

PARCERIA COM INFLUENCIADORES DE M[IDIAS SOCIAIS PARA MELHORAR A SAÚDE MENTAL

Parceria com Influenciadores de Mídias Sociais para Melhorar a Saúde Mental Nos últimos oito meses, influenciadores de mídias sociais com milhões de seguidores têm se conectado com especialistas da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan com o objetivo de aprimorar o conteúdo online relacionado à saúde mental. Um artigo do New York Times de 16 de outubro descreveu o esforço em detalhes, destacando o trabalho de Amanda Yarnell, diretora sênior do Centro de Comunicação em Saúde, e seus colegas, que buscaram cultivar conexões com influenciadores online, pois é onde as pessoas procuram por conteúdo. “As pessoas estão em busca de informações, e o que elas estão assistindo são o TikTok, o Instagram e o YouTube”, disse Yarnell ao Times. “Quem são os gatekeepers de mídia nessas áreas? São esses criadores. Então estávamos analisando como nos ajustar a essa nova realidade.” Ela e sua equipe identificaram cerca de 100 influenciadores de mídias sociais que produzem trabalhos de qualidade com grande alcance. Segundo Yarnell, esses criadores “têm desempenhado um papel fundamental em convencer as pessoas a discutir diferentes preocupações com a saúde mental. Eles são parceiros de tradução perfeitos.” Foi feito um experimento para verificar se os influenciadores poderiam ser direcionados a compartilhar informações baseadas em evidências. Metade do grupo inicial de 100 influenciadores serviu como grupo de controle, e a outra metade fez parte do experimento. Dos que participaram do experimento, cerca da metade recebeu kits de ferramentas digitais sobre temas como a ligação entre mente e corpo e ansiedade climática. Deste grupo, 25 foram convidados para fóruns virtuais, receberam acesso a um canal de comunicação no Slack e foram convidados para participar de uma cúpula em agosto, na qual os professores compartilharam evidências científicas sobre tópicos relacionados à saúde mental. Yarnell e outros pesquisadores descobriram que os 42 influenciadores que receberam os kits de ferramentas digitais tinham 3% mais probabilidade de postar conteúdo baseado em evidências – o que significou que esse conteúdo foi visto 800.000 vezes, um alcance muito maior do que um estudo típico teria. Embora as interações com os professores de Harvard Chan não parecessem ter um efeito adicional, Yarnell disse que isso foi uma boa notícia porque os kits de ferramentas digitais são baratos e fáceis de escalar. Além disso, relacionamentos contínuos foram estabelecidos entre os pesquisadores da Escola Harvard Chan e os criadores de conteúdo, promovendo o avanço contínuo da conscientização sobre saúde mental. Site de referência:https://www.businessinsider.com/interest-neuralink-human-trial-patient-elon-musk-brain-implant-report-2023-11

COMO WEARABLES PODEM IMPULSIONAR A PERFORMANCE DE ATLETAS

Você já ouviu falar sobre performance data, ou dados de performance? Com a popularização de wearables e dispositivos de IoT, passamos a coletar muito mais dados sobre o nosso cotidiano. Com apenas um toque, é possível descobrir a duração e a qualidade do nosso sono, a quantidade de passos dados durante o dia, a média e os picos dos nossos batimentos cardíacos, entre muitos outros dados.  Aproximando essas capacidades analíticas do universo esportivo, é possível calcular dados muito mais precisos sobre a performance dos atletas e planejar treinos mais eficazes, evitando, assim, o cansaço excessivo e o desperdício de esforços. Um grande exemplo é o software Sonra 3.0, lançado em 2020. Com ele, é possível visualizar dados em tempo real em dispositivos como o iPad ou o Apple Watch, permitindo que a performance dos atletas possa ser avaliada mesmo durante um torneio. COMO MAXIMIZAR OS ESFORÇOS DO ATLETA Dentro de uma indústria competitiva, cada segundo conta. Os atletas miram na perfeição, e dedicam longas horas em seus treinos para alcançarem a sua melhor performance. Neste sentido, dispositivos capazes de coletar dados de performance são adições valiosas para seus esforços, possibilitando a mensuração dos efeitos dos treinos no corpo do atleta. Além da mensuração, a adaptação das estratégias para maximizar os esforços do atleta também se torna possível. Esse aspecto pressiona outros atletas a adotarem as mesmas tecnologias para maximizarem a sua performance, tornando os dispositivos cada vez mais populares e eficazes em suas funções. UTILIZAÇÃO DOS DADOS NA PANDEMIA A incerteza de retorno das competições exigiu novas medidas para que a performance dos atletas não ficasse para trás. Nesse momento, a utilização dos dados foi a peça-chave para a mensuração dos resultados. Assim, treinadores e profissionais foram capazes de comparar a sua performance antes e durante a pandemia, trazendo consistência para os seus resultados. Para uma indústria que pode chegar a $4,6 bilhões em 2025, de acordo com a Grand View Research, as capacidades analíticas do esporte devem continuar crescendo nos próximos anos. Da mesma forma, a utilização de inteligência artificial para o treinamento do cérebro dos atletas também é uma excelente estratégia para a superação de limitações físicas. Dessa forma, permitindo melhores resultados do que os treinamentos físicos convencionais. O FUTURO DO ESPORTE Ao que tudo indica, o futuro do esporte é tecnológico. A aproximação de wearables, dispositivos de IoT e até mesmo inteligência artificial permite que os atletas tenham acesso à tecnologias de ponta e, consequentemente, alcancem resultados que não eram possíveis anteriormente. Os benefícios dos dados no esporte devem continuar dando frutos nos próximos anos, e podemos esperar por uma indústria ainda mais competitiva, composta por superatletas. Com a crescente adoção das tecnologias, elas também devem se tornar mais acessíveis ao público. Atletas amadores e até mesmo crianças podem se beneficiar dessas tecnologias, podendo comparar os seus resultados com os seus amigos e até mesmo jogadores profissionais.