NOTÍCIAS

NEUROCIÊNCIA PODE POTENCIALIZAR AS VENDAS!

A aplicação da neurociência no mundo das vendas tem revolucionado a forma como as empresas se conectam com seus clientes. Ao entender os mecanismos cerebrais que influenciam as decisões de compra, as empresas estão descobrindo novas maneiras de personalizar suas abordagens e criar experiências de compra mais envolvente. A neurociência, que estuda o cérebro e o sistema nervoso, revela que muitas decisões de compra são tomadas a nível inconsciente. Compreender o comportamento do consumidor é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Ao entender os mecanismos mentais que influenciam suas escolhas, podemos criar estratégias de vendas mais eficazes. Algumas das principais descobertas da neurociência aplicada às vendas incluem: ·         Conhecendo o Cliente: A neurociência destaca a necessidade de entender profundamente o perfil do cliente. Ao conhecer suas motivações e desejos, as empresas podem oferecer produtos e serviços que atendam às suas expectativas. ·         Gatilhos Mentais: Estudos mostram que certos gatilhos, como escassez e urgência, podem influenciar positivamente as decisões de compra. Utilizar esses gatilhos de forma ética pode aumentar o interesse e a confiança do cliente. ·         Experiência do Consumidor: A experiência de compra é crucial. Desde a disposição dos produtos até o atendimento ao cliente, tudo pode influenciar a percepção do cliente. Investir em uma experiência positiva pode resultar em maior satisfação e fidelização. ·         Métricas e Análises: Monitorar e analisar o comportamento do cliente é essencial para entender o que funciona e o que precisa ser melhorado nas estratégias de vendas. Ao incorporar os insights da neurociência em suas estratégias de vendas, as empresas têm a oportunidade de se conectar de maneira mais profunda com seus clientes e impulsionar seus resultados. Sites de Referência: https://vendamais.com.br/neurovendas-6-principios-da-neurociencia-que-ajudarao-voce-fechar-mais-negocios/ https://www.terra.com.br/noticias/neurociencia-auxilia-estrategias-de-marketing,18fdff9245853c0e6e8fc17243783f9du5en6te0.html https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/aplicando-neurociencia-e-neuromodulacao-em-campanhas-de-e-commerce https://exame.com/bussola/neurociencia-do-consumo-compreendendo-o-comportamento-do-seu-consumidor/ https://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/05/2023/neurociencia-pode-potencializar-as-vendas-diz-trainer

NEUROTECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: TRANSFORMANDO A FORMA DE APRENDER!

A Neurociência com a educação tem revelado novas possibilidades para aprimorar a aprendizagem. Com a ajuda da tecnologia, pesquisas têm sido realizadas para entender melhor o cérebro e otimizar os processos educacionais. Aqui está uma análise das descobertas, implicações e ferramentas tecnológicas: 1. NeuroEducação: A Ciência da Aprendizagem – Pesquisas em neurociência têm revelado insights valiosos sobre como o cérebro funciona e aprende. Estudos mostram que repetir o estudo com intervalos é mais eficaz do que estudar tudo de uma vez. Além disso, atividades como aprender música ou um segundo idioma têm impactos positivos no desenvolvimento cerebral. Essas descobertas têm o potencial de remodelar currículos e métodos de ensino. 2. Ferramentas Tecnológicas na Educação Várias ferramentas tecnológicas estão sendo implementadas nas escolas para melhorar o aprendizado: ·         Plataformas de Aprendizagem Adaptativa: Softwares que se adaptam ao ritmo e estilo de aprendizagem do aluno, oferecendo conteúdo personalizado. ·         Realidade Virtual e Aumentada: Usadas para criar experiências imersivas, permitindo que os alunos explorem ambientes e conceitos de maneira interativa. ·         Laboratórios de Robótica: Permitem que os alunos aprendam programação e mecânica de forma prática, incentivando o pensamento lógico e a resolução de problemas. ·         Aplicativos de Organização e Produtividade: Ferramentas como calendários, gerenciadores de tarefas e plataformas colaborativas ajudam os alunos a gerenciar seu tempo e trabalhos. 3. Monitoramento da Concentração com Tecnologia A China tem explorado a tecnologia para melhorar a concentração dos alunos. Faixas de cabeça equipadas com Inteligência Artificial são usadas para monitorar a concentração dos alunos. No Brasil, a SOMOS Educação utilizou o dispositivo “headband” em uma pesquisa similar, com os dados sendo compilados na plataforma BrainEdu. 4. Desafios e Precauções na Implementação da Tecnologia: A UNESCO alerta para os riscos associados ao uso da tecnologia na educação, como vazamentos de dados e desigualdades no acesso à educação digital. Conclusão: A combinação de pesquisa em neurociência e a implementação de ferramentas tecnológicas inovadoras prometem revolucionar a educação. No entanto, é essencial que essas inovações sejam adotadas de forma responsável, garantindo acesso igualitário e protegendo a privacidade e segurança dos alunos. Referência: https://www.ourkids.net/blog/brain-power-ways-neuroscience-will-change-education-21334 https://www.ecr.co.za/shows/carolofori/china-uses-ai-headbands-monitor-students-concentration/ https://news.un.org/en/story/2023/07/1139122

ERROS DE DIGITAÇÃO? NUNCA MAIS.

O que a Bíblia, o The New York Times e o seu livro favorito têm em comum?  Todos tiveram erros de digitação em alguma de suas edições. Até a Bíblia, o livro mais vendido de todos os tempos. Já aconteceu de uma edição do The New York Times ter sido publicada com um erro em sua própria capa, trocando a palavra “resposta” por “reposta”; e já aconteceu também da Bíblia ter sido impressa com uma falta de apóstrofe em “God sake”, que deveria ter sido “God’s sake”. Se ambas edições, revisadas dezenas de vezes, tiveram erros de digitação, imaginem só um livro publicado sem tanta pressão. Imaginem só os nossos próprios textos. No final das contas, errar é humano. Em 2014, a Wired, revista estadunidense sobre tecnologia, ciência e entretenimento, entre outros, publicou um artigo sobre os erros de digitação. Mais especificamente, sobre a nossa facilidade em encontrarmos erros nos textos dos outros mas muito mais dificuldade em encontrarmos erros em nossos próprios. E aqui houve uma descoberta interessante: existe um erro de digitação na própria descrição da Wired no Google, na qual falta um “c” em “respetiva influência”. E isso acontece, de acordo com o psicólogo Tom Stafford, porque o nosso cérebro se ocupa tentando passar uma mensagem, deixando passar alguns detalhes. Afinal, escrever uma mensagem significativa vai muito além de combinar palavras escritas corretamente. E isso as máquinas ainda não são capazes de fazer. É possível treinar uma máquina virtual para absorver o conteúdo de centenas de peças e escrever uma própria baseada no que ela aprendeu. Mas será que a mensagem dessa peça transmitiria tanta emoção quanto uma peça escrita por alguém que entende a nossa rede de signos e significados? Com certeza seria mais desafiador. Ao discutirmos sobre o que nunca poderíamos ensinar às máquinas, uma das conclusões do texto foi de que as inteligências artificiais podem servir como um grande apoio em nossas criações – especialmente quando falamos de verificação automática da ortografia. Talvez elas ainda não tenham alcançado um momento de transmitir suas próprias mensagens e significados, mas com certeza ganham de nós em sua precisão. Talvez troquemos letras ao escrever um manifesto ou uma carta aberta à uma figura polêmica, mas com certeza ainda somos capazes de evocar respostas. E se tivéssemos como melhorar? Podemos concordar que errar é o que nos torna humanos (e o que nos dá a oportunidade de melhorarmos), mas pode ser inconveniente. Especialmente quando saí na capa do The New York Times. E, para isso, o Facebook Labs já está estudando uma alternativa: wearables baseados no pulso que são capazes de captar os sinais elétricos-motores que enviamos às mãos. Elas sendo precisamente os instrumentos que mais utilizamos para interagir com o mundo, e também o nosso maior meio de digitar (e cometer erros de digitação). E seria possível converter esses sinais em comandos digitais, tornando possível interagir com o mundo com muito menos esforço físico. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo. O ambicioso projeto da digitação com a mente Para que um dispositivo que interagisse com o mundo por nós funcionasse, ele precisaria se adaptar ao nosso dia a dia, ser seguro, personalizável, intuitivo, conectado à Internet, e, acima de tudo, confortável. E os relógios de pulso já se provaram perfeitamente adaptáveis à nossa rotina estando localizados no pulso. Mas agora, um dispositivo que pudesse se adaptar à forma como interagimos com o mundo, e a forma como utilizamos as nossas mãos, isso sim é novidade. E o toque de tecnologia significa que ele pode ser de fato calibrado aos nossos hábitos, reduzindo significantemente a taxa de erros ao executarmos tarefas. E sim, reduzindo a taxa de erros de digitação que cometemos quando não nos adaptamos bem a alguns teclados. Esse dispositivo pode ser lançado ainda nos próximos anos, representando um impulso em nossa produtividade de forma pouco invasiva. Afinal, ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros te instiga? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro.

“CAN A ROBOT WRITE A SYMPHONY?”: O QUE NUNCA CONSEGUIREMOS ENSINAR ÀS MÁQUINAS

A famosa reflexão do filme “Eu, Robô”, de 2004, surgiu junto com muitas outras sobre os limites da tecnologia (ou falta deles). Filmes populares como “Star Wars”, “Eu, Robô” e “O Homem Bicentenário” trazem consigo questionamentos valiosos, como a possibilidade de convivência entre robôs e seres humanos de forma pacífica e provocações sobre a soberania das nossas criações sobre nós mesmos. No caso do filme, a citação traduzida é: “um robô consegue compor uma sinfonia? Um robô consegue pintar uma bela obra-prima?”. A resposta do robô talvez tenha sido o que tornou a interação tão memorável aos espectadores, rebatendo a pergunta com “você consegue?”. No caso do personagem interpretado por Will Smith, a criação de grandes obras de arte não estava incluída na lista de seus talentos. Talvez não esteja realmente na lista da grande maioria de nós. Ao criarmos tecnologias que disponham de aprendizagem de máquina ou inteligência artificial, estamos também replicando a nossa própria inteligência em um dispositivo. Em muitos dos casos, estamos criando máquinas que possam entender como raciocinamos e que possam reproduzir as tarefas que já não precisam mais de um ser humano para realizá-las. CRIAMOS MÁQUINAS QUE SEGUEM SEQUÊNCIAS LÓGICAS, MAS QUE DEPENDEM DE PROGRAMAÇÃO Desde que notamos essa limitação, treinamos a tecnologia para aprender com base em padrões e poder extrapolar essas informações com base em seus aprendizados. De forma simplificada, isso é o que chamamos de machine learning, que é a habilidade de predição das máquinas com base em uma amostra de dados. Ferramentas como o Google Tradutor ou o seu aplicativo de delivery favorito se utilizam do machine learning para se aprimorarem e oferecerem respostas cada vez mais apropriadas aos seus consumidores. Não de forma criativa, mas de forma lógica. Afinal, as ferramentas ainda estão aprendendo constantemente a processar novos dados e se adaptar a partir deles. Não é difícil inferir que, em poucos anos, o cruzamento de dados que é a base do machine learning possa proporcionar cruzamentos entre dados distantes e inusitados, o que é uma das definições mais populares de criatividade. SE AS MÁQUINAS SÃO CAPAZES DE APRENDER, E NÃO MERAMENTE REPRODUZIR, ELAS TAMBÉM SERIAM CAPAZES DE CRIAR Certamente as máquinas podem criar, e continuarão criando. Talvez encontrem jeitos novos e mais efetivos, e continuem aprendendo a estabelecer conexões complexas. Mas isso não é o suficiente para as considerarmos criativas. Douglas Hofstadter, acadêmico norte-americano, escreveu que “às vezes parece que cada novo passo em direção à IA [inteligência artificial], ao invés de produzir algo que todos concordam ser inteligência real, apenas revela o que a inteligência real não é”. O cerne da questão talvez não esteja na criatividade, e sim na inspiração em se criar algo que transmita uma mensagem íntima e pessoal. O melhor cenário, a curto prazo, é a possibilidade de utilizarmos os recursos de inteligência artificial e machine learning para aprimorar as nossas próprias criações. Nada nos impede de consultar recomendações de uma máquina para expandir os nossos horizontes criativos e criar melhor. Para o longo prazo, talvez tenhamos máquinas que pensem muito além do que foram programadas. E talvez elas tragam consigo mensagens próprias e pessoais. Será que, então, as consideraríamos criativas? O futuro das máquinas é promissor. Referência: https://www.neurotech.com.br/deep-learning-moda-ou-realidade/

POR QUE LEMBRAMOS MAIS DE TEXTOS IMPRESSOS?

LEITURA DIGITAL X IMPRESSA Com a consolidação do digital consolidação do digital em nossos cotidianos, nós passamos cada vez mais tempo olhando para telas. Não apenas trabalhando ou consumindo mídia, como também lendo em todas as plataformas. Se por um lado o digital torna possível a variação de conteúdos em um curto período de tempo – que é o caso das redes sociais –, por outro nós estamos nos acostumando cada vez mais a dedicar menos atenção aos conteúdos que consumimos. E qual seria o efeito disso em nossa retenção de longo prazo? Como indica o livro “How We Read Now: Strategic Choices for Print, Screen, and Audio” da Naomi S. Baron, o efeito é prejudicial – pelo menos pensando na quantidade de informações que retemos. POR QUE RETEMOS MENOS INFORMAÇÕES NO DIGITAL Tanto a leitura digital quanto a impressa cumprem propósitos diferentes em nosso cérebro – e ele não é tão bom em identificar os textos que gostaríamos de reter nos meios digitais. Assim, dedicando menos esforço mental por padrão e perdendo informações importantes no processo. E por que isso acontece? Majoritariamente, pela falta de informações adicionais. Afinal, ler não é só escanear uma superfície com os olhos. Nós lemos ao folhear as páginas, ao segurar um livro, ao sentir o peso do papel, ao tocar a textura das superfícies, entre muitas outras observações. Tudo isso colabora para o nosso cérebro realizar associações e reter as informações por mais tempo, e não temos essas associações ao lermos um PDF, por exemplo. Na verdade, alunos que estão mais familiarizados com o digital acreditam que vão pontuar mais nas provas após lerem materiais online, mas o oposto é verdadeiro. Os alunos pontuam melhor em provas tendo lido materiais impressos. O PODER DO ELEMENTO DA SURPRESA A leitura de textos importantes de forma impressa pode auxiliar na retenção das informações, mas isso não é tudo: a utilização de atividades imersivas também pode ser uma grande aliada. Afinal, a surpresa auxilia o nosso cérebro a sair do automático e a observar o mundo à nossa volta com mais atenção. Esse é o caso de músicas e vídeos, entre muitos outros formatos de mídia, mas também da utilização de cores para destacarmos as informações importantes em um texto. O que importa é sinalizar ao cérebro que aquilo não é rotineiro, e que devemos prestar atenção. Esse pensamento inspirou a criação de tecnologias incrivelmente úteis, como o Post-It ou o Marca Texto, e pode ajudar qualquer pessoa a lembrar de suas leituras com mais facilidade. Já repensou a compra daquele Kindle?

E SE MEMBROS BIÔNICOS TIVESSEM SENSIBILIDADE?

A sensibilidade da pele é tão familiar para nós que mal conseguimos imaginar uma realidade sem ela.  Nós sentimos o toque em tudo o que fazemos: quando digitamos, quando arrumamos o cabelo, quando lavamos o rosto, quando andamos, e todas as pequenas tarefas que realizamos no cotidiano. Mas o que acontece quando perdemos um membro, e, com ele, a sensibilidade? RECUPERAÇÃO DA MOBILIDADE Apenas no Brasil, mais de 470 mil pessoas tiveram membros amputados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante de um mundo projetado para pessoas com todos os quatro membros, algumas tarefas que antes poderiam ser simples tornam-se muito mais difíceis, como o controle de carrinhos de compras ou o ato de descascar uma banana. Para essas pessoas, os membros biônicos representam mais do que a recuperação de sua mobilidade – representam a sua independência. E as possibilidades biônicas estão cada vez maiores. Ainda existe muito espaço para melhora, se nos basearmos no relato de Britt H. Young para a revista Input, mas estamos diante de uma das maiores evoluções dessa área de estudo. A SENSIBILIDADE BIÔNICA Até o momento, os membros biônicos são especialmente úteis em tarefas que exigem esforços simples, como segurar algo. Existem membros mais avançados com diversos movimentos pré-definidos, mas a busca pelo movimento correto pode adicionar complexidade à sua utilização. Então, uma das saídas encontradas pelos pesquisadores da universidade de Pittsburgh foi a melhora dessa experiência através de uma interface entre cérebro e computador (BCI), permitindo que o usuário pudesse controlar o membro biônico com o seu cérebro e abrindo as portas para uma nova modalidade de inovação: a sensibilidade biônica. Com essa nova possibilidade, o usuário não precisa, necessariamente, observar o movimento para realizá-lo. Os sinais elétricos que são enviados ao seu cérebro são processados como a sensação de toque, impactando a execução de suas tarefas. Neste estudo, uma tarefa que teria levado 7,9 segundos levou apenas 3,4 segundos, permitindo um movimento muito mais fluido. Dessa forma, a sensação de toque pode melhorar significativamente a forma como membros biônicos funcionam atualmente. Essa tecnologia ainda está restrita aos laboratórios, mas pode pavimentar o caminho para grandes avanços nos próximos anos – especialmente com a popularização das BCIs sem fio.

5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

Em um universo de tantas possibilidades e invenções tecnológicas, algumas se destacam pelo seu potencial de mudar o mundo. Algumas, em particular, são as chamadas tecnologias exponenciais, que permeiam o desenvolvimento de outras tecnologias, e que se multiplicam em direção ao infinito. São tecnologias fascinantes, que estão presentes em grandes projetos para os próximos anos, e frequentemente compartilham do mesmo ambiente de inovação digital. Estão entre elas: a inteligência artificial, a realidade virtual, as realidades aumentada e diminuída, a computação, a ciência de dados, a biotecnologia, e a neurotecnologia. O QUE MUDOU? A velocidade de inovação que temos hoje é sem precedentes, e muito se atribui à Era Digital, que possibilitou a criação de tecnologias poderosas em grande escala. Antes, as invenções tecnológicas existiam, mas de forma majoritariamente linear. Afinal, ainda precisaria de muito para que uma tecnologia impulsionasse a outra: elas ainda eram muito distantes entre si. O que diferenciou as tecnologias, de fato, foi a possibilidade de geração de valor real de forma rápida e escalável, que antes ainda não era possível sem uma infraestrutura e sem outras tecnologias como base. Afinal, seria impossível criar uma rede de computação hoje se não tivessem descoberto a eletricidade, né? E O QUE ESTÁ POR VIR? Duas das principais promessas da neurotecnologia giram em torno de duas categorias: as interfaces entre cérebro e computador (BCIs) e as interfaces entre ser humano e computador (HCIs). Ambas são capazes de interpretar comandos cerebrais, mas através de interações diferentes com o nosso corpo. Por exemplo: uma BCI depende de contato com atividade cerebral para funcionar, mas uma HCI pode colher os frutos da atividade cerebral em diversos outros pontos do corpo, desde que também recebam impulsos. Outra aposta gira em torno da Inteligência Artificial, podendo levar à sistemas de inteligência neuromórfica, como em chatbots; ou também impulsionando a nossa própria performance, como em nossa educação ou em nossas criações artísticas. 5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO 1. Interfaces entre cérebro e computador sem fio Tecnologias que conectam o cérebro humano a um computador já existem há alguns anos, mas muitas ainda são dependentes de fios, e, consequentemente, restritas a laboratórios especializados. Novas formas de BCIs sem fio estão sendo testadas, mas muitas ainda não dispunham da mesma capacidade das BCIs com fios. A boa notícia é que o primeiro teste de uma BCI sem fio e de capacidade equivalente acabou de acontecer, dia 12 de abril. Com ela, seria possível estender os testes por períodos maiores de tempo, em contextos mais complexos, e também para novas utilidades. Por assim dizer, a possibilidade de movermos objetos com a mente em nossas casas está próxima. 2. Wearables baseados no pulso O novo projeto do Facebook Labs é fascinante: um wearable, dispositivo inteligente que podemos vestir, desenvolvido especificamente para o nosso pulso. Parecido com os relógios de pulso que já estamos acostumados, o intuito do projeto é ser adaptável e personalizado para a nossa rotina, intuitivo, sempre disponível, de fácil usabilidade e confortável. Ou seja, não muito diferente de um smart watch, ou relógio inteligente. A engenhosidade é que o dispositivo poderia facilmente encaixar em nossa rotina, enquanto seus sensores são capazes de traduzir os nossos sinais elétricos-motores em comandos digitais. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo. Você gostaria de ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro. 3. A biometria do futuro Conforme sugerido por uma análise da Gartner, em 2024, as tecnologias biométricas poderão se tornar o padrão para identidade digital, acabando com as senhas. A biometria já é padrão em alguns bancos brasileiros atualmente, mas estamos falando de dar um passo a mais: realmente substituirmos as análises de código genético pela biometria. Assim, poderíamos utilizá-la para checarmos as nossas predisposições de saúde, ou então resolver crimes que antes seriam resolvidos por código genético, por exemplo. A visão pode ser encontrada no documentário “The hidden clues that reveal who you are” da BBC, falando principalmente dos rastros que deixamos, e de como podemos ser identificados por eles. 4. Aprendizagem por reforço nas Inteligências Artificiais Comumente, os robôs são treinados a partir de aprendizagem de máquina, pautada em bancos de dados, semelhanças e probabilidades de acerto. Ou seja, são dadas uma amostra de dados para aprenderem e serem capazes de reproduzir. Posteriormente, a técnica de deep learning foi implementada em algumas das máquinas para que fossem capazes de extrapolar seus bancos de dados, mas ainda dentro daquele recorte laboratorial. Agora, falamos de uma terceira técnica: o aprendizado por reforço, na qual o algoritmo é treinado tanto de forma laboratorial quanto em ambientes reais, ampliando a sua adaptabilidade e seu repertório. Neste caso, o feedback é constante, e a máquina reproduz as mesmas tarefas milhões de vezes para obter o máximo de resultados possíveis, sendo capaz de desenvolver mais estratégias do que uma IA comum. Essa é a maior aposta para o futuro da Inteligência Artificial nos próximos anos, e talvez seja mais um passo em direção à máquinas que superam a nossa própria inteligência. Ainda bem que já estamos acostumados a perder para robôs em jogos. 5. Headsets com IA para melhor performance Headsets já são conhecidos, especialmente dentro da indústria do entretenimento. indústria do entretenimento. Até o momento, eles são capazes de ampliar os nossos sentidos e a nossa performance, podendo realizar funções sem que um músculo seja mexido. Foi o caso das corridas de drones controlados pela mente. Mas e se eles pudessem reduzir os nossos sentidos, também? Alguns headsets e fones de ouvido já estão sendo desenvolvidos visando redução dos estímulos externos para maior performance, mas um merece destaque: a Autistic da Autismo Tech. Em 2020, o projeto foi desenvolvido em um hackathon visando a neutralização de sons que ativem hipersensibilidade em alguns autistas. Trata-se de um fone de condução óssea sem fio com inteligência artificial, que é capaz de identificar e neutralizar os sons que incomodam cada usuário. Um grande passo para a sua qualidade de vida, né?

A INVENÇÃO DA RODA E O IMPACTO DE NOVAS TECNOLOGIAS

A analogia da invenção da roda é maravilhosa, porque conta a maior verdade sobre qualquer tecnologia: o que realmente importa é o que foi possibilitado por ela. O que muda o mundo não são tecnologias. São possibilidades. Porém, são as tecnologias que abrem esse universo de possibilidades. Então, criamos empresas, dedicamos anos de estudos e desenvolvemos a próxima invenção que mudará o mundo.  Mas, como sabemos, nem todas são bem sucedidas. E não por falta de relevância.  Para Tron Arne Undheim, futurista, ex-diretor do MIT Startup Exchange e autor de “Future Tech: How to Capture Value from Disruptive Industry Trends”, uma inovação que permita novas possibilidades não é tudo.  Em seu livro, o autor afirma que “A verdadeira mudança só é possível com a colaboração de ciência e tecnologia, política e regulamentação, novos modelos de negócios ou compartilhamento de economia e dinâmica social”. O que, em outras palavras, diz que a busca incessante por disrupção não levará a uma verdadeira mudança se quatro forças não trabalharem juntas, sendo elas: ciência, tecnologia, política e regulamentação. A FÓRMULA DA DISRUPÇÃO Para muitas pessoas, existe uma fórmula para a disrupção. Essa é a ideia por trás do livro “O ponto da virada” de Malcolm Gladwell e do artigo “Padrões de ruptura: Antecipando estratégias disruptivas em um mundo de unicórnios, cisnes negros e exponenciais” da Deloitte, entre muitos outros. Para Undheim, essa fórmula também existe. Qualquer pessoa que entenda a fundo as suas quatro forças seria capaz de prever as disrupções do futuro. Isso também significa que a tecnologia é só uma parte do todo. Segundo ele, “O objetivo é ir além de simplesmente considerar uma única força – a tecnologia”. Adicionalmente, “estou profundamente empenhado em compreender o futuro, mas para fazer isso bem, é necessário ter uma estrutura em vigor.”. E a sua estrutura considera um cenário macro: um cenário que também entenda o impacto da ciência, política e regulamentação nas disrupções. Talvez seja por isso que tecnologias relevantes não cheguem a mudar o mundo. MELHORIAS INCREMENTAIS Se buscamos um grande salto, não podemos nos contentar com pulos tímidos. E, para o Undheim, a magnitude do impacto é o que mais importa. Naturalmente, ela precisa de mais estrutura. Melhorias incrementais não causam a disrupção que o mundo dos negócios busca nos últimos anos, mas nos ensinam a fazer diferente. Sabemos que a tecnologia é só o começo. Diante de tecnologias exponenciais, as ondas de inovação acontecem cada vez mais rápido. Com um pouco mais de impacto nas forças definidas por Undheim, podemos estar diante da próxima grande disrupção. Então, com quatro forças, é possível revolucionar uma indústria. E ninguém precisou inventar a roda de novo.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS DADOS

Dados nada mais são do que informações acionáveis sobre um recorte da realidade.  Diferentemente de uma informação, com eles podemos chegar ao conhecimento de algo, compreendendo mais a fundo o contexto do qual ele foi extraído e podendo tomar decisões mais embasadas na realidade. O seu potencial é impressionante, e as empresas de todo o mundo já estão se movimentando para coletá-los e acioná-los o mais rápido possível. Afinal, dados podem se tornar uma vantagem competitiva quando tempo é dinheiro – e ganha quem for mais eficaz em sua estratégia. Tendo isso dito, dados são apenas isso: um recorte de um contexto. Não à toa, o insight que obtemos através dos dados muitas vezes é traduzido para “percepção”, retomando a ideia de uma parte de um todo. DADOS COM PROPÓSITO CLARO De acordo com a IDC, teremos produzido 175 zettabytes de dados até 2025, o que corresponde a 175.000.000.000.000.000.000.000.000 bytes. Pensando que em 1956 a IBM lançou um supercomputador para a época, com um disco rígido de 5MB e que pesava mais de uma tonelada, o número é até assustador. Mas quantos desses dados será que foram coletados para um propósito? E quantos deles será que serão atribuídos um propósito já depois de terem sido coletados? Nesse sentido, dados que são coletados sem um propósito claro podem acabar respondendo às perguntas erradas. Ou, sob outra perspectiva, não respondendo às perguntas certas. Afinal, se o dado representa uma parte de um todo, o que sobra ao o retirarmos desse contexto? De um lado teríamos empresas que desperdiçaram recursos ao resolver o problema errado, e de outro teríamos pessoas cujos dados saíram de contexto. Como podemos evitar esse cenário? O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS DADOS Se tudo o que fazemos na internet gera dados, podemos pensar que dados são gerados por comportamentos, e, portanto, por pessoas. E elas devem ter controle sobre os seus dados. Na Neurotecnologia, isso não é diferente. Quando falamos sobre dados mais pessoais, como neurodados, o cuidado para não tirá-los de contexto deve ser redobrado. Apesar do seu potencial de nos ajudar a compreender melhor a mente humana, dados como esses são sensíveis e precisam ser tratados com segurança a partir do passo 0. Como qualquer outro dado, eles são apenas uma parte de um todo. Devem ser coletados com um propósito, e esse propósito deve ser respeitado durante todo o processo. Senão, estaríamos correndo o risco de responder às perguntas erradas. Pior, estaríamos tirando o controle das pessoas sobre os seus dados. DADOS PARA A NEUROÉTICA A Neuroética defende a devolução desse controle às pessoas, permitindo que elas possam participar de forma segura de algo muito maior: a compreensão e a expansão da mente humana. Isso não pode acontecer sem responsabilidade e segurança. Então, o primeiro passo deve ser a compreensão de que por trás dos dados estão as pessoas, seguido pela definição de propósito para a sua coleta. Afinal, dados que respondem às perguntas erradas não são inovadores. Pessoas são.

Mais Comentados

NEUROTECNOLOGIA AVANÇA; CIENTISTAS PEDEM PROTEÇÃO À PRIVACIDADE MENTAL

A neurotecnologia está revolucionando a forma como entendemos e influenciamos a atividade cerebral. Do desenvolvimento de headsets sofisticados para gerenciar o TDAH e chips implantados para aliviar a dor e restaurar movimentos, estamos testemunhando avanços incríveis que prometem mudar a vida das pessoas. Aplicações Militares: Desde o financiamento inicial da pesquisa em neurotecnologia pela DARPA, a tecnologia tem sido aplicada em áreas como segurança, diagnósticos de campo, saúde e até mesmo em pilotos de aeronaves avançadas.Produtividade do Consumidor: A neurotecnologia não se limita a aplicações militares. Estamos vendo o surgimento de dispositivos como adesivos Bluetooth para prever convulsões e jogos controlados pela mente para avaliar demência.Fronteira da Neurotecnologia: Com uma combinação de hardware e software avançados, aliadas à inteligência artificial, estamos desbravando novos horizontes na compreensão e influência da atividade cerebral. A neurotecnologia está se movendo rapidamente, impulsionada por investimentos públicos e privados.A neurotecnologia é um campo complexo e em constante evolução, com aplicações e tecnologias específicas que vão muito além do que foi abordado neste artigo. Estamos apenas arranhando a superfície do potencial transformador da neurotecnologia e mal podemos esperar para ver o que o futuro nos reserva.

NEURÔNIOS DANÇANTES: OS SEGREDOS DO MOVIMENTO

Os peixes-zebra, graças aos seus corpos transparentes, estão proporcionando aos neurocientistas uma visão única sobre o movimento controlado pelo cérebro. Pesquisadores do Centro Champalimaud focaram no cérebro do peixe-zebra para decifrar a coreografia neural do movimento. Através de uma abordagem inovadora, identificaram dois circuitos principais no cerebelo: um para rotação dos olhos e outro para estabilização do corpo. Pontos Principais: Esta pesquisa não apenas aprofunda nossa compreensão do controle cerebral do movimento, mas também apresenta um método que pode ser útil para outros pesquisadores no campo da Neurotecnologia. A razão pela qual este método é tão valioso para outros pesquisadores no campo da Neurotecnologia é que ele oferece uma abordagem simplificada e eficaz para analisar a atividade neural. Em um campo onde os dados podem ser vastos e complexos, ter ferramentas que destilam informações essenciais é crucial. Além disso, ao entender melhor como o cérebro controla o movimento, os pesquisadores podem desenvolver tecnologias mais avançadas e precisas, desde próteses neurais até interfaces cérebro-computador, que podem revolucionar tratamentos e soluções para distúrbios neurológicos. Referência: Neuroscience News Site: https://neurosciencenews.com/movement-neurons-23904/

5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

Em um universo de tantas possibilidades e invenções tecnológicas, algumas se destacam pelo seu potencial de mudar o mundo. Algumas, em particular, são as chamadas tecnologias exponenciais, que permeiam o desenvolvimento de outras tecnologias, e que se multiplicam em direção ao infinito. São tecnologias fascinantes, que estão presentes em grandes projetos para os próximos anos, e frequentemente compartilham do mesmo ambiente de inovação digital. Estão entre elas: a inteligência artificial, a realidade virtual, as realidades aumentada e diminuída, a computação, a ciência de dados, a biotecnologia, e a neurotecnologia. O QUE MUDOU? A velocidade de inovação que temos hoje é sem precedentes, e muito se atribui à Era Digital, que possibilitou a criação de tecnologias poderosas em grande escala. Antes, as invenções tecnológicas existiam, mas de forma majoritariamente linear. Afinal, ainda precisaria de muito para que uma tecnologia impulsionasse a outra: elas ainda eram muito distantes entre si. O que diferenciou as tecnologias, de fato, foi a possibilidade de geração de valor real de forma rápida e escalável, que antes ainda não era possível sem uma infraestrutura e sem outras tecnologias como base. Afinal, seria impossível criar uma rede de computação hoje se não tivessem descoberto a eletricidade, né? E O QUE ESTÁ POR VIR? Duas das principais promessas da neurotecnologia giram em torno de duas categorias: as interfaces entre cérebro e computador (BCIs) e as interfaces entre ser humano e computador (HCIs). Ambas são capazes de interpretar comandos cerebrais, mas através de interações diferentes com o nosso corpo. Por exemplo: uma BCI depende de contato com atividade cerebral para funcionar, mas uma HCI pode colher os frutos da atividade cerebral em diversos outros pontos do corpo, desde que também recebam impulsos. Outra aposta gira em torno da Inteligência Artificial, podendo levar à sistemas de inteligência neuromórfica, como em chatbots; ou também impulsionando a nossa própria performance, como em nossa educação ou em nossas criações artísticas. 5 TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO 1. Interfaces entre cérebro e computador sem fio Tecnologias que conectam o cérebro humano a um computador já existem há alguns anos, mas muitas ainda são dependentes de fios, e, consequentemente, restritas a laboratórios especializados. Novas formas de BCIs sem fio estão sendo testadas, mas muitas ainda não dispunham da mesma capacidade das BCIs com fios. A boa notícia é que o primeiro teste de uma BCI sem fio e de capacidade equivalente acabou de acontecer, dia 12 de abril. Com ela, seria possível estender os testes por períodos maiores de tempo, em contextos mais complexos, e também para novas utilidades. Por assim dizer, a possibilidade de movermos objetos com a mente em nossas casas está próxima. 2. Wearables baseados no pulso O novo projeto do Facebook Labs é fascinante: um wearable, dispositivo inteligente que podemos vestir, desenvolvido especificamente para o nosso pulso. Parecido com os relógios de pulso que já estamos acostumados, o intuito do projeto é ser adaptável e personalizado para a nossa rotina, intuitivo, sempre disponível, de fácil usabilidade e confortável. Ou seja, não muito diferente de um smart watch, ou relógio inteligente. A engenhosidade é que o dispositivo poderia facilmente encaixar em nossa rotina, enquanto seus sensores são capazes de traduzir os nossos sinais elétricos-motores em comandos digitais. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo. Você gostaria de ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro. 3. A biometria do futuro Conforme sugerido por uma análise da Gartner, em 2024, as tecnologias biométricas poderão se tornar o padrão para identidade digital, acabando com as senhas. A biometria já é padrão em alguns bancos brasileiros atualmente, mas estamos falando de dar um passo a mais: realmente substituirmos as análises de código genético pela biometria. Assim, poderíamos utilizá-la para checarmos as nossas predisposições de saúde, ou então resolver crimes que antes seriam resolvidos por código genético, por exemplo. A visão pode ser encontrada no documentário “The hidden clues that reveal who you are” da BBC, falando principalmente dos rastros que deixamos, e de como podemos ser identificados por eles. 4. Aprendizagem por reforço nas Inteligências Artificiais Comumente, os robôs são treinados a partir de aprendizagem de máquina, pautada em bancos de dados, semelhanças e probabilidades de acerto. Ou seja, são dadas uma amostra de dados para aprenderem e serem capazes de reproduzir. Posteriormente, a técnica de deep learning foi implementada em algumas das máquinas para que fossem capazes de extrapolar seus bancos de dados, mas ainda dentro daquele recorte laboratorial. Agora, falamos de uma terceira técnica: o aprendizado por reforço, na qual o algoritmo é treinado tanto de forma laboratorial quanto em ambientes reais, ampliando a sua adaptabilidade e seu repertório. Neste caso, o feedback é constante, e a máquina reproduz as mesmas tarefas milhões de vezes para obter o máximo de resultados possíveis, sendo capaz de desenvolver mais estratégias do que uma IA comum. Essa é a maior aposta para o futuro da Inteligência Artificial nos próximos anos, e talvez seja mais um passo em direção à máquinas que superam a nossa própria inteligência. Ainda bem que já estamos acostumados a perder para robôs em jogos. 5. Headsets com IA para melhor performance Headsets já são conhecidos, especialmente dentro da indústria do entretenimento. indústria do entretenimento. Até o momento, eles são capazes de ampliar os nossos sentidos e a nossa performance, podendo realizar funções sem que um músculo seja mexido. Foi o caso das corridas de drones controlados pela mente. Mas e se eles pudessem reduzir os nossos sentidos, também? Alguns headsets e fones de ouvido já estão sendo desenvolvidos visando redução dos estímulos externos para maior performance, mas um merece destaque: a Autistic da Autismo Tech. Em 2020, o projeto foi desenvolvido em um hackathon visando a neutralização de sons que ativem hipersensibilidade em alguns autistas. Trata-se de um fone de condução óssea sem fio com inteligência artificial, que é capaz de identificar e neutralizar os sons que incomodam cada usuário. Um grande passo para a sua qualidade de vida, né?

A TECNOLOGIA QUE IMITA A VIDA

Temos muito para falar sobre inteligências artificiais, robôs neuromórficos e tecnologias ciborgues. Se algumas tecnologias são exponenciais, com certeza as tecnologias digitais estão entre elas. E, com isso, o número de projetos e pesquisas que envolvem o cérebro humano estão em alta.  Nunca estivemos tão perto de desvendar o nosso cérebro – o que vem com muita expectativa sobre como podemos melhorá-lo. Essas são as maiores possibilidades para a Neurotecnologia dos próximos anos. Já abordamos chatbots que se assemelham à inteligência humana, tecnologias que potencializam o funcionamento cerebral, e até mesmo robôs cirurgiões.  Mas nenhuma delas foi desenvolvida para outros animais. São centradas em seres humanos. E se… E se tivéssemos uma tecnologia que não apenas ajudasse seres humanos, mas também outros animais? E se ela pudesse ajudá-los caso perdessem um membro? E se ela pudesse nos ajudar a entendê-los melhor? Estamos falando da biônica, área de estudo que combina engenharia, biologia e robótica. Ela é particularmente responsável pelos membros artificiais que podemos utilizar na falta de um, mas tem muitas outras aplicações. Um ótimo exemplo de mercado em expansão. Em números: Seu valor foi avaliado em US$28,5 bilhões em 2020, com a previsão de que alcance US$ 58,9 bilhões nos cinco anos seguintes. Ou seja, um aumento de 106%. Uma nova vida Se um ser humano tem acesso a próteses e órgãos impressos em 3D caso precise, por que não dar o mesmo tratamento a outros animais? Foi seguindo essa linha de pensamento que diversos pesquisadores se propuseram a ajudar animais resgatados. No Brasil temos até um grupo que se dedica especialmente a isso: os Animal Avengers, ou Vingadores dos Animais. E não precisa de muito: basta uma impressora 3D e conhecimento de como modelar seus protótipos. Se, por exemplo, você tiver um pet em casa que tenha sofrido um acidente, como uma tartaruga que tenha perdido o casco, você mesmo é capaz de lhe oferecer uma nova vida. Outras aplicações Você já viu fotógrafos profissionais que tiram fotos de animais selvagens? Seria uma tarefa muito mais difícil se eles não se misturassem ao ambiente. A maioria dos animais selvagens nunca tiveram contato com seres humanos, e, se sentissem ameaçados, poderiam se esconder ou atacar os fotógrafos. Mas e se não estivéssemos mais falando de um ser humano, e sim de um animal unicamente responsável por monitorar e fotografar aquele espaço? Essa foi a ideia por trás da Festo, responsável por uma rede de pesquisa exclusiva sobre a natureza. Através da chamada Bionic Learning Network, ela se dedica a criar animais biônicos que se assemelham a outros animais, e busca entender mais a fundo princípios da natureza para obter novos insights sobre tecnologia e aplicações industriais. Apesar de pioneira na aplicação dos estudos dos animais para fins industriais, a criação de animais biônicos não é novidade. Aqui você pode assistir 10 animais biônicos que já existem – o canguru e a libélula sendo da própria Festo. Uma ótima solução para o monitoramento de animais em risco, e uma nova definição para tecnologias que imitam a vida. Seriam pássaros biónicos o futuro dos drones?