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FATO OU FAKE: A REVOLUÇÃO DO 5G PODE AFETAR A NOSSA PERCEPÇÃO DA REALIDADE

Fato – mas para o nosso próprio entretenimento. Você provavelmente já ouviu falar em Realidade Virtual ou Realidade Aumentada. Os temas estão sendo mais difundidos nos últimos anos, tornando-se cada vez mais comuns e acessíveis para o público. Até mesmo a Realidade Diminuída se fez presente, aumentando as possibilidades de realidades virtuais. Essas três tecnologias funcionam de forma parecida: alteram a nossa percepção da realidade de alguma forma. O que significa que, por algumas horas, é possível se inserir em um cenário virtual, experimentar as sensações, observar os cenários, e só depois retornar à realidade.  Entre as possibilidades, a experiência imersiva em uma montanha russa é uma das mais populares. A qual, junto com uma cadeira e talvez um ventilador, pode representar uma aventura segura e divertida para quem tem medo de altura, por exemplo. Nesse sentido, as tecnologias de Realidade Virtual vêm sendo utilizadas especialmente na indústria do entretenimento, por seu potencial gigantesco de imersão.  Mas o que a revolução do 5G tem a ver com tudo isso? ENCONTRO DO 5G COM A REALIDADE VIRTUAL Quando se trata do ambiente digital, uma rápida transmissão de dados impacta diretamente a experiência do usuário. A frustração por uma conexão de internet lenta ou por um videogame que não processa rápido o suficiente ambos têm algo em comum: representam experiências digitais ruins. E é aqui que a conectividade 5G chegou para brilhar. Através de uma latência mais baixa e altas taxas de transferência de dados, a tecnologia 5G abre um novo universo de possibilidades para a realidade virtual. Inclusive, podemos estar diante da próxima onda de inovação e produtividade. Tudo isso porque, quando casado com ferramentas poderosas, como a computação em nuvem e a inteligência artificial, o poder da conectividade 5G é exponencial. Junto com grandes capacidades analíticas, escalabilidade e agilidade, essa conexão entre as tecnologias possibilita um novo universo de inovação, no qual a transmissão de dados acontece quase instantaneamente. E, claro, nos ajuda a reimaginar a indústria de entretenimento. APLICAÇÕES DA REALIDADE VIRTUAL SOMADA AO 5G Todos os setores da nossa sociedade podem se beneficiar do cruzamento da Realidade Virtual com a conectividade 5G de alguma forma. Por exemplo, para a indústria da saúde, podemos pensar na visualização de exames 2D em 3D em tempo real, permitindo diagnósticos mais precisos e completos. Para o mercado imobiliário, a aplicação de Realidade Virtual pode permitir visitas de apartamentos completamente digitais sem abrir mão da qualidade. Para o mercado artístico, a tecnologia pode permitir que museus deem seus primeiros passos oferecendo a visualização dos quadros em 3D, tornando as visitas inesquecíveis. Os exemplos são inúmeros. Existem aplicações até mesmo para o trabalho remoto, considerando reuniões online mais imersivas ou mais realistas. Considerando tudo isso, a conectividade 5G pode nos ajudar a reinventar a nossa percepção da realidade, redefinindo o que é possível. Preparem seus óculos de Realidade Virtual – e uma pipoca para acompanhar.

FATO OU FAKE #2: TEMOS NEURÔNIOS NO CORPO TODO

Fato! Os neurônios são as células responsáveis por transmitir os nossos impulsos nervosos. Eles são particularmente associados ao cérebro, já que são as células que nos permitem assimilar informações e ter um raciocínio lógico, mas podem ser encontradas por todo o nosso sistema nervoso. Da cabeça aos pés. Temos os neurônios sensoriais, que são os que recebem as informações externas à nós e as levam ao cérebro; e temos os neurônios motores, que são os que levam comandos do nosso cérebro aos nossos membros. E surpresa: ambas correspondem a cerca de 10% do tecido nervoso. A IMPORTÂNCIA DAS REDES DE NEURÔNIOS Para que a informação seja transmitida, um neurônio depende de outro. Certo? Um que transmita e um que receba a informação (e todos são capazes de cumprir ambos papéis). Em grande escala, estamos falando de redes de neurônios, que garante que mais de uma mensagem seja transmitida simultaneamente. Aqui temos uma reflexão importante: o fato de termos redes de neurônios significa que o mesmo neurônio está em contato com inúmeros outros, e que existem diversos caminhos para que a mesma função seja realizada. É por isso que não sentimos diferença quando um neurônio morre – o que acontece a todo momento – e também somos capazes de compensar danos cerebrais utilizando outras partes do cérebro. Afinal, as células cerebrais não são capazes de se reproduzir ou se regenerar depois do nosso nascimento. Estamos apenas compensando células mortas através das existentes. FORMAS DE COMPENSARMOS DANOS CELULARES Duas tecnologias estão sendo aprimoradas: neurônios produzidos em laboratório, desenvolvidos pela paulista Margaret Magdesian no Instituto de Neurociências de Montreal; e a tecnologia de mesh electronics, ou malha eletrônica, que é uma rede de eletrodos que simulam a estrutura celular de neurônios. Sobre as suas aplicações, os neurônios produzidos em laboratório cumprem uma função importante na indústria cosmética: possibilitam a sensibilidade em peles artificiais e atuam como alternativa aos testes cosméticos em animais. E, sobre a mesh electronics, são redes de eletrodos capazes de serem aplicadas em tecidos humanos para estudos e, futuramente, para recuperarem ou impulsionarem as capacidades cerebrais. Já que as células cerebrais não são capazes de se regenerar, temos uma outra solução: a substituição de tecidos orgânicos pelos laboratoriais. Mas só quando for seguro. EXPECTATIVAS PARA AS NOVAS TECNOLOGIAS Uma das expectativas é que os tecidos possam ajudar na produção de próteses (como de órgãos ou tecidos), e possam ajudar na restauração de sentidos de forma menos invasiva do que uma cirurgia. Podemos pensar, até mesmo, em próteses de retina, que ainda não eram uma realidade até o desenvolvimento de tecidos laboratoriais. Até onde você iria para recuperar uma habilidade? Você aceitaria passar por uma cirurgia arriscada e invasiva? Se sim, temos ótimas notícias para o futuro.

FATO OU FAKE #1: AS MÁQUINAS PODERÃO ENTRAR NA NOSSA MENTE?

Fake! Quando falamos de aproximar tecnologias ao nosso cérebro, que é o cerne da Neurotecnologia, a maior preocupação das pessoas é com a sua privacidade. Afinal, desfrutamos de pouca privacidade na Era de Big Data, e a nossa mente ainda é o nosso espaço mais restrito. Entretanto, com a popularização de dispositivos que leem as atividades cerebrais, surge também a popularização dos boatos de que os robôs poderão ler a nossa mente. Não apenas ler, como também manipular os nossos pensamentos e tirar a nossa autonomia. E então, naturalmente, sentimos medo e desconfiança. AINDA BEM QUE A AGENDA DA NEUROTECNOLOGIA NÃO É HACKEAR O NOSSO CÉREBRO Estamos falando de tecnologias que interagem com o nosso centro de decisões com diversos intuitos. Elas são capazes de capturar as nossas atividades, visualizá-las e/ou compreendê-las, mas nunca hackeá-las. Servem estritamente para solucionar os mistérios da mente humana. Como forma de regulamentação, a proposta de Neurodireitos foi um grande passo para o controle do uso dessas tecnologias. Em especial, um dos direitos propostos pelo Morningside Group se destaca nesse assunto abaixo. O DIREITO AO LIVRE-ARBÍTRIO As responsabilidades pessoal, moral e civil são tanto um direito quanto um dever. Nós agimos conforme julgamos adequado em uma sociedade e somos responsabilizados pelas nossas ações. Em um mundo em que robôs tomam decisões por nós, não poderíamos consentir. Por isso a Neuroética é tão importante nessa discussão. Entre os outros direitos propostos, temos também o direito à privacidade mental, que implica no compromisso de utilizar os dados para o propósito que eles foram coletados. Seu uso deve ser responsável e jamais pode ser violado, pois temos o direito de consentir apenas a usos específicos para as nossas informações – o que vale para diversas outras tecnologias atuais. O GRANDE PODER DOS NEURODADOS VEM COM GRANDE RESPONSABILIDADE Como forma de tornar esse compromisso mais familiar ao público, Chris Crawford, cofundador da Brain-Drone Racing League, declarou: “Nosso maior desafio é ajudar as pessoas a entender o que ela [uma headband desenvolvida pela empresa] pode e não pode fazer. Esta headband não está lendo sua mente ou invadindo sua privacidade, não está enviando sinais para seu cérebro e manipulando seus pensamentos. Ele pode fazer muitas coisas legais, mas não pode fazer isso”. OS DISPOSITIVOS SÃO CONSTRUÍDOS COM PROPÓSITOS ESPECÍFICOS TAMBÉM Um ponto reconfortante sobre as neurotecnologias é que os dispositivos, especialmente headbands e headsets, não são capazes de fazer de tudo. Eles são construídos com propósitos claros e podem realizar apenas algumas funções. Ao comprarmos ou utilizarmos um dispositivo que analisa as nossas ondas cerebrais, ele não seria inerentemente capaz de influenciar o nosso pensamento: ele apenas o analisa. E deve existir um compromisso aos fabricantes de dispositivos de especificar exatamente o que o produto é capaz – ou não – de fazer. Temos muito interesse em compreender melhor a mente humana, mas invadir a privacidade dos indivíduos seria um preço muito caro a se pagar. A ética e a responsabilidade são essenciais nas pesquisas. Cada descoberta deve ser realizada a partir de dados consentidos, de propósitos claros e de compromisso com as informações. É o que esperamos para as inovações do futuro.

FATO OU FAKE #4: ROBÔS PODERÃO SENTIR CHEIROS?

Fato! A tecnologia de cheiros digitais começou a ser explorada na década de 1950, tendo sido aprimorada até finalmente se tornar uma realidade.  Hoje, cheiros digitais são capazes de proporcionar experiências mais imersivas no entretenimento, como através dessa plataforma que pode ser adicionada a headsets de realidade virtual. Ao cruzarmos essa tecnologia com inteligência artificial, somos capazes de obter resultados ainda mais impressionantes em nossos robôs, permitindo que eles consigam identificar cheiros, sintetizá-los artificialmente e nos alertar em emergências, entre muitas outras aplicações. COMO REPLICAR O OLFATO HUMANO Se você gosta do cheiro de carro novo, livros, ou comida recém-preparada, as possibilidades dessa tecnologia podem ser ainda mais emocionantes para você. Ao longo dos últimos anos, fomos capazes de replicar essencialmente a forma como o olfato humano funciona. Pelo menos, essa é a visão de Sam Guillaume, CEO da Aryballe, startup que conecta inteligência artificial e tecnologia olfativa digital para possibilitar essa conquista. O nosso olfato funciona através da liberação de moléculas por – quase – todos os objetos, tanto orgânicos quanto inorgânicos. Ao respirarmos essas moléculas, elas estimulam os nossos neurônios e bulbos olfativos, coletamos outras informações e processamos tudo isso em nosso cérebro. Para o caso de robôs que reproduzem essa habilidade, bastam um biossensor para coletar os dados e uma inteligência artificial capaz de processá-los – tendo sido treinada com muitos outros odores para ter referência. Assim, somos capazes de acionar esses dados de formas inéditas. USOS PRÁTICOS PARA OS DADOS OLFATIVOS Nem todas as pessoas têm o seu olfato apurado, e esse número de pessoas só aumentou com as sequelas da Covid-19. Para muitas dessas pessoas, isso pode significar menos paladar, menos memórias afetivas e até mesmo um risco para a sua saúde, pensando em vazamento de gás. Porém, temos em mãos uma tecnologia capaz de reproduzir esse sentido, reconhecendo cheiros e nos alertando em casos de emergência. Talvez esse olfato digital não contribua para o paladar dessas pessoas, mas pode contribuir com suas memórias afetivas e com a sua segurança, o que já seriam grandes contribuições. Para as empresas, existem oportunidades em todas as áreas. Por exemplo: a indústria automotiva pode desenvolver o perfeito cheiro de carro novo; a indústria alimentícia pode prever quais alimentos são os mais frescos ou quais passaram da validade; e a indústria cosmética pode garantir que as fragrâncias de seus produtos durem por muito mais tempo. Essas tecnologias poderiam ser adicionadas a diferentes dispositivos, como assistentes digitais ou relógios inteligentes, mas também poderíamos pensar em um dispositivo próprio para isso, que é a visão da Aryballe. Se pensarmos longe, podemos imaginar também um aplicativo que não apenas processa esses cheiros como também os sintetiza, similar ao funcionamento do Multiscent 20 da Noar. Que cheiro você gostaria de ter consigo a todo momento? Conta para a gente!

FATO OU FAKE: ROBÔS TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

Fake: Entre tudo que já conseguimos ensinar aos robôs, sentimentos ainda não estão na lista.  Tudo porque sentimentos e abstrações não são binários. Para um sistema operacional que foi criado para entender o mundo através de zeros e uns, entender as abstrações em nossas falas não é uma tarefa fácil, apesar de ser fácil para nós. E, se os robôs não têm sentimentos, eles têm dificuldade em compreendê-los. Falamos através de metáforas, analogias e inferências, e elas enriquecem a nossa comunicação com outros seres humanos. Com elas, criamos conexões mais profundas com os nossos pares, e aumentamos as nossas possibilidades de diálogos.  Nos tornamos mais interessantes, mas também mais complexos. Complexos demais para alguns sistemas.  E aí, Siri Se você já costuma realizar buscas por voz, você já deve ter reparado que os robôs são mais propensos a procurar as nossas dúvidas nas ferramentas de busca do que a respondê-las sozinho, certo? Respondê-las exigiria certa autonomia. Tecnologia que, apesar de já existente, ainda está restrita aos laboratórios. Entretanto, nós finalmente conseguimos ensinar muito do nosso universo de significados aos robôs ao implementarmos algoritmos de preenchimento automático, tecnologia desenvolvida em 2016. A partir desse momento, as máquinas se tornaram mais aptas a compreender a forma como estruturamos as frases, as perguntas mais relevantes sobre cada item pesquisado e as respostas que melhor respondem àquela busca. Ou seja, um grande passo para a compreensão do nosso universo simbólico. O próximo passo Cinco anos após a implementação dos algoritmos de preenchimento automático, podemos pensar em máquinas que não apenas compreendem o que queremos dizer com as nossas falas, mas que também produzem as suas próprias e interagem conosco. O que exigiria uma bela dose de empatia. Esses estudos já estão em desenvolvimento, e se utilizam de indicativos verbais, visuais e psicológicos para analisar o estado emocional da pessoa. Assim, aos poucos, a máquina é capaz de aprender o que evoca uma certa emoção, diferencia o que é bem recebido e o que não é, e se ajusta ao nosso comportamento. Nos próximos anos, podemos pensar em máquinas com inteligência emocional. Algumas até superiores do que nós, capazes de nos atender em sessões de terapia se fosse o caso. Com isso, os robôs poderiam nos atender de forma mais natural e eficiente, simpatizando conosco, e caminhando para um futuro em que somos um só. Talvez até impacte o tempo que perdemos escolhendo filmes nos streamings.

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DESVENDANDO O POTENCIAL DA NEUROTECNOLOGIA: COMO ESTÁ TRASNFORMANDO O NOSSO MUNDO

A neurotecnologia está revolucionando a forma como entendemos e influenciamos a atividade cerebral. Do desenvolvimento de headsets sofisticados para gerenciar o TDAH e chips implantados para aliviar a dor e restaurar movimentos, estamos testemunhando avanços incríveis que prometem mudar a vida das pessoas. Aplicações Militares: Desde o financiamento inicial da pesquisa em neurotecnologia pela DARPA, a tecnologia tem sido aplicada em áreas como segurança, diagnósticos de campo, saúde e até mesmo em pilotos de aeronaves avançadas. Produtividade do Consumidor: A neurotecnologia não se limita a aplicações militares. Estamos vendo o surgimento de dispositivos como adesivos Bluetooth para prever convulsões e jogos controlados pela mente para avaliar demência. Fronteira da Neurotecnologia: Com uma combinação de hardware e software avançados, aliadas à inteligência artificial, estamos desbravando novos horizontes na compreensão e influência da atividade cerebral. A neurotecnologia está se movendo rapidamente, impulsionada por investimentos públicos e privados. A neurotecnologia é um campo complexo e em constante evolução, com aplicações e tecnologias específicas que vão muito além do que foi abordado neste artigo. Estamos apenas arranhando a superfície do potencial transformador da neurotecnologia e mal podemos esperar para ver o que o futuro nos reserva.

O FUTURO DA MEDICINA É IMPLANTÁVEL

A realização de exames de rotina talvez esteja com os seus dias contados.  Visando obter mais informações e insights sobre o corpo humano, uma das grandes apostas da biomedicina poderão ser biossensores implantáveis capazes de diagnosticar doenças no corpo humano sem exigir exames periódicos. Uma verdadeira vitória para quem tem medo de agulhas (muitas pessoas). A visão de Aaron Morris, professor assistente de Engenharia Biomédica da Universidade de Michigan, em seu TED traz mais detalhes sobre a sua visão sobre o assunto, chamado “Como o nosso corpo pode se tornar o seu próprio laboratório diagnóstico“. Em outras palavras, como podemos projetar um dispositivo responsável por analisar a nossa saúde de forma contínua? A resposta veio da Biomedicina. MUDANÇAS INVISÍVEIS DO CORPO Biossensores podem ser definidos como pequenos dispositivos que analisam reações biológicas para detectar um determinado alvo, podendo ser implantáveis ou não. E o seu mercado é valioso: avaliado em US$ 25,5 bilhões em 2021 e podendo alcançar US$ 36,7 bilhões em 2026. Um crescimento de mais de 43% em apenas cinco anos. Entre as suas diversas aplicações, eles nos permitem medir o nível de glicose continuamente em indivíduos com diabetes. Também possibilita a replicação do olfato humano em um dispositivo, identificando cheiros da mesma forma que fazemos naturalmente. E, enquanto um biossensor implantável, pode ser capaz de identificar mudanças sutis em nosso organismo. De acordo com Aaron em seu TED, são essas mudanças invisíveis que causam doenças. Existe uma diferença entre o que sabemos, o que está acontecendo com o paciente e o que somos capazes de extrair dos exames, o que propicia o desenvolvimento de diversas doenças. BIOSSENSORES IMPLANTÁVEIS A visão de Aaron é de dispositivos de biomaterial implantados logo abaixo da pele. Assim, capazes de abrigar as células responsáveis pelas reações naturais do nosso corpo, formando um tecido. Quando o disco tiver células imunes integradas, elas já podem ser utilizadas nos diagnósticos. Tudo isso porque os tecidos desenvolvidos contêm informações que não estão presentes no sangue, permitindo acesso à informação molecular e celular sobre tecidos adoecidos. Em outras palavras, tornando possíveis diagnósticos proativos. Permitindo também a identificação de tratamentos que funcionem em um paciente, esses dispositivos tem tudo a ver com a modulação dos nossos sistemas imunológicos. UM TOQUE DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Após a coleta desse material, o passo seguinte deve ser a sua análise. De forma não invasiva, podemos pensar na implementação de inteligência artificial nos próximos anos para mediar essa análise, também compartilhando conosco essas descobertas de forma simples, como um aplicativo no celular. Com a rápida convergência entre tecnologias, esse cenário está mais perto do que imaginamos. Da mesma forma, essa convergência também poderia impulsionar o desenvolvimento de algoritmos de IA responsáveis pela análise dessas anormalidades médicas. Ao que tudo indica, o futuro da medicina é implantável.

NEUROTECNOLOGIA PERMITIRÁ ALTERAR FUNCIONAMENTO MENTAL, DIZ CIENTISTA

Um recente artigo da Agência Brasil traz à tona os avanços promissores na área da neurotecnologia, destacando o potencial de alterar o funcionamento mental de maneiras revolucionárias. Com a contínua evolução da neurociência e da tecnologia, estamos testemunhando uma transformação sem precedentes na compreensão e no aproveitamento do poder do cérebro humano. Desde interfaces cérebro-computador até estimulação neural, as possibilidades são infinitas. Esses desenvolvimentos não apenas abrem portas para novas oportunidades de tratamento e reabilitação, mas também têm o potencial de impulsionar a inovação em uma ampla gama de setores, desde a saúde até a educação e o entretenimento. Como profissionais e líderes do futuro, é essencial que estejamos atentos a essas mudanças e preparados para aproveitar ao máximo as oportunidades que surgem. Vamos nos unir para explorar e impulsionar o impacto positivo da neurotecnologia em nossa sociedade! Fonte da Notícia: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-03/neurotecnologia-permitira-alterar-funcionamento-mental-diz-cientista

A IMPORTÂNCIA DA CIBERSEGURANÇA PARA DADOS SENSÍVEIS

Se estamos no caminho de compreender a fundo o cérebro humano, devemos muito desse progresso aos dados. Diante da era do Big Data, o seu valor é inestimável – e as possibilidades infinitas. Muito mais do que a compreensão do nosso cérebro, podemos pensar na maximização do nosso potencial. Então, um futuro em que temos dados em tempo real sobre a nossa saúde deixa de ser fantasia, da mesma forma em que a escrita com a mente torna-se possível e doenças degenerativas tornam-se coisa do passado. Os dados nos ajudam a revolucionar até mesmo a indústria do entretenimento, que agora pode contar com experiências completamente imersivas e personalizadas. É aqui que o princípio do Peter Parker, ou Homem-Aranha, ganha um novo significado: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Dados inestimáveis pedem por uma segurança excepcional. MUDANÇA DE MINDSET Segundo a Kaspersky, empresa de cibersegurança, 40% dos brasileiros estão dispostos a expor dados sensíveis para obter vantagens, como descontos ou serviços personalizados. Isso significa que, primeiramente, as pessoas devem ser conscientizadas sobre o poder dos dados, a importância da privacidade e a responsabilidade que está em suas mãos. Por outro lado, as empresas devem ter consciência sobre o material que têm disponível e devem dispor dos recursos necessários para protegê-los. Por trás dos dados estão pessoas, e é imprescindível que esse conjunto de informações seja utilizado pelo propósito pelo qual foi coletado. Para isso, a cibersegurança é uma ferramenta fundamental: impede o vazamento dos dados. POR QUE CIBERSEGURANÇA? Por definição, a cibersegurança é o conjunto de práticas, técnicas e normas direcionadas à proteção de informações sensíveis ao negócio, estejam elas armazenadas, sendo processadas ou sendo transmitidas. Seja qual for o contexto, as informações sensíveis devem estar seguras. Mas não é sempre que isso acontece. Um outro estudo da Kaspersky indica que ataques cibernéticos direcionados atingiram 27% das empresas, incluindo os setores público, tecnológico e financeiro. Desses, 10% podem ser considerados graves, ocasionando a perda de recursos corporativos ou uso indevido de dados. O maior perigo para as pessoas é o uso indevido de dados. Para evitar isso, uma organização que não se protege de ataques, quaisquer que sejam, não deve ser qualificada para armazenar dados pessoais – muito menos dados sensíveis. Pensando que a tendência, com a popularização dos dispositivos de IoT e de neurotecnologia, é que cada vez mais dados sensíveis sejam coletados e armazenados por diversas empresas. Então, o investimento em cibersegurança é fundamental. Os especialistas da Kaspersky também descobriram que os ataques virtuais estão cada vez mais complexos, aprendendo a driblar a detecção das soluções de segurança com técnicas avançadas. Então, esse investimento deve ser duradouro, crescendo junto com o volume dos dados sob responsabilidade da organização. Considerando a magnitude e o poder desses dados, o ideal é a terceirização dessa segurança com empresas especializadas. O investimento também deve considerar tecnologias de segurança que continuem a se defender de novas formas de ataques, junto com a conscientização de todas as pessoas que entrem em contato com esses dados. Como diz a sabedoria popular: é melhor prevenir do que remediar.