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NEUROTECNOLOGIA PERMITIRÁ ALTERAR FUNCIONAMENTO MENTAL, DIZ CIENTISTA

Um recente artigo da Agência Brasil traz à tona os avanços promissores na área da neurotecnologia, destacando o potencial de alterar o funcionamento mental de maneiras revolucionárias. Com a contínua evolução da neurociência e da tecnologia, estamos testemunhando uma transformação sem precedentes na compreensão e no aproveitamento do poder do cérebro humano. Desde interfaces cérebro-computador até estimulação neural, as possibilidades são infinitas. Esses desenvolvimentos não apenas abrem portas para novas oportunidades de tratamento e reabilitação, mas também têm o potencial de impulsionar a inovação em uma ampla gama de setores, desde a saúde até a educação e o entretenimento. Como profissionais e líderes do futuro, é essencial que estejamos atentos a essas mudanças e preparados para aproveitar ao máximo as oportunidades que surgem. Vamos nos unir para explorar e impulsionar o impacto positivo da neurotecnologia em nossa sociedade! Fonte da Notícia: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-03/neurotecnologia-permitira-alterar-funcionamento-mental-diz-cientista

DESVENDANDO AROMAS: A INTEGRAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E NEUROCIÊNCIA NA ARTE DA PERFUMARIA

A arte da perfumaria, que tem suas raízes na Grécia antiga, está se modernizando e ampliando horizontes através da tecnologia e da ciência. Perfumistas contemporâneos estão explorando as possibilidades oferecidas pela inteligência artificial (IA) e pesquisas neurocientíficas para criar fragrâncias que despertam respostas emocionais específicas nos consumidores. Hugo Ferreira, pesquisador do Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica em Lisboa, está aprofundando o entendimento sobre como os aromas afetam a atividade e resposta cerebral, construindo uma extensa base de dados de “neuroaromas” – odores que, comprovadamente evocam sentimentos positivos específicos, tais como tranquilidade, euforia e sonolência. A estrutura do sistema olfativo, segundo Ferreira, é incrivelmente complexa. Os aromas têm a capacidade de ativar diversas áreas do cérebro, relacionadas desde memória e até reações ao estresse. Tais características peculiares do olfato podem explicar fenômenos como ser capaz de “cheirar o medo” ou o “aroma da vitória”. Várias marcas de beleza reconheceram o potencial da pesquisa e tecnologia de neuroaromas. A L’Oréal, em parceria com a empresa de neurotecnologia Emotiv, desenvolveu uma experiência de escolha de perfume inovadora. Em 2023, clientes de algumas lojas Yves Saint Laurent puderam usar um headset para criar um eletroencefalograma (EEG) e descobrir quais aromas mais lhes agradavam. Os resultados mostraram que 95% dos usuários da tecnologia encontraram o perfume perfeito. Mesmo com o uso restrito em fragrâncias de mercado massivo, perfumistas de nicho estão criando fórmulas ultrapessoais. A EveryHuman, perfumaria algorítmica sediada nos Países Baixos, cria fragrâncias únicas em minutos utilizando questionários e algoritmos. A empresa recentemente expandiu suas operações para incluir fragrâncias para ambientes. Anahita Mekanik, co-fundadora da EveryHuman e com 20 anos de experiência em desenvolvimento de fragrâncias, expressa sua fascinação por perfumaria algorítmica como um meio que permite às pessoas interagir diretamente com o aroma. Ela ressalta que, durante o processo de desenvolvimento, milhares de interações de fragrâncias são criadas e descartadas – algumas das quais poderiam ter sido amadas pelos consumidores. A abordagem científica para criar perfumes não é universalmente aceita. Katie Puckrik, escritora e apresentadora, expressa sua preferência pelo método tradicional e artístico de criação de fragrâncias. “Por que precisamos de um computador para nos dizer o que nosso nariz já sabe?”, questiona ela, valorizando a serenidade de descobrir novos aromas favoritos de maneira orgânica e espontânea. Para pesquisadores como Ferreira, no entanto, o encanto vem da própria natureza enigmática e ainda pouco explorada dos aromas, que vão além das aplicações em cosméticos e aromaterapia, tocando na potencialidade terapêutica das moléculas odoríferas, um campo que promete ser objeto de estudo por muitas gerações. Site de referência: https://www.theguardian.com/technology/2023/oct/01/how-ai-and-brain-science-are-helping-perfumiers-create-fragrances

NEUROTECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: TRANSFORMANDO A FORMA DE APRENDER!

A Neurociência com a educação tem revelado novas possibilidades para aprimorar a aprendizagem. Com a ajuda da tecnologia, pesquisas têm sido realizadas para entender melhor o cérebro e otimizar os processos educacionais. Aqui está uma análise das descobertas, implicações e ferramentas tecnológicas: 1. NeuroEducação: A Ciência da Aprendizagem – Pesquisas em neurociência têm revelado insights valiosos sobre como o cérebro funciona e aprende. Estudos mostram que repetir o estudo com intervalos é mais eficaz do que estudar tudo de uma vez. Além disso, atividades como aprender música ou um segundo idioma têm impactos positivos no desenvolvimento cerebral. Essas descobertas têm o potencial de remodelar currículos e métodos de ensino. 2. Ferramentas Tecnológicas na Educação Várias ferramentas tecnológicas estão sendo implementadas nas escolas para melhorar o aprendizado: ·         Plataformas de Aprendizagem Adaptativa: Softwares que se adaptam ao ritmo e estilo de aprendizagem do aluno, oferecendo conteúdo personalizado. ·         Realidade Virtual e Aumentada: Usadas para criar experiências imersivas, permitindo que os alunos explorem ambientes e conceitos de maneira interativa. ·         Laboratórios de Robótica: Permitem que os alunos aprendam programação e mecânica de forma prática, incentivando o pensamento lógico e a resolução de problemas. ·         Aplicativos de Organização e Produtividade: Ferramentas como calendários, gerenciadores de tarefas e plataformas colaborativas ajudam os alunos a gerenciar seu tempo e trabalhos. 3. Monitoramento da Concentração com Tecnologia A China tem explorado a tecnologia para melhorar a concentração dos alunos. Faixas de cabeça equipadas com Inteligência Artificial são usadas para monitorar a concentração dos alunos. No Brasil, a SOMOS Educação utilizou o dispositivo “headband” em uma pesquisa similar, com os dados sendo compilados na plataforma BrainEdu. 4. Desafios e Precauções na Implementação da Tecnologia: A UNESCO alerta para os riscos associados ao uso da tecnologia na educação, como vazamentos de dados e desigualdades no acesso à educação digital. Conclusão: A combinação de pesquisa em neurociência e a implementação de ferramentas tecnológicas inovadoras prometem revolucionar a educação. No entanto, é essencial que essas inovações sejam adotadas de forma responsável, garantindo acesso igualitário e protegendo a privacidade e segurança dos alunos. Referência: https://www.ourkids.net/blog/brain-power-ways-neuroscience-will-change-education-21334 https://www.ecr.co.za/shows/carolofori/china-uses-ai-headbands-monitor-students-concentration/ https://news.un.org/en/story/2023/07/1139122

PSICODÉLICOS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA MENTE

Você já ouviu falar sobre psicodélicos? Psicodélicos, podemos dizer que são alucinógenos, como cogumelos com psilocibina e ayahuasca. Elas foram usadas inicialmente por culturas indígenas há milênios para rituais e cura. No contexto moderno, o LSD (dietilamina de ácido lisérgico). foi sintetizada em 1938 pelo químico Albert Hofmann. Na década de 1950 e 1960, houve um interesse em usar psicodélicos para tratar condições de saúde mental. Contudo, controvérsias e associações com a contracultura interromperam a pesquisa até o século 21. Nos últimos anos, a ciência tem reavaliado o papel dos psicodélicos no tratamento de doenças mentais. O modo como essas substâncias operam no cérebro é complexo, mas em termos gerais, elas parecem promover uma maior conectividade entre diferentes regiões cerebrais e permitir que os pacientes enfrentem traumas e pensamentos negativos de maneiras novas e construtivas. Um estudo da Universidade de Helsinque trouxe novas informações sobre um mecanismo molecular através do qual as drogas psicodélicas LSD e psilocina afetam o corpo e aliviam sintomas depressivos. A psilocina é um metabólito que medeia os efeitos da psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos. O estudo foi realizado em culturas celulares e em ratos. “Esses achados podem ajudar no desenvolvimento de novos compostos para tratar a depressão em seres humanos sem causar as alucinações típicas dos psicodélicos”, afirma o diretor de pesquisa Eero Castrén. Anteriormente, mostrou-se que antidepressivos convencionais se ligam no cérebro a um receptor para o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), conhecido como TrkB, resultando em seus efeitos na neuroplasticidade. Agora, descobriu-se que o LSD e a psilocina se ligam fortemente a esse receptor TrkB, até mil vezes mais eficaz que antidepressivos convencionais. Esta ligação impulsionou o efeito da proteína BDNF, aumentando as conexões entre neurônios. Pesquisadores enfatizam que os achados ainda são experimentais e mais pesquisas são necessárias. Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience. Na incessante busca por soluções eficazes, os avanços na pesquisa dos psicodélicos abrem um caminho de esperança para aqueles que anseiam por alívio e cura na jornada da saúde mental. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades! Referência: University Of Helsinki e Nature Neuroscience

A DIFERENÇA ENTRE REAL E IMAGINADO PELO NOSSO CÉREBRO

Nosso cérebro trabalha constantemente para distinguir entre imagens percebidas e imaginadas. Estudos de varredura cerebral mostram que ver e imaginar algo ativam padrões neurais semelhantes. Porém, na maioria das vezes, o que percebemos e o que imaginamos são experiências subjetivas distintas. Uma pesquisa recente liderada por Nadine Dijkstra, da University College London, sugere que o cérebro avalia imagens com base em um “limiar de realidade”. Se a imagem ultrapassa esse limiar, é percebida como real; caso contrário, é vista como imaginada. Isso se torna interessante porque, na maioria das vezes, as imagens imaginadas são fracas. No entanto, se uma imagem imaginada for suficientemente forte, o cérebro pode interpretá-la como realidade. Esta capacidade do cérebro de avaliar imagens levanta questões sobre possíveis variações ou alterações neste sistema, que poderiam levar a alucinações, pensamentos invasivos ou até sonhos. O estudo de Dijkstra foi inspirado em trabalhos anteriores, como o experimento de Mary Cheves West Perky em 1910, onde participantes eram instruídos a imaginar frutas enquanto olhavam para uma parede em branco. Perky projetava imagens extremamente fracas das frutas na parede sem o conhecimento dos participantes, que frequentemente comentavam o quão vívida sua imagem imaginada parecia. A pesquisa sugere que, por vezes, a imagem em nossa mente e a imagem real percebida no mundo podem se misturar. Quando esse sinal misturado é forte ou vívido o suficiente, tendemos a acreditar que ele reflete a realidade. Essas descobertas são relevantes para uma variedade de condições em que a distinção entre imaginação e percepção se dissipa. Por exemplo, em condições como esquizofrenia, pode haver um problema de calibração. Em outras situações, como no caso de pessoas que sofrem de stress pós-traumático, elas podem começar a “ver coisas” que não gostariam, e essas imagens parecem mais reais do que deveriam. Os mecanismos pelos quais o cérebro distingue o que é real do que é imaginário também são pertinentes à maneira como distinguimos entre imagens autênticas e inautênticas. Em um mundo onde as simulações estão se aproximando cada vez mais da realidade, essa distinção será cada vez mais desafiadora. Por fim, Dijkstra e sua equipe estão adaptando seu experimento para funcionar em um scanner cerebral, com a esperança de entender melhor esse sistema e, talvez, manipulá-lo. Isso poderia ter implicações significativas, especialmente em campos como realidade virtual e tratamentos médicos. A conclusão mais ampla é que a realidade é uma construção do cérebro. Como Lars Muckli coloca, “Tudo é inventado sob nosso crânio”. Assim, a linha entre imaginação e realidade não é tão sólida quanto poderíamos pensar. Referência: Site Wired.com Site: https://www.wired.com/story/is-it-real-or-imagined-heres-how-your-brain-tells-the-difference/

COMO MANTER O BOM-HUMOR EM MOMENTOS DESAFIADORES

Diante do ápice da tecnologia na história humana, faz sentido que busquemos a cura para o estresse na tecnologia.  Esse é o caso da popularização dos serviços de streaming, de audiolivros, de apps para meditação, entre muitos outros. A tecnologia se faz presente em quase todos os momentos da nossa vida, incluindo a educação, o trabalho e o lazer. E estamos fazendo isso de forma acelerada. Não à toa, a possibilidade de acelerar áudios e vídeos está sendo cada vez mais implementada em diversas plataformas, como o Youtube e o Whatsapp. Estamos acelerando até mesmo o nosso lazer.  E, com tudo isso, estamos parando de rir. E rir faz toda a diferença. A FUNÇÃO SOCIAL DO RISO O riso e o senso de humor são peças fundamentais do nosso quebra-cabeça cultural. Não apenas como função social, mas também como função emocional e cognitiva adaptativa. Quando compartilhamos um riso, promovemos a conexão dentro de um grupo, que se une em prol de uma causa – rir de algo juntos. Poucos momentos são mais aliviadores do que uma piada após um momento de tensão, e nos agarramos a esse riso com esperança. Nesse sentido, um momento de riso indica que nos sentimos relaxados e seguros dentro de um grupo e ambiente, e traz bem-estar para todos os envolvidos. De acordo com Janet M. Gibson, professora de Psicologia Cognitiva em Grinnell College e autora do livro “An Introduction to the Psychology of Humor”, diversão e boas surpresas adicionam textura às nossas vidas. Alguns até diriam que nos faz sentirmos mais vivos. Mas isso não é tudo: rir também é capaz de melhorar o nosso humor e tornar mais leve a nossa resposta física e emocional ao estresse. Por exemplo, controlando o nível de serotonina em nosso cérebro, e também limitando a liberação de hormônios como o cortisol, responsáveis pelo estresse. Janet até o considera um antídoto. BOM HUMOR NOS AJUDA A RESOLVER PROBLEMAS Você já ouviu falar de um insight? O termo se popularizou nos últimos anos devido à sua associação com a análise de dados, podendo ser definido como uma observação, um pedaço de informação ou a compreensão da natureza interna das coisas. Em outras palavras, um insight é aquele momento de “Eureka” ou “Aha!”, como quando entendemos uma piada. Estarmos de bom humor, de acordo com essa pesquisa, tem influência direta na forma como interpretamos uma situação ou resolvemos um problema. Significa que temos maiores probabilidades de resolvermos um problema, como no trabalho, se estivermos bem. E rir, de acordo com Alison Beard, editora sênior da Harvard Business Review, “estimula não apenas a criatividade e a colaboração, mas também a precisão analítica e a produtividade”. E COMO PODEMOS INFLUENCIAR O NOSSO BOM HUMOR? Nesse artigo, falamos previamente de aplicativos que podem nos proporcionar bem-estar. Uma verdadeira farmácia digital. Mas, como influenciar o nosso bom humor sem um aplicativo? Momentos de descontração, tanto individuais quanto em equipe, são uma peça fundamental. Memes são poderosas ferramentas sociais, e podem ajudar a aliviar tensões entre as pessoas. Jogos também são uma poderosa ferramenta, como adivinhação de desenhos ou perguntas e respostas. E, não menos importante, o storytelling em todos os momentos serve como uma oportunidade de trazer humor para situações que poderiam ser formais. O elemento surpresa, não apenas serve como forma de retenção de textos, como também pode melhorar o nosso humor se forem surpresas positivas. De acordo com Sophie Scott, neurocientista e professora da University College London, “Se as pessoas estão rindo, é um sinal de que o grupo está em um bom lugar”. Cabe a nós criarmos ambientes confortáveis e leves que abracem a criatividade.

A CHAVE PARA A PRODUTIVIDADE

Nessa corrida por produtividade, quem está disposto a respeitar o seu próprio tempo? Esse é o conceito de gentileza cognitiva apresentado por Karen Yu, bacharel em Ciências Cerebrais e Cognitivas pelo MIT e Ph.D. em Psicologia pela Universidade Vanderbilt, em sua palestra no TEDxUniversityoftheSouth.  Sob a sua perspectiva, se nos tratamos e nos cobramos da mesma forma que cobramos as máquinas ao nosso redor, desvalorizamos o nosso principal ativo: a nossa mente. ONDA DE CANSAÇO De acordo com Karen Yu, a gentileza cognitiva é a melhor alternativa, trazendo “generosidade e cuidado à maneira como tratamos o modo de pensar de cada um”. Não apenas sendo gentis uns com os outros, como também com nós mesmos. Se não tomarmos cuidado, as nossas cobranças podem resultar em uma onda de cansaço, fazendo com que as buscas recentes por “autocuidado” no Google aumentem significativamente. Tudo isso porque, ao contrário das máquinas que criamos para nos servir, o nosso cérebro é apenas um processador de informações. Ele não produz baseado em nossa demanda produtiva, e sim em sua própria capacidade de realizar sinapses e desenvolver ideias. Fatores como descanso, conforto e bem-estar exercem influência direta em nossa produtividade. Afinal, a mente precisa de um ambiente propício para criar, e cabe a nós proporcionarmos esse espaço. Nesse sentido, a gentileza cognitiva é uma das melhores formas de autocuidado que temos disponíveis. MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO Apenas em 2020, os pedidos de afastamento do trabalho devido a transtornos mentais aumentaram 26% em relação a 2019. Ao todo, tratam-se de 576 mil solicitações, segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. O número é impressionante, mas não diz respeito apenas ao autocuidado individual. Se as pessoas forem esperadas a dar o seu máximo o tempo todo, suas mentes não são capazes de entregar essa consistência. Então, adoecem, e cobram pelo cuidado que ficou faltando. Dessa forma, a cobrança excessiva, tanto da própria pessoa como de seus colegas, resulta em mal-estar e ansiedade. Mas nem tudo está perdido: ferramentas como a escuta ativa, a empatia e a gentileza cognitiva são especialmente valiosas nos últimos meses. Esses esforços devem ser tanto individuais quanto coletivos, e devem ser exercitados diariamente. Respeitando as nossas limitações Karen Yu entende a mente humana como o nosso ativo mais valioso, tanto individualmente quanto coletivamente. O seu potencial é infinito, e nos possibilita a concepção de ideias inéditas. Apesar disso, a mente humana é limitada, e parece que nos esquecemos disso ao longo do tempo. Então, a proposta de Karen Yu é de que a gentileza cognitiva esteja presente em tudo o que fazemos, criamos e desenvolvemos. Só assim as cobranças serão condizentes com a nossa disponibilidade produtiva, e só assim faremos parte de um sistema que respeita as nossas limitações individuais. Comece hoje mesmo!

POR QUE ESTAMOS TÃO CANSADOS?

Se você já passou por algum tipo de bloqueio criativo, com certeza você descobriu uma das verdades mais conflitantes com o nosso estilo de vida atual: o nosso cérebro não é produtivo o tempo todo.  Não existe referência, método milagroso ou esforço o suficiente para compensarmos um cérebro cansado. E nem todo mundo entende isso muito bem.  No Brasil, tivemos um aumento significativo nas buscas no Google pela palavra “autocuidado”, que sofreu um boom a partir do ano passado, de acordo com o Google Trends. Especificamente, no começo de abril, que também foi o começo das medidas de isolamento no país. Muitas vezes a palavra é associada a momentos de prazer, como comer doces, cuidar da pele, ou tirar um tempo para si no geral. Entretanto, autocuidado pode ser toda e qualquer tarefa que nos faça bem de alguma forma, ou que evite que nos prejudiquemos no futuro – como procrastinar uma tarefa importante. Dessa, somos todos culpados. Mas será que estamos praticando autocuidado em outras áreas da nossa vida? Uma das pesquisas mais recentes da Microsoft diz que não, especialmente no trabalho. A exaustão depois de reuniões consecutivas Para muitas pessoas ao redor do mundo, o trabalho remoto ou híbrido se tornou a norma. Se, por um lado, os funcionários podem dispor do conforto de suas casas, por outro, os horários de trabalho tornam-se mais flexíveis, as reuniões mais frequentes e o trabalho mais volumoso. O que foi uma surpresa, já que a maioria dos gestores acreditava que os funcionários não renderiam tão bem a distância. Depois de mais de um ano de isolamento social e exigência por produtividade, compartilhamos do mesmo sentimento: a exaustão. Especialmente quando acabamos uma sequência de reuniões consecutivas. O problema é que não existe autocuidado que aguente tanta cobrança por produtividade. De acordo com a pesquisa, precisamos de pausas – nem que sejam cinco minutos entre reuniões. E, se a preocupação é com a nossa produtividade, a pesquisa demonstra que ficamos mais focados e engajados quando temos tempo para pensar entre as atividades. Ou seja, pausas também são autocuidado. O papel da Neurotecnologia nessa descoberta A Neurotecnologia, enquanto área de estudo sobre o cérebro, é capaz de demonstrar a nossa atividade cerebral ao longo do tempo, em diferentes cenários. Não apenas os nossos níveis de cansaço, como também o nosso foco e índices de produtividade. Através de um headset capaz de monitorar a atividade cerebral, os pesquisadores conseguem identificar as nossas emoções e inclinações em tempo real. E a expectativa é que seu uso se torne cada vez mais frequente, e as possibilidades cada vez maiores. Podemos até utilizá-los no entretenimento, para experiências mais personalizadas. Soluções possíveis para o cansaço Além de tirarmos pausas curtas entre as tarefas, a ideia é instaurar uma cultura de autocuidado nos ambientes de trabalho, na qual os funcionários possam tirar cinco minutos de pausa entre as reuniões. Existe uma sabedoria popular de que algumas reuniões poderiam ter sido e-mails. Ela se tornou ainda mais verdadeira no último ano, e é uma reflexão importante. Frequentemente, a resposta é sim. A reunião poderia ter sido um e-mail. Por fim, a comunicação é uma ferramenta poderosa. Talvez o restante da empresa também esteja se sentindo cansado, e vocês podem trabalhar juntos para mudar esse cenário.

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IA E O SISTEMA IMUNOLÓGICO EM 2050: A MODULAÇÃO DA IMUNIDADE

Como você imagina o mundo em 2050? Ao que tudo indica, ele seria bem mais populado. Pelo menos é o que o Fórum Econômico Mundial aponta: devemos atingir a marca de nove bilhões de pessoas até 2050, com índices inéditos de envelhecimento da população. Para as próximas décadas, a população global acima dos 60 anos sofrerá um aumento de 13 p.p., pulando dos 7% atuais para estimados 20%. E temos também outro dado interessante: o número de idosos acima de 65 anos dobrará, alcançando 1,6 bilhão de pessoas. Só no Brasil, já contamos com 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos, de acordo com o IBGE.  Só de pensar que em 1960 a expectativa de vida brasileira era de 48 anos, né? Como a medicina evoluiu nas últimas décadas Desde que conseguimos sequenciar o genoma humano vinte anos atrás, notamos grandes avanços nas possibilidades da medicina. Por exemplo, agora sabemos que a composição genética varia, em média, entre 1 a 2% para cada pessoa, e é justo nessa variação que estão as informações mais importantes. Agora, uma simples amostra de saliva consegue ser usada para descobrirmos predisposições para certas doenças – algo que seria muito mais difícil e custoso de ser feito décadas atrás. Finalmente estamos caminhando para o momento em que análises de saliva seriam capazes de apontar doenças já existentes, de forma rápida e acessível. Mais uma pitada de tecnologia Podemos concordar que atender às demandas de uma população mais velha será um desafio, e a tecnologia será um grande aliado. Afinal, não existe escalabilidade na forma como formamos profissionais de saúde, mas a população cresce de forma exponencial. As tecnologias precisarão ser escaláveis, e, consequentemente, acessíveis. E podemos contar com todo o apoio tecnológico nessa reinvenção da medicina. A perspectiva de termos cirurgias realizadas por robôs já é um grande avanço, mas com certeza a utilização de inteligências artificiais na medicina ainda não alcançou a todos. O que está por vir Se continuarmos buscando soluções para problemas de saúde, como implantes cerebrais para doenças neurodegenerativas, a neurotecnologia pode se provar revolucionária na medicina das próximas décadas. Para 2050, a expectativa é de que testes genéticos tenham muito maior penetração, permitindo tratamentos personalizados para cada pessoa. Imaginem só tratamentos desenvolvidos para cada sistema imunológico? Entre os ganhos possíveis, poderíamos ter taxas de sucesso muito maiores em transplantes, identificação de tumores muito mais rápida, e o gerenciamento de doenças autoimunes. Até mesmo a solução, se sonharmos alto.

NEUROTECNOLOGIA EM ASCENSÃO: DESAFIOS ÉTICOS E A BUSCA POR REGULAMENTAÇÃO RESPONSÁVEL

Os avanços científicos estão impulsionando o desenvolvimento de tecnologias que pareciam pertencer exclusivamente ao mundo da ficção científica, como a leitura da mente, e estão dando origem a um conjunto de desafios éticos para os especialistas em ética e governantes. Essas novas neurotecnologias, que envolvem técnicas e dispositivos capazes de interagir diretamente com o cérebro para monitorar e até mesmo alterar sua atividade, têm crescido rapidamente em termos de pesquisa, investimento e aplicação prática. A Unesco, como agência científica e cultural das Nações Unidas, assumiu o papel de facilitadora do debate sobre a regulamentação dessas “neurotecnologias” emergentes. Uma reunião realizada em 13 de julho em Paris reuniu neurocientistas, eticistas e ministros do governo para discutir os próximos passos na governança dessas tecnologias. Gabriela Ramos, diretora-geral adjunta de Ciências Sociais e Humanas da Unesco, enfatizou que a regulamentação da neurotecnologia é uma discussão que vai além dos aspectos puramente tecnológicos; trata-se de uma discussão social e jurídica. Desafios Regulatórios e Éticos na Era da Decodificação Cerebral O campo da neurotecnologia abrange várias inovações promissoras, incluindo técnicas avançadas de neuroimagem que possibilitam a decodificação do conteúdo dos pensamentos das pessoas e interfaces cérebro-computador implantadas (BCIs) que podem converter a atividade cerebral em texto. O relatório mais recente da Unesco revelou que o número de patentes relacionadas à neurotecnologia dobrou globalmente entre 2015 e 2020, e o investimento na área cresceu consideravelmente, transformando-a em uma indústria avaliada em bilhões de dólares. Uma das principais áreas que precisa ser regulamentada diz respeito ao uso de neurotecnologias para traçar perfis individuais e potencialmente manipular os pensamentos e comportamentos das pessoas. A preocupação se concentra especialmente nos dispositivos de monitoramento cerebral destinados ao mercado de massa, como fones de ouvido, fones de ouvido e pulseiras que registram diversas formas de atividade neural. Especialistas em ética, como Nita Farahany, da Universidade Duke, alertam para a possibilidade de atores corporativos e políticos utilizarem esses dados pessoais para ganhos políticos ou comerciais. A falta de regulamentação em relação a esses dispositivos comerciais é particularmente preocupante, visto que algumas empresas têm exigido que os usuários cedam a propriedade de seus dados cerebrais, além de reservarem o direito de compartilhar esses dados com terceiros. Neurotecnologia: Desafios Regulatórios e a Busca pelos Neurodireitos A regulamentação da neurotecnologia apresenta desafios significativos, especialmente no que diz respeito a encontrar um equilíbrio entre a proteção dos direitos individuais e a promoção da pesquisa para benefícios médicos e tecnológicos legítimos. Dispositivos médicos, como os implantes cerebrais usados para tratar doenças como a doença de Parkinson, são amplamente regidos por regulamentações existentes para medicamentos e dispositivos médicos. Em contraste, os dispositivos comerciais enfrentam uma lacuna regulatória que precisa ser preenchida para evitar abusos e violações de privacidade. Além dos desafios de privacidade, os avanços na neurotecnologia também desafiam os direitos humanos existentes. Diante desse cenário, alguns pesquisadores propuseram a ideia de “neurodireitos” para garantir a proteção contra terceiros que possam acessar e afetar a atividade cerebral das pessoas sem seu consentimento. Marcello Ienca, filósofo da Universidade Técnica de Munique, e Rafael Yuste, neurocientista da Universidade de Columbia, sugerem cinco principais neurodireitos: o direito à privacidade mental, proteção contra manipulações que alterem a personalidade, livre arbítrio protegido e tomada de decisões, acesso justo ao aumento mental e proteção contra vieses nos algoritmos centrais da neurotecnologia. Vários países, como Chile, Espanha, Eslovênia e Arábia Saudita, já estão empenhados no desenvolvimento de regulamentações para a neurotecnologia. O Chile, por exemplo, se destacou ao ser o primeiro país a atualizar sua Constituição para reconhecer a necessidade de supervisão legal na área. Os legisladores desses países enfrentam o desafio de criar legislação que proteja contra possíveis danos sem sufocar a inovação e a pesquisa científica relacionada à neurotecnologia. A Unesco está se preparando para votar em novembro sobre a produção de diretrizes globais para a neurotecnologia, assim como está finalizando diretrizes semelhantes para a inteligência artificial. O objetivo é estabelecer princípios éticos sólidos que possam ser transformados em marcos legais concretos, oferecendo orientações para os Estados-membros sobre como lidar com essa tecnologia de forma responsável e ética. Embora a neurotecnologia ainda não tenha se generalizado em toda a sociedade, é necessário agir de forma proativa para garantir que seu desenvolvimento seja guiado por considerações éticas e respeito aos direitos humanos. A busca por um equilíbrio adequado entre avanço científico e proteção individual é um desafio crucial para a sociedade contemporânea e as gerações futuras. Referências

POR QUE LEMBRAMOS MAIS DE TEXTOS IMPRESSOS?

LEITURA DIGITAL X IMPRESSA Com a consolidação do digital consolidação do digital em nossos cotidianos, nós passamos cada vez mais tempo olhando para telas. Não apenas trabalhando ou consumindo mídia, como também lendo em todas as plataformas. Se por um lado o digital torna possível a variação de conteúdos em um curto período de tempo – que é o caso das redes sociais –, por outro nós estamos nos acostumando cada vez mais a dedicar menos atenção aos conteúdos que consumimos. E qual seria o efeito disso em nossa retenção de longo prazo? Como indica o livro “How We Read Now: Strategic Choices for Print, Screen, and Audio” da Naomi S. Baron, o efeito é prejudicial – pelo menos pensando na quantidade de informações que retemos. POR QUE RETEMOS MENOS INFORMAÇÕES NO DIGITAL Tanto a leitura digital quanto a impressa cumprem propósitos diferentes em nosso cérebro – e ele não é tão bom em identificar os textos que gostaríamos de reter nos meios digitais. Assim, dedicando menos esforço mental por padrão e perdendo informações importantes no processo. E por que isso acontece? Majoritariamente, pela falta de informações adicionais. Afinal, ler não é só escanear uma superfície com os olhos. Nós lemos ao folhear as páginas, ao segurar um livro, ao sentir o peso do papel, ao tocar a textura das superfícies, entre muitas outras observações. Tudo isso colabora para o nosso cérebro realizar associações e reter as informações por mais tempo, e não temos essas associações ao lermos um PDF, por exemplo. Na verdade, alunos que estão mais familiarizados com o digital acreditam que vão pontuar mais nas provas após lerem materiais online, mas o oposto é verdadeiro. Os alunos pontuam melhor em provas tendo lido materiais impressos. O PODER DO ELEMENTO DA SURPRESA A leitura de textos importantes de forma impressa pode auxiliar na retenção das informações, mas isso não é tudo: a utilização de atividades imersivas também pode ser uma grande aliada. Afinal, a surpresa auxilia o nosso cérebro a sair do automático e a observar o mundo à nossa volta com mais atenção. Esse é o caso de músicas e vídeos, entre muitos outros formatos de mídia, mas também da utilização de cores para destacarmos as informações importantes em um texto. O que importa é sinalizar ao cérebro que aquilo não é rotineiro, e que devemos prestar atenção. Esse pensamento inspirou a criação de tecnologias incrivelmente úteis, como o Post-It ou o Marca Texto, e pode ajudar qualquer pessoa a lembrar de suas leituras com mais facilidade. Já repensou a compra daquele Kindle?

TECNOLOGIA E HUMANIDADE: O SURGIMENTO DAS ÂNCORAS DE NOTÍCIAS GERADAS POR IA NA ÍNDIA

A crescente discussão sobre se a inteligência artificial (IA) substituirá efetivamente os profissionais humanos tem ganhado destaque na Índia, onde uma nova tendência tem agitado esse debate: a utilização de âncoras de notícias geradas por IA em empresas de comunicação locais. O primeiro caso desse tipo no país ocorreu em abril deste ano, quando o canal de notícias “Aaj Tak”, do grupo “India Today”, uma das maiores empresas de mídia indiana, apresentou Sana, um chatbot que leu os destaques do noticiário. Seguindo esse exemplo, a estação de televisão “Odisha TV”, no leste da Índia, também adotou uma apresentadora chamada Lisa, gerada por IA, para ler as manchetes em Odia, o idioma local. Apresentando-se com um sari, olhos e cabelos escuros, Lisa fornece as notícias tanto para a televisão quanto para as plataformas digitais da empresa. Chatbots Lisa e Sana: Desafios e Potencialidades na Comunicação Multilíngue À primeira vista, Lisa pode facilmente ser confundida com uma apresentadora humana, mas uma análise mais detalhada revela seus movimentos lentos ao piscar os olhos e os poucos gestos realizados com as mãos. A voz de Lisa tem um tom robótico e monótono, e ela não marca a fala durante a apresentação, como é comum entre os jornalistas humanos. O chatbot também aparece no perfil do Twitter da “Odisha TV”, onde, em algumas publicações, ela aparece sem o sari e com os cabelos soltos. Apesar das limitações evidentes na comunicação do chatbot, o “South China Morning Post (SCMP)” sugere que, devido à capacidade de falar mais de um idioma, tanto Sana quanto Lisa podem facilitar o consumo de notícias na Índia, que possui mais de 20 idiomas oficiais diferentes. Enquanto Lisa fala apenas em inglês e Odia, Sana é capaz de se comunicar em 75 idiomas distintos. Chatbots na Mídia: Complementando e Impulsionando a Comunicação Tanto o “India Today” quanto a “Odisha TV” asseguram que os chatbots não substituem os jornalistas humanos, mas apenas os complementam. De fato, após ler as manchetes, Sana e Lisa costumam passar a palavra para os apresentadores humanos, que conduzem os debates com os convidados. Apesar dessa garantia, ambos os grupos indianos estão treinando as tecnologias para interagir melhor com os humanos, e o “India Today” tem o desejo de que Sana também possa mediar os debates na TV. O objetivo é se manter na vanguarda das inovações tecnológicas e aproveitar ao máximo o potencial oferecido pela IA. Para as empresas de comunicação, a adoção desses chatbots traz benefícios, como o aumento da eficiência da equipe, garantindo cobertura 24 horas e diversificando a linguagem falada. Além disso, as tarefas banais, repetitivas ou de análise de dados podem ser realizadas pela IA, permitindo que os jornalistas humanos se concentrem em abordagens inovadoras e no trabalho mais criativo. Contudo, do outro lado, há preocupações com a falta de nuances nas histórias transmitidas e a ausência de um elemento humano nas apresentações. Além disso, surgem apreensões em relação à segurança do emprego, já que a crescente adoção de IA na mídia pode levantar questões sobre a manutenção de empregos tradicionais. Sana e Lisa se juntam a uma legião de outros chatbots utilizados na comunicação, inclusive como apresentadores de notícias e previsões do tempo em várias partes do mundo. Essa tendência provavelmente continuará evoluindo, e é necessário encontrar um equilíbrio entre o potencial da inteligência artificial e a importância do elemento humano na indústria da mídia. Referência: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/india-cria-apresentadores-de-noticias-com-ia-e-acende-alerta-nos-profissionais-da-area/