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CRESCE O INTERESSE EM TECNOLOGIA DE IMPLANTE CEREBRAL AVANÇADA DA NEURALINK

Um número crescente de voluntários se mostra ansioso para participar dos primeiros ensaios clínicos da Neuralink, empresa de neurotecnologia co-fundada pelo Elon Musk. A companhia anunciou planos ambiciosos para realizar implantes cerebrais em humanos no futuro próximo, revelou um relatório detalhado feito pelo reconhecido autor e biógrafo de Musk, Ashlee Vance.  Embora nenhum dispositivo tenha sido ainda implantado em humanos, a Neuralink traçou uma rota ousada para avançar com seus dispositivos revolucionários, que Musk comparou a um “Fitbit no seu crânio”. Com o sinal verde da FDA para iniciar testes em humanos, após superar preocupações iniciais de segurança, a empresa mira em realizar procedimentos em 11 pacientes já no ano seguinte e pretende expandir para mais de 22 mil indivíduos até o final da década.  A companhia já iniciou o processo de seleção de candidatos para seus primeiros testes humanos, com foco em indivíduos paralisados devido a lesões na medula espinhal ou doenças como a ELA. O objetivo da Neuralink é não apenas facilitar a vida desses pacientes, mas também avançar para aplicações onde seres humanos poderão controlar tecnologia com o pensamento, abrindo um novo capítulo na interação humano-máquina.  Vance descreve o procedimento de implante como uma intervenção cirúrgica de algumas horas para remover uma seção do crânio, seguida por uma fase onde um sofisticado robô posiciona um conjunto de eletrodos e fios finíssimos, 1/14 da espessura de um fio de cabelo, no cérebro do paciente. Este conjunto de fios é destinado a substituir a parte óssea removida, integrando-se à anatomia do paciente.  Até o momento, a Neuralink realizou mais de 150 procedimentos de implantação em animais, preparando o caminho para a transição para testes humanos. Elon Musk, conhecido por sua abordagem agressiva e inovadora em outras empreitadas como a Tesla e SpaceX, impulsiona a empresa a acelerar o desenvolvimento, citando a concorrência de outras startups e a urgência de avançar em paralelo ao rápido progresso da inteligência artificial.  Apesar de algumas vozes dentro da Neuralink pregarem cautela, a urgência de Musk parece ser um catalisador para a empresa, que procura se estabelecer como líder no emergente e competitivo campo da neurotecnologia.  A Neuralink ainda não comentou publicamente sobre os relatos de Vance, mas as informações sugerem um futuro em que a fusão entre cérebro e computador pode não apenas melhorar a qualidade de vida de muitos, mas também transformar fundamentalmente nossa interação com a tecnologia. 

PARCERIA COM INFLUENCIADORES DE M[IDIAS SOCIAIS PARA MELHORAR A SAÚDE MENTAL

Parceria com Influenciadores de Mídias Sociais para Melhorar a Saúde Mental Nos últimos oito meses, influenciadores de mídias sociais com milhões de seguidores têm se conectado com especialistas da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan com o objetivo de aprimorar o conteúdo online relacionado à saúde mental. Um artigo do New York Times de 16 de outubro descreveu o esforço em detalhes, destacando o trabalho de Amanda Yarnell, diretora sênior do Centro de Comunicação em Saúde, e seus colegas, que buscaram cultivar conexões com influenciadores online, pois é onde as pessoas procuram por conteúdo. “As pessoas estão em busca de informações, e o que elas estão assistindo são o TikTok, o Instagram e o YouTube”, disse Yarnell ao Times. “Quem são os gatekeepers de mídia nessas áreas? São esses criadores. Então estávamos analisando como nos ajustar a essa nova realidade.” Ela e sua equipe identificaram cerca de 100 influenciadores de mídias sociais que produzem trabalhos de qualidade com grande alcance. Segundo Yarnell, esses criadores “têm desempenhado um papel fundamental em convencer as pessoas a discutir diferentes preocupações com a saúde mental. Eles são parceiros de tradução perfeitos.” Foi feito um experimento para verificar se os influenciadores poderiam ser direcionados a compartilhar informações baseadas em evidências. Metade do grupo inicial de 100 influenciadores serviu como grupo de controle, e a outra metade fez parte do experimento. Dos que participaram do experimento, cerca da metade recebeu kits de ferramentas digitais sobre temas como a ligação entre mente e corpo e ansiedade climática. Deste grupo, 25 foram convidados para fóruns virtuais, receberam acesso a um canal de comunicação no Slack e foram convidados para participar de uma cúpula em agosto, na qual os professores compartilharam evidências científicas sobre tópicos relacionados à saúde mental. Yarnell e outros pesquisadores descobriram que os 42 influenciadores que receberam os kits de ferramentas digitais tinham 3% mais probabilidade de postar conteúdo baseado em evidências – o que significou que esse conteúdo foi visto 800.000 vezes, um alcance muito maior do que um estudo típico teria. Embora as interações com os professores de Harvard Chan não parecessem ter um efeito adicional, Yarnell disse que isso foi uma boa notícia porque os kits de ferramentas digitais são baratos e fáceis de escalar. Além disso, relacionamentos contínuos foram estabelecidos entre os pesquisadores da Escola Harvard Chan e os criadores de conteúdo, promovendo o avanço contínuo da conscientização sobre saúde mental. Site de referência:https://www.businessinsider.com/interest-neuralink-human-trial-patient-elon-musk-brain-implant-report-2023-11

NEUROTECNOLOGIA NA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA: RUMO AO FUTURO DA MOBILIDADE!

A evolução tecnológica na indústria automotiva tem sido constante e impressionante, com inovações que vão desde sistemas autônomos de condução até a integração de inteligência artificial. No entanto, a revolução mais recente e promissora é a incorporação da neurotecnologia. Este avanço não apenas redefine a interação entre motorista e veículo, mas também pode trazer benefícios significativos em termos de saúde mental, segurança e personalização da experiência de condução. A BMW revelou o IX Flow, um SUV que possui a capacidade de mudar sua cor com base nos estímulos cerebrais do motorista. Esta inovação, desenvolvida em parceria com a startup Brainboost, utiliza uma tecnologia que permite a troca de cores da carroceria do veículo. Ao ser estimulado por sinais elétricos, o carro altera sua cor exterior, refletindo o estado mental do motorista. Essa fusão de tecnologia e design não é apenas esteticamente impressionante, mas também serve como uma ferramenta de conscientização sobre a saúde mental, incentivando os motoristas a se acalmarem e relaxarem. A interação é facilitada por um eletroencefalograma (EEG) que registra a atividade elétrica cerebral e, através do neurofeedback, permite que os usuários compreendam e ajustem sua atividade cerebral. A Nissan também está na vanguarda dessa revolução, tendo anunciado o desenvolvimento de uma tecnologia chamada Brain-to-Vehicle (B2V). Essa inovação interpreta os sinais cerebrais do motorista, permitindo que o carro antecipe suas ações e reações. Através dessa conexão direta entre cérebro e veículo, o carro pode prever, por exemplo, se o motorista pretende virar em uma esquina específica ou se está sentindo desconforto, ativando, nesse caso, sistemas autônomos para assumir o controle. Entretanto, a Mercedes-Benz pode ter levado a integração de Neurotecnologia a um novo patamar com o Vision AVTR. Inspirado na conexão neuronal do filme Avatar e desenvolvido em parceria com a Disney, este carro conceito não apenas responde aos pensamentos do motorista em relação à direção, mas também permite que eles alterem a luz ambiente e a estação de rádio simplesmente com o poder do pensamento. Esta tecnologia, conhecida como interface cérebro-computador (BCI), tem o potencial de transformar não apenas a indústria automotiva, mas também áreas como a medicina, permitindo maior independência para pessoas com deficiências físicas. Em resumo, a era da Neurotecnologia na indústria automotiva está apenas começando. Com montadoras como BMW, Nissan e Mercedes-Benz liderando o caminho, podemos esperar um futuro onde a conexão entre cérebro e veículo não apenas redefine a experiência de condução, mas também nos ajuda a entender melhor nossa própria mente. Essas inovações representam não apenas um avanço tecnológico, mas também um passo à frente na fusão harmoniosa entre homem e máquina. Sites Referência: https://www.terra.com.br/carros-motos/bmw-revela-suv-que-muda-de-cor-com-a-forca-do-pensamento,2853642b2727db47dfb64bf8fca74f2d14s4pq9h.html https://olhardigital.com.br/2018/01/04/carros-e-tecnologia/nova-tecnologia-controla-carros-com-o-poder-da-mente/ https://www.mundoconectado.com.br/carros/mercedes-benz-vision-avtr-carro-do-futuro-podera-ser-dirigido-com-o-poder-da-mente/ https://olhardigital.com.br/2023/09/03/carros-e-tecnologia/audi-q6-e-tron-tem-duas-telas-oled-e-realidade-aumentada-no-parabrisa/

DESVENDANDO AROMAS: A INTEGRAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E NEUROCIÊNCIA NA ARTE DA PERFUMARIA

A arte da perfumaria, que tem suas raízes na Grécia antiga, está se modernizando e ampliando horizontes através da tecnologia e da ciência. Perfumistas contemporâneos estão explorando as possibilidades oferecidas pela inteligência artificial (IA) e pesquisas neurocientíficas para criar fragrâncias que despertam respostas emocionais específicas nos consumidores. Hugo Ferreira, pesquisador do Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica em Lisboa, está aprofundando o entendimento sobre como os aromas afetam a atividade e resposta cerebral, construindo uma extensa base de dados de “neuroaromas” – odores que, comprovadamente evocam sentimentos positivos específicos, tais como tranquilidade, euforia e sonolência. A estrutura do sistema olfativo, segundo Ferreira, é incrivelmente complexa. Os aromas têm a capacidade de ativar diversas áreas do cérebro, relacionadas desde memória e até reações ao estresse. Tais características peculiares do olfato podem explicar fenômenos como ser capaz de “cheirar o medo” ou o “aroma da vitória”. Várias marcas de beleza reconheceram o potencial da pesquisa e tecnologia de neuroaromas. A L’Oréal, em parceria com a empresa de neurotecnologia Emotiv, desenvolveu uma experiência de escolha de perfume inovadora. Em 2023, clientes de algumas lojas Yves Saint Laurent puderam usar um headset para criar um eletroencefalograma (EEG) e descobrir quais aromas mais lhes agradavam. Os resultados mostraram que 95% dos usuários da tecnologia encontraram o perfume perfeito. Mesmo com o uso restrito em fragrâncias de mercado massivo, perfumistas de nicho estão criando fórmulas ultrapessoais. A EveryHuman, perfumaria algorítmica sediada nos Países Baixos, cria fragrâncias únicas em minutos utilizando questionários e algoritmos. A empresa recentemente expandiu suas operações para incluir fragrâncias para ambientes. Anahita Mekanik, co-fundadora da EveryHuman e com 20 anos de experiência em desenvolvimento de fragrâncias, expressa sua fascinação por perfumaria algorítmica como um meio que permite às pessoas interagir diretamente com o aroma. Ela ressalta que, durante o processo de desenvolvimento, milhares de interações de fragrâncias são criadas e descartadas – algumas das quais poderiam ter sido amadas pelos consumidores. A abordagem científica para criar perfumes não é universalmente aceita. Katie Puckrik, escritora e apresentadora, expressa sua preferência pelo método tradicional e artístico de criação de fragrâncias. “Por que precisamos de um computador para nos dizer o que nosso nariz já sabe?”, questiona ela, valorizando a serenidade de descobrir novos aromas favoritos de maneira orgânica e espontânea. Para pesquisadores como Ferreira, no entanto, o encanto vem da própria natureza enigmática e ainda pouco explorada dos aromas, que vão além das aplicações em cosméticos e aromaterapia, tocando na potencialidade terapêutica das moléculas odoríferas, um campo que promete ser objeto de estudo por muitas gerações. Site de referência: https://www.theguardian.com/technology/2023/oct/01/how-ai-and-brain-science-are-helping-perfumiers-create-fragrances

IA E O FUTURO: DEVENDANDO OS MITOS E EXPLORANDO AS POSSIBILIDADES!

A inteligência artificial (IA) refere-se à simulação de processos de inteligência humana por sistemas de máquinas, especialmente sistemas computacionais. Estes processos incluem aprendizado (a aquisição de informações e regras para o uso da informação), raciocínio (usando regras para chegar a conclusões aproximadas ou definitivas) e auto correção. Em termos simples, é a capacidade de uma máquina imitar comportamentos inteligentes. Ao longo dos anos, diversos autores e pesquisadores têm explorado o conceito e as implicações da IA. Por exemplo: ·         Stuart Russell e Peter Norvig em “Artificial Intelligence: A Modern Approach” apresentam uma visão abrangente da IA, abordando desde os fundamentos lógicos até as aplicações práticas. Eles argumentam que a IA é tanto uma ciência quanto uma engenharia e deve ser abordada com rigor científico. ·         Nick Bostrom em “Superintelligence” explora os riscos potenciais de uma IA superinteligente que poderia superar a inteligência humana, levantando questões éticas e filosóficas sobre o controle e os objetivos de tais entidades. ·         Max Tegmark em “Life 3.0” discute o futuro da vida sob o crescente domínio da IA e como a humanidade pode coexistir e até prosperar na era da inteligência artificial. Com essa base, é importante entender que, enquanto a IA é uma ferramenta poderosa e transformadora, também é cercada por muitos mitos e mal-entendidos. Vamos desvendar alguns dos principais mitos e verdades: Em resumo, a inteligência artificial é uma ferramenta poderosa com um vasto potencial para transformar muitos aspectos da nossa sociedade. No entanto, é crucial abordar a IA com uma compreensão clara do que ela pode e não pode fazer, evitando cair em mitos e exageros.

PSICODÉLICOS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA MENTE

Você já ouviu falar sobre psicodélicos? Psicodélicos, podemos dizer que são alucinógenos, como cogumelos com psilocibina e ayahuasca. Elas foram usadas inicialmente por culturas indígenas há milênios para rituais e cura. No contexto moderno, o LSD (dietilamina de ácido lisérgico). foi sintetizada em 1938 pelo químico Albert Hofmann. Na década de 1950 e 1960, houve um interesse em usar psicodélicos para tratar condições de saúde mental. Contudo, controvérsias e associações com a contracultura interromperam a pesquisa até o século 21. Nos últimos anos, a ciência tem reavaliado o papel dos psicodélicos no tratamento de doenças mentais. O modo como essas substâncias operam no cérebro é complexo, mas em termos gerais, elas parecem promover uma maior conectividade entre diferentes regiões cerebrais e permitir que os pacientes enfrentem traumas e pensamentos negativos de maneiras novas e construtivas. Um estudo da Universidade de Helsinque trouxe novas informações sobre um mecanismo molecular através do qual as drogas psicodélicas LSD e psilocina afetam o corpo e aliviam sintomas depressivos. A psilocina é um metabólito que medeia os efeitos da psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos. O estudo foi realizado em culturas celulares e em ratos. “Esses achados podem ajudar no desenvolvimento de novos compostos para tratar a depressão em seres humanos sem causar as alucinações típicas dos psicodélicos”, afirma o diretor de pesquisa Eero Castrén. Anteriormente, mostrou-se que antidepressivos convencionais se ligam no cérebro a um receptor para o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), conhecido como TrkB, resultando em seus efeitos na neuroplasticidade. Agora, descobriu-se que o LSD e a psilocina se ligam fortemente a esse receptor TrkB, até mil vezes mais eficaz que antidepressivos convencionais. Esta ligação impulsionou o efeito da proteína BDNF, aumentando as conexões entre neurônios. Pesquisadores enfatizam que os achados ainda são experimentais e mais pesquisas são necessárias. Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience. Na incessante busca por soluções eficazes, os avanços na pesquisa dos psicodélicos abrem um caminho de esperança para aqueles que anseiam por alívio e cura na jornada da saúde mental. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades! Referência: University Of Helsinki e Nature Neuroscience

A DIFERENÇA ENTRE REAL E IMAGINADO PELO NOSSO CÉREBRO

Nosso cérebro trabalha constantemente para distinguir entre imagens percebidas e imaginadas. Estudos de varredura cerebral mostram que ver e imaginar algo ativam padrões neurais semelhantes. Porém, na maioria das vezes, o que percebemos e o que imaginamos são experiências subjetivas distintas. Uma pesquisa recente liderada por Nadine Dijkstra, da University College London, sugere que o cérebro avalia imagens com base em um “limiar de realidade”. Se a imagem ultrapassa esse limiar, é percebida como real; caso contrário, é vista como imaginada. Isso se torna interessante porque, na maioria das vezes, as imagens imaginadas são fracas. No entanto, se uma imagem imaginada for suficientemente forte, o cérebro pode interpretá-la como realidade. Esta capacidade do cérebro de avaliar imagens levanta questões sobre possíveis variações ou alterações neste sistema, que poderiam levar a alucinações, pensamentos invasivos ou até sonhos. O estudo de Dijkstra foi inspirado em trabalhos anteriores, como o experimento de Mary Cheves West Perky em 1910, onde participantes eram instruídos a imaginar frutas enquanto olhavam para uma parede em branco. Perky projetava imagens extremamente fracas das frutas na parede sem o conhecimento dos participantes, que frequentemente comentavam o quão vívida sua imagem imaginada parecia. A pesquisa sugere que, por vezes, a imagem em nossa mente e a imagem real percebida no mundo podem se misturar. Quando esse sinal misturado é forte ou vívido o suficiente, tendemos a acreditar que ele reflete a realidade. Essas descobertas são relevantes para uma variedade de condições em que a distinção entre imaginação e percepção se dissipa. Por exemplo, em condições como esquizofrenia, pode haver um problema de calibração. Em outras situações, como no caso de pessoas que sofrem de stress pós-traumático, elas podem começar a “ver coisas” que não gostariam, e essas imagens parecem mais reais do que deveriam. Os mecanismos pelos quais o cérebro distingue o que é real do que é imaginário também são pertinentes à maneira como distinguimos entre imagens autênticas e inautênticas. Em um mundo onde as simulações estão se aproximando cada vez mais da realidade, essa distinção será cada vez mais desafiadora. Por fim, Dijkstra e sua equipe estão adaptando seu experimento para funcionar em um scanner cerebral, com a esperança de entender melhor esse sistema e, talvez, manipulá-lo. Isso poderia ter implicações significativas, especialmente em campos como realidade virtual e tratamentos médicos. A conclusão mais ampla é que a realidade é uma construção do cérebro. Como Lars Muckli coloca, “Tudo é inventado sob nosso crânio”. Assim, a linha entre imaginação e realidade não é tão sólida quanto poderíamos pensar. Referência: Site Wired.com Site: https://www.wired.com/story/is-it-real-or-imagined-heres-how-your-brain-tells-the-difference/

ROBÔS HUMANOIDE: A PRÓXIMA REVOLUÇÃO EM SERVIÇOS INTELIGENTES

Na recente Conferência Mundial de Robôs de 2023 (WRC), em Pequim, robôs humanoides mostraram habilidades surpreendentes, desde dançar até preparar café com maestria. Estes avanços são graças ao desenvolvimento de modelos fundamentais de IA, que estão aprimorando a tomada de decisões autônomas dessas máquinas. Um destaque foi o robô Cloud Ginger, equipado com mais de 30 articulações flexíveis e capaz de executar complexas coreografias chinesas. Outro, o robô panda Youyou da UBTECH, demonstrou habilidades semânticas, compreendendo e executando comandos como “Estou com sede”. Estima-se que, até 2030, o mercado global de robôs humanoides chegará a impressionantes 1,9 trilhão de yuan (aproximadamente 263,9 bilhões de dólares), com a China desempenhando um papel significativo nesse crescimento. Conforme a tecnologia avança, especialistas preveem um futuro onde robôs humanoides se integrarão ainda mais ao nosso cotidiano, desde escolas e hotéis até lares e fazendas. Referência: https://abcnews.go.com/International/video/super-lifelike-humanoid-robots-show-china-102366974 https://english.news.cn/20230823/1e0e784b8c9342e1a48006a46d980c10/c.html

MULHER COM PARALISIA VOLTA A “FALAR” GRAÇAS À INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E IMPLANTE CEREBRAL INOVADOR

Um implante cerebral e um avatar digital permitiram que uma pessoa com AVC voltasse a “falar” usando suas expressões faciais. Ann sofreu um AVC no tronco cerebral aos 30 anos, paralisando-a gravemente. Ela não conseguia controlar nenhum músculo do corpo, inclusive os responsáveis pela fala. “Do dia para a noite, tudo me foi tirado”, escreveu Ann, através de um dispositivo que lhe permite digitar lentamente na tela do computador com movimentos sutis da cabeça. Hoje, Ann está colaborando com pesquisadores da UC San Francisco e UC Berkeley no desenvolvimento de uma tecnologia inovadora de interface cérebro-computador que poderá permitir, no futuro, que pessoas em sua condição se comuniquem através de um avatar digital que se assemelha a um ser humano. Trata-se da primeira vez em que a fala ou expressões faciais foram sintetizadas a partir de sinais cerebrais. A velocidade de decodificação desses sinais em texto é de quase 80 palavras por minuto, uma melhoria considerável em comparação com o dispositivo atual de Ann, que entrega apenas 14 palavras por minuto. Edward Chang, MD, presidente da cirurgia neurológica da UCSF e que trabalha com essa tecnologia há mais de uma década, está otimista. Ele espera que esta pesquisa recente, publicada em 23 de agosto de 2023 na revista Nature, conduza a um sistema aprovado pela FDA que permita a transformação de sinais cerebrais em fala no futuro próximo. Ann, antes do AVC, ensinava matemática no ensino médio no Canadá. Ela descreveu a síndrome do encarceramento como sendo “totalmente consciente”, mas “trancada em um corpo onde nenhum músculo funciona”. Com o tempo, ela recuperou algumas funções, como movimento do pescoço, rir e chorar. Ao se deparar com o estudo do Dr. Chang, Ann viu uma chance de avanço. A equipe implantou 253 eletrodos na superfície de seu cérebro, e após semanas de treinamento, o algoritmo de IA começou a reconhecer os sinais cerebrais de Ann associados à fala. O sistema, em vez de reconhecer palavras inteiras, decodifica palavras a partir de fonemas – subunidades da fala. Isso permitiu que o computador aprendesse 39 fonemas para decifrar qualquer palavra em inglês, tornando o sistema mais rápido e preciso. “Precisão, velocidade e vocabulário são fundamentais”, disse Sean Metzger, um dos desenvolvedores do decodificador. “Isso dá a Ann a potencialidade de, com o tempo, comunicar-se quase à velocidade que nós o fazemos, permitindo conversas mais naturais e normais.” A pesquisa oferece esperança e demonstra o poder da tecnologia e da colaboração humana para superar as limitações físicas. Referência: Nature: https://www.nature.com/articles/s41586-023-06377-x University of California San Francisco https://www.ucsf.edu/news/2023/08/425986/how-artificial-intelligence-gave-paralyzed-woman-her-voice-back

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A CHAVE PARA A PRODUTIVIDADE

Nessa corrida por produtividade, quem está disposto a respeitar o seu próprio tempo? Esse é o conceito de gentileza cognitiva apresentado por Karen Yu, bacharel em Ciências Cerebrais e Cognitivas pelo MIT e Ph.D. em Psicologia pela Universidade Vanderbilt, em sua palestra no TEDxUniversityoftheSouth.  Sob a sua perspectiva, se nos tratamos e nos cobramos da mesma forma que cobramos as máquinas ao nosso redor, desvalorizamos o nosso principal ativo: a nossa mente. ONDA DE CANSAÇO De acordo com Karen Yu, a gentileza cognitiva é a melhor alternativa, trazendo “generosidade e cuidado à maneira como tratamos o modo de pensar de cada um”. Não apenas sendo gentis uns com os outros, como também com nós mesmos. Se não tomarmos cuidado, as nossas cobranças podem resultar em uma onda de cansaço, fazendo com que as buscas recentes por “autocuidado” no Google aumentem significativamente. Tudo isso porque, ao contrário das máquinas que criamos para nos servir, o nosso cérebro é apenas um processador de informações. Ele não produz baseado em nossa demanda produtiva, e sim em sua própria capacidade de realizar sinapses e desenvolver ideias. Fatores como descanso, conforto e bem-estar exercem influência direta em nossa produtividade. Afinal, a mente precisa de um ambiente propício para criar, e cabe a nós proporcionarmos esse espaço. Nesse sentido, a gentileza cognitiva é uma das melhores formas de autocuidado que temos disponíveis. MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO Apenas em 2020, os pedidos de afastamento do trabalho devido a transtornos mentais aumentaram 26% em relação a 2019. Ao todo, tratam-se de 576 mil solicitações, segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. O número é impressionante, mas não diz respeito apenas ao autocuidado individual. Se as pessoas forem esperadas a dar o seu máximo o tempo todo, suas mentes não são capazes de entregar essa consistência. Então, adoecem, e cobram pelo cuidado que ficou faltando. Dessa forma, a cobrança excessiva, tanto da própria pessoa como de seus colegas, resulta em mal-estar e ansiedade. Mas nem tudo está perdido: ferramentas como a escuta ativa, a empatia e a gentileza cognitiva são especialmente valiosas nos últimos meses. Esses esforços devem ser tanto individuais quanto coletivos, e devem ser exercitados diariamente. Respeitando as nossas limitações Karen Yu entende a mente humana como o nosso ativo mais valioso, tanto individualmente quanto coletivamente. O seu potencial é infinito, e nos possibilita a concepção de ideias inéditas. Apesar disso, a mente humana é limitada, e parece que nos esquecemos disso ao longo do tempo. Então, a proposta de Karen Yu é de que a gentileza cognitiva esteja presente em tudo o que fazemos, criamos e desenvolvemos. Só assim as cobranças serão condizentes com a nossa disponibilidade produtiva, e só assim faremos parte de um sistema que respeita as nossas limitações individuais. Comece hoje mesmo!

ERROS DE DIGITAÇÃO? NUNCA MAIS.

O que a Bíblia, o The New York Times e o seu livro favorito têm em comum?  Todos tiveram erros de digitação em alguma de suas edições. Até a Bíblia, o livro mais vendido de todos os tempos. Já aconteceu de uma edição do The New York Times ter sido publicada com um erro em sua própria capa, trocando a palavra “resposta” por “reposta”; e já aconteceu também da Bíblia ter sido impressa com uma falta de apóstrofe em “God sake”, que deveria ter sido “God’s sake”. Se ambas edições, revisadas dezenas de vezes, tiveram erros de digitação, imaginem só um livro publicado sem tanta pressão. Imaginem só os nossos próprios textos. No final das contas, errar é humano. Em 2014, a Wired, revista estadunidense sobre tecnologia, ciência e entretenimento, entre outros, publicou um artigo sobre os erros de digitação. Mais especificamente, sobre a nossa facilidade em encontrarmos erros nos textos dos outros mas muito mais dificuldade em encontrarmos erros em nossos próprios. E aqui houve uma descoberta interessante: existe um erro de digitação na própria descrição da Wired no Google, na qual falta um “c” em “respetiva influência”. E isso acontece, de acordo com o psicólogo Tom Stafford, porque o nosso cérebro se ocupa tentando passar uma mensagem, deixando passar alguns detalhes. Afinal, escrever uma mensagem significativa vai muito além de combinar palavras escritas corretamente. E isso as máquinas ainda não são capazes de fazer. É possível treinar uma máquina virtual para absorver o conteúdo de centenas de peças e escrever uma própria baseada no que ela aprendeu. Mas será que a mensagem dessa peça transmitiria tanta emoção quanto uma peça escrita por alguém que entende a nossa rede de signos e significados? Com certeza seria mais desafiador. Ao discutirmos sobre o que nunca poderíamos ensinar às máquinas, uma das conclusões do texto foi de que as inteligências artificiais podem servir como um grande apoio em nossas criações – especialmente quando falamos de verificação automática da ortografia. Talvez elas ainda não tenham alcançado um momento de transmitir suas próprias mensagens e significados, mas com certeza ganham de nós em sua precisão. Talvez troquemos letras ao escrever um manifesto ou uma carta aberta à uma figura polêmica, mas com certeza ainda somos capazes de evocar respostas. E se tivéssemos como melhorar? Podemos concordar que errar é o que nos torna humanos (e o que nos dá a oportunidade de melhorarmos), mas pode ser inconveniente. Especialmente quando saí na capa do The New York Times. E, para isso, o Facebook Labs já está estudando uma alternativa: wearables baseados no pulso que são capazes de captar os sinais elétricos-motores que enviamos às mãos. Elas sendo precisamente os instrumentos que mais utilizamos para interagir com o mundo, e também o nosso maior meio de digitar (e cometer erros de digitação). E seria possível converter esses sinais em comandos digitais, tornando possível interagir com o mundo com muito menos esforço físico. Ou seja, seríamos capazes de executar funções em dispositivos com um simples levantar de dedo. O ambicioso projeto da digitação com a mente Para que um dispositivo que interagisse com o mundo por nós funcionasse, ele precisaria se adaptar ao nosso dia a dia, ser seguro, personalizável, intuitivo, conectado à Internet, e, acima de tudo, confortável. E os relógios de pulso já se provaram perfeitamente adaptáveis à nossa rotina estando localizados no pulso. Mas agora, um dispositivo que pudesse se adaptar à forma como interagimos com o mundo, e a forma como utilizamos as nossas mãos, isso sim é novidade. E o toque de tecnologia significa que ele pode ser de fato calibrado aos nossos hábitos, reduzindo significantemente a taxa de erros ao executarmos tarefas. E sim, reduzindo a taxa de erros de digitação que cometemos quando não nos adaptamos bem a alguns teclados. Esse dispositivo pode ser lançado ainda nos próximos anos, representando um impulso em nossa produtividade de forma pouco invasiva. Afinal, ser capaz de digitar sem teclados, com mais velocidade e com menos erros te instiga? Com o desenvolvimento da tecnologia, esse poderia ser o nosso futuro.

PESQUISA REVELA QUE 56% DOS BRASILEIROS CONFIAM EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Uma pesquisa recente revelou que uma parcela significativa da população brasileira confia na Inteligência Artificial (IA) como uma tecnologia capaz de trazer benefícios para diversos aspectos da vida cotidiana. De acordo com o estudo, aproximadamente 56% dos entrevistados demonstraram confiança na IA e estão abertos a sua adoção em diferentes áreas. A pesquisa, conduzida em diversas regiões do Brasil, abordou questões relacionadas à percepção pública da Inteligência Artificial, incluindo preocupações, expectativas e níveis de confiança. Os resultados indicaram que a maioria das pessoas enxerga a IA como uma ferramenta promissora, capaz de impulsionar a inovação, aumentar a eficiência e melhorar a qualidade de vida. Entre os principais pontos destacados pela pesquisa estão: Confiança na Tecnologia: Mais da metade dos entrevistados expressaram confiança na capacidade da Inteligência Artificial de contribuir positivamente para a sociedade, seja na área da saúde, educação, transporte ou segurança.Benefícios Reconhecidos: Muitos participantes da pesquisa reconheceram os benefícios potenciais da IA, como diagnósticos médicos mais precisos, sistemas de transporte mais eficientes e soluções de segurança mais avançadas.Preocupações e Desafios: Apesar da confiança geral na IA, alguns entrevistados também expressaram preocupações relacionadas à privacidade, segurança e possível substituição de empregos por automação.A pesquisa revelou insights importantes sobre a percepção pública da Inteligência Artificial no Brasil e destaca a necessidade de continuar a educar e informar a população sobre os benefícios e desafios associados a essa tecnologia em constante evolução. Para saber mais detalhes sobre os resultados da pesquisa e entender melhor como a Inteligência Artificial está sendo percebida no Brasil, leia o texto original: “56% confiam em Inteligência Artificial no Brasil, diz pesquisa”. Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-tech/tecnologia/56-confiam-em-inteligencia-artificial-no-brasil-diz-pesquisa/

ESTUDANTES COMO ESPECTADORES: LUTANDO CONTRA A DESATENÇÃO EM CENÁRIOS REMOTOS

Não é preciso dizer que a internet revolucionou a forma como realizamos tarefas, pesquisamos e nos relacionamos. Ferramentas como o Google e as redes sociais trouxeram praticidade e agilidade – o que também implica em uma imensidão de conteúdos disponíveis. A cada segundo, em média, 3.003.905 e-mails são enviados; 90.182 buscas são realizadas pelo Google; 88.528 vídeos são visualizados pelo Youtube; 9.376 publicações são feitas no Twitter; e 1.056 fotos são publicadas pelo Instagram. Somando o conteúdo consumido pelo mundo todo, utilizamos 112.680 GB de internet a cada segundo, tudo de acordo com o site Internet Live Stats. Os números são chocantes, mas nos levam a um resultado mais familiar: mais de 60% dos 2.500 entrevistados pela Webtrate disseram que abandonavam sua linha de pensamentos para responder um email ou comentar nas redes sociais enquanto trabalhavam ou escreviam textos que exigiam concentração máxima. MUITOS AMBIENTES, POUCA ATENÇÃO É difícil de compreendermos a quantidade de interações que são realizadas por segundo, mas, quando falamos de distrações e interrupções, estamos mais familiarizados. Estamos cada vez mais buscando gratificação rápida e dividindo a nossa atenção entre diversas plataformas. Mas isso não acontece por acaso. A neurociência dos últimos anos demonstra que sentimos dor física ao sermos excluídos de um certo ambiente ou círculo social. E para estarmos presentes em todos os ambientes digitais, não conseguimos depositar grandes quantidades de atenção em nenhum deles. UM CLIQUE AQUI, OUTRO ALI… Sentimos sede constante por novos estímulos, e ela é facilmente saciada com uma simples troca de aba em nosso navegador ou um rápido acesso a uma rede social. Essa realidade se tornou especialmente clara quando enfrentamos a adaptação de ambientes presenciais, como trabalhos, escolas e faculdades, para o ambiente digital em poucos dias. A nossa dificuldade em nos concentrarmos em algo por mais de alguns minutos se tornou parte do cotidiano remoto, e tarefas que antes eram familiares se tornaram muito mais difíceis e demoradas. Entretanto, nem tudo está perdido. Se o consumo de conteúdos de forma passiva leva à distração, o incentivo à atividade pode recuperar a atenção dos alunos. Atividades dinâmicas como enquetes, perguntas sobre o conteúdo ou debates abertos são ferramentas poderosas contra a dispersão. Também, a variedade de conteúdos é essencial. O equilíbrio entre materiais com diferentes dificuldades, formatos e durações podem motivar os alunos através de seu senso de gratificação. PAUSAS TAMBÉM SÃO IMPORTANTES PARA ALTOS NÍVEIS DE PRODUTIVIDADE A Técnica Pomodoro desenvolvida nos anos 80 ainda pode ser muito útil aos estudantes. Para cada 25 minutos de trabalho ininterrupto, os 5 minutos seguintes devem ser de pausa. E, a cada quatro ciclos, a pausa pode ser de 15 ou 20 minutos. Assim, dividindo o nosso fluxo de trabalho em blocos, conseguimos conquistar mais foco (e ativar o nosso sistema de gratificação com mais frequência). As pausas podem ser pensadas tanto por quem produz o conteúdo como por quem o consome, desde que não sejam longas demais. Por fim, outra solução fascinante é produzida pela BrainCo, direto da China. Tiaras aplicadas nas escolas são capazes de ler as ondas cerebrais dos alunos e indicar aos professores seu nível de concentração. Com o aumento das pesquisas ao redor de neurotecnologias e mais investimento, é possível pensarmos em um futuro em que as tiaras sejam utilizadas em benefício dos alunos de todo o mundo. A transformação dos estudantes a espectadores não será a única grande transformação digital, que agora dispõe de infinitos recursos tecnológicos para reter a atenção dos alunos. Agora as instituições de ensino estão cientes da importância da resiliência e devem continuar buscando seu espaço em cenários digitais. O futuro nos aguarda com novas soluções, dispositivos e ferramentas para ensinos mais inteligentes e acessíveis, mas ainda luta pelas janelas de atenção dos alunos. Neste embate, ganha quem tiver a proposta mais interessante de conteúdo. – Referência: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/01/economia/1412178663_011451.html